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Cientistas querem laser gigante para tirar lixo espacial da órbita da Terra

Rafael Silva
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Os leitores do TB já devem ter percebido que ultimamente o nosso lindo e maravilhoso planeta tem recebido na sua superfície uma quantidade maior de lixo espacial do que está acostumada. Satélites como o UARS e o ROSAT lançados em décadas passadas perdem força e vão caindo na Terra, com um pouco de sorte sem acertar ninguém. E para diminuir a quantidade deles, cientistas querem atirar nos satélites com lasers para forçá-los a cair mais rápido. Soa perigoso, mas não é tanto assim.

Esse laser, refletido na Lua, é inofensivo.

O grupo, composto basicamente de 13 cientistas do setor privado e do governo americano, publicou um artigo na semana passada intitulado “Removendo detritos orbitais com lasers” que propõe o uso de lasers para a limpeza da órbita espacial da Terra. O motivo para isso é bem nobre: como existem dezenas de satélites desativados, foguetes de ônibus espaciais usados e outros itens perigosos rondando a Terra, seria mais fácil tirá-las de lá de uma maneira controlada ao invés de esperar que eles caiam e corram o risco de atingir alguém.

A maneira de fazer isso também é simples, também proposto pelo grupo no artigo. Eles querem usar pulsos de laser para diminuir a velocidade desse lixo, caindo para a Terra de maneira mais controlada e precisa. Mas eles encontram um problema: um laser do tamanho proposto poderia também ser usado como arma, o que poderia causar problemas políticos dos EUA com os demais países. A solução deles para esse problema seria uma cooperação internacional, mas nem sempre ela funciona como deveria.

Enquanto a política é debatida, ficamos aqui a mercê do lixo espacial caindo vez ou outra. O ROSAT, falando nisso, caiu na Terra ontem, felizmente sem atingir uma área populada.

Com informações: BoingBoing. Imagem sob licença CC do usuário woodleywonderworks no Flickr.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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