O Twitter está crescendo mais no Brasil que no resto do mundo

Paulo Higa
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• Atualizado há 2 anos

O Twitter não anda muito bem. A rede social ainda não é lucrativa e sofre prejuízos sucessivos. Em dez anos de existência, foram mais de US$ 2 bilhões em perdas acumuladas. Mas a empresa parece estar feliz com seu desempenho no Brasil: houve um aumento de 18% no número de usuários ativos mensais no país em 2016, contra um crescimento de apenas 4% no mundo.

Os números foram revelados por Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter Brasil, em entrevista ao Mobile Time. Segundo a executiva, a receita de publicidade da rede social no mercado brasileiro subiu cerca de 30% em 2016, acima das previsões de 12% de crescimento do mercado digital.

No mundo, o Twitter possui 319 milhões de usuários ativos mensais, número extremamente modesto quando comparado ao gigante Facebook, que chega a crescer mais de 250 milhões de usuários por trimestre e está perto dos 2 bilhões de usuários ativos mensais.

Para crescer no Brasil, a rede social quer atrair mais anunciantes, aproveitar a vantagem competitiva do conteúdo em tempo real para inserir publicidade contextual com melhor timing, além de desenvolver “soluções customizadas para o relacionamento entre marcas e consumidores através do Twitter”.

Recentemente, o Twitter anunciou que está focando seus esforços em aprendizagem de máquina e inteligência artificial. A empresa comprou a Magic Pony, startup que melhora a qualidade de imagens de baixa resolução. Também já havia adquirido a Madbits, que desenvolveu um algoritmo de busca e organização de imagens, e a Whetlab, que trabalhava com machine larning nos setores de biologia computacional e reconhecimento de voz e objetos.

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Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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