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Microsoft Security Essentials falha em teste de segurança pela segunda vez consecutiva

Antivírus da Microsoft não conseguiu certificação do AV-TEST.
Microsoft diz que malwares não detectados afetam apenas 0,0033% dos usuários.

Paulo Higa
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O AV-TEST, instituto independente que testa a eficácia dos principais antivírus do mercado a cada dois meses, reprovou o Microsoft Security Essentials pela segunda vez consecutiva. Nos testes de outubro e dezembro de 2012, o antivírus gratuito da Microsoft não demonstrou ter o mínimo de proteção necessária para conseguir o selo de certificação.

No último estudo publicado pelo AV-TEST, que testou 25 antivírus no Windows 7, o AhnLab V3 Internet Security e o PC Tools Internet Security, assim como o Microsoft Security Essentials, não conseguiram a certificação. Mas o antivírus da Microsoft foi o pior de todos no quesito proteção, obtendo nota 1,5 de 6. Isso é muito abaixo de outros antivírus conhecidos, como Kaspersky Internet Security (5,5) e F-Secure Internet Security (6,0).

Antivírus gratuito da Microsoft perdeu a certificação do AV-TEST

Antivírus gratuito da Microsoft perdeu a certificação do AV-TEST

A maior falha do Security Essentials estaria na proteção 0-day, ou seja, malwares que ainda não têm vacina, mas podem ser detectados por heurística. A detecção desses malwares foi de apenas 71% em novembro e 78% em dezembro, enquanto que a média do mercado é de 92%. Entre os malwares descobertos nos últimos três meses, o Security Essentials detectou, em média, 91% deles — também abaixo da média, que foi de 97%.

Não é apenas por ser gratuito que o Security Essentials deveria estar abaixo de outras soluções. A prova disso é que o AVG Anti-Virus Free Edition, o Avast Free AntiVirus e o Panda Cloud Antivirus conseguiram, respectivamente, notas 5,0, 4,5 e 4,0 no quesito proteção. Eles também foram bem em reparação (que mede a capacidade de remover a ameaça) e a usabilidade (que penaliza falsos positivos e lentidões na máquina).

Em resposta, a Microsoft diz que os usuários do Security Essentials não precisam se preocupar. Após fazer uma “análise rigorosa dos resultados”, a empresa de Redmond concluiu que apenas 0,0033% dos usuários são afetados pelos malwares não detectados durante os testes da AV-TEST. Mesmo assim, a Microsoft garantiu que está trabalhando para que esse número diminua para 0%.

Apesar dos resultados não muito bons, o Microsoft Security Essentials tem suas qualidades. Ele não dá muitos falsos positivos, tem razoável detecção de ameaças já descobertas (que não precisam de heurística) e é bem mais leve que alguns concorrentes. São pontos importantes e, para boa parte dos usuários, a proteção do Security Essentials deverá ser uma boa opção.

De qualquer forma, o melhor antivírus é o próprio usuário e, se você compartilha seu PC com pessoas que insistem em clicar em links maliciosos, talvez seja importante considerar a troca para um antivírus com heurística mais eficiente.

Com informações: CNET, The Verge.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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