Sabemos há mais de um ano que o Google vem trabalhando em outro sistema operacional. Trata-se do Fuchsia: ele tem código-fonte aberto, não é baseado em Linux, e é pensado para rodar em vários tipos de dispositivo. Agora, é possível instalá-lo no Pixelbook.

O Chrome Unboxed descobriu uma nova documentação do Google para que desenvolvedores possam instalar o Fuchsia no Pixelbook, lançado há alguns meses com Chrome OS.

O Pixelbook tem processador Core i5/i7, touchscreen de 12,3 polegadas e suporte à caneta Pixelbook Pen. Ele custa a partir de US$ 999; o Google não lançava um laptop com Chrome OS há anos.

Instalar o Fuchsia não é fácil: além do Pixelbook, você precisa de outro computador, ambos conectados à mesma rede. “No seu sistema hospedeiro, você vai montar o Fuchsia, criar uma mídia de instalação, e transmitir grande parte do sistema através da rede para o sistema alvo”, explica a documentação.

O Google diz que o Fuchsia tem suporte a algumas plataformas de hardware como o Acer Switch 12 e Intel NUC; no entanto, este processo de instalação ainda não é compatível com dispositivos ARM. A ideia é que, no futuro, o sistema possa ser instalado em smartphones também.

Dave Burke, vice-presidente de engenharia para Android no Google, disse na última conferência I/O que “o Fuchsia é um projeto experimental em estágio inicial”, e que se trata de um “projeto independente do Android”, mas não revelou mais detalhes.

O Fuchsia usa um kernel criado pelo Google, chamado Zircon (antes tinha o nome Magenta). Ele é baseado no LK, em vez do Linux. Vimos há algum tempo como será sua interface, e não muito mais do que isso. Será que enfim teremos mais detalhes sobre ele?

Com informações: Chrome Unboxed, The Verge.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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