Início » Mobile » Empresa chamada Nexus Telecom impede venda do Nexus S no Brasil

Empresa chamada Nexus Telecom impede venda do Nexus S no Brasil

Por
7 anos atrás
Já conhece a nova extensão do Tecnoblog? Baixe Agora

Em abril desse ano o Nexus S, o celular conhecido por conter a versão mais pura e limpa do Android, foi homologado pela Anatel para venda no Brasil. Sua fabricante, a coreana Samsung, pretendia vendê-lo aqui, mas pouco depois da homologação a empresa decidiu desistir desse plano, primeiro dizendo que havia uma restrição da Anatel e depois admitindo que por “motivos comerciais” ele não seria vendido aqui. Para efeitos de conversa em bar e discussões nos círculos geeks no Brasil, o caso ficou conhecido como Nexusgate. E hoje sabemos um pouco mais do que aconteceu.

Segundo o Link, do jornal Estadão, uma disputa judicial envolvendo a marca Nexus impede que o modelo Nexus S seja vendido oficialmente no Brasil. Uma empresa brasileira chamada Nexus Telecom conseguiu com uma liminar em maio contra o Google e a Samsung para impedir que a venda do Nexus S acontecesse. Segundo ela, o uso da marca Nexus no meio de telecomunicações já é de exclusividade da empresa e por isso o pedido da liminar. O Google também é acusado de uso indevido da marca, mas ele se defende dizendo que não comercializa o aparelho em território nacional.

A Samsung mantém sua posição e diz que a decisão de não vender o aparelho por aqui foi mesmo o motivo comercial e diz que a Nexus Telecom não tinha a liminar na época. Mas provavelmente a empresa não quis arriscar trazer o Nexus S para cá só para depois ter sua venda proibida. Os advogados do Google até tentaram derrubar a decisão, mas o pedido foi negado. O que quer dizer que enquanto a Nexus Telecom detiver o uso da marca, poderemos nunca ver um aparelho Nexus sendo comercializado no país. Oficialmente, claro.

O processo está sob o número 583.00.2011.147293-7 no Fórum Central Civel João Mendes Júnior, em 1ª instância, e sob o número 0153297-47.2011.8.26.0000 no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2ª instância.