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Worm que se espalha pelo Skype afeta 80 mil pessoas na América Latina

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Paulo Higa
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A ESET descobriu uma nova ameaça virtual que está se espalhando através de mensagens recebidas no Skype. Segundo a empresa de segurança, o worm está sendo distribuído desde a tarde de segunda-feira (20) e atingiu mais de 300 mil pessoas no mundo todo, 80 mil delas apenas na América Latina.

O worm, identificado como Win32\Kryptik.BBKB, está se espalhando com velocidade acima da média. Ele se propaga “por meio do uso de textos relacionados a fotos no Skype”. Essas mensagens contêm links encurtados com o goo.gl, que apontam para serviços de armazenamento de arquivos, como o 4shared.

Para analisar a quantidade de pessoas afetadas, a ESET verificou as estatísticas fornecidas pelo próprio encurtador do Google, além de consultar os dados de um sistema próprio, o LiveGrid, afirmando que “67% das ameaças identificadas estão na América Latina, o que confirma a região como foco dessa campanha dos cibercriminosos”.

Mesmo quem não usa o Skype regularmente pode ser infectado: o gerente de educação e serviços da ESET América Latina, Sebastián Bortnik, diz que o Win32\Kryptik.BBKB tem grandes chances ser uma variante de uma praga que também está se espalhando pelo Google Talk. Além disso, a versão original da ameaça teria começado a ser distribuída em março.

A ESET não informou exatamente o que o worm faz quando infecta o sistema. A recomendação é não clicar em links estranhos recebidos pelo Skype, mesmo que eles sejam enviados por alguém “conhecido”. Esse tipo de worm já foi bastante popular na época do velho MSN, e é difícil acreditar que tantas pessoas ainda sejam infectadas.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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