A Estação Espacial Internacional vai ganhar um supercomputador da HP

Paulo Higa
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A Estação Espacial Internacional (ISS) vai receber um belo upgrade de hardware durante os próximos meses. Um supercomputador da HP, resistente para suportar as intempéries do espaço, será instalado no local, que orbita a uma média de 340 km de altitude da Terra.

O Spaceborne Computer é interessante pelo simples fato de ser um supercomputador — como você deve ter lido em algum lugar, por causa da radiação, as máquinas precisam ter proteções bem específicas para funcionarem no espaço. E isso faz com que um ônibus espacial da NASA lançado em 2014 tenha PCs com o ultrapassado processador IBM PowerPC 750X, de 2002, por exemplo.

Por isso, o Spaceborne Computer é um experimento com “sistemas de computação que podem ser programados para detectar e responder a eventos de radiação ao reduzirem suas velocidades de operação ou se desligando”. Ele vai permitir, de acordo com a NASA, que os cientistas “identifiquem formas de utilizar software para proteger os computadores da ISS sem armaduras caras ou pesadas”.

Sem contar que, como nota o Engadget, o supercomputador possibilitará que os cálculos astronômicos (literalmente) sejam feitos diretamente na ISS. Atualmente, os dados são enviados para os computadores na Terra, que então fazem o processamento pesado — no entanto, a 340 km de altitude, você deve saber que a internet na estação espacial não ajuda muito a tornar esse trabalho rápido.

Rodando Linux, o Spaceborne Computer contribuirá para melhorar a tecnologia de informática no espaço e potencialmente gerar descobertas sobre como aprimorar a computação de alto desempenho na Terra. Se o experimento der certo, a expectativa é que o supercomputador também dê as caras em Marte nas próximas décadas.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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