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Semáforos com no-break para desafogar o trânsito de SP

Projeto do prefeito Fernando Haddad custará cerca de 100 milhões de reais

Thássius Veloso

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Tempestade se forma na região da Avenida Paulista

Dá por volta de 15h e começa a chover copiosamente em São Paulo. Acontece dessa mesma forma todo dia, com direito a todos os transtornos decorrentes da chuvas, dos quais os semáforos problemáticos se destacam. O prefeito da cidade, Fernando Haddad, admitiu na tarde de hoje que existe a possibilidade de instalar no-breaks nos semáforos.

O governo atual não poupou o antecessor em críticas com relação à rede semafórica na capital. Haddad disse que está tudo muito ruim, muito precário e muito problemático. Isso a gente já sabe faz tempo, mas ignoremos. Eis a parte mais importante: o projeto de renovação da rede de semáforos deverá custar aos cofres públicos na casa dos 100 milhões de reais. Haja dinheiro.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), órgão responsável por monitorar as vias da cidade, informa que estava a prevista a instalação de 200 no-breaks, dos quais somente 20 foram efetivamente para a rua. Assim realmente fica difícil ter uma cidade preparada para as chuvas que ocorrem diariamente e para as quais ninguém se preparou.

Chove, alaga, a energia elétrica cai. Quando retorna, os semáforos permanecem intermitentes com o alerta de luz amarela. Com isso e o temor de causar acidentes ou atropelar pessoas, os motoristas seguram na velocidade, o que causa os legendários congestionamentos no trânsito da cidade.

A instalação dos no-breaks faz parte do projeto mais amplo de revitalização da rede de semáforos. Ainda segundo o prefeito, o edital para contratação dos equipamentos não ocorreu até agora porque precisar passar primeiro pelo “escrutínio dos técnicos”. Pelo menos assim não compram milhares de unidades que daqui a uns anos cairão nos ostracismo.

semaforo-verde

Até agora, pelo que sabemos, foi a concessionária de energia elétrica AES Eletropaulo quem realizou a implementação dos no-breaks em sinais de trânsito (como chamamos no meu Rio de Janeiro). Falta saber de que autonomia, em termos de horas, estamos falando.

Fazia tempo que não falavam comigo sobre os no-breaks. Há muitos anos, no auge dos computadores montados em lojas de informática de bairro, era bem comum cotar o preço do equipamento com a fonte de energia movida a bateria. Creio que diminui a procura devido à dominação dos notebooks.