Google bane da Play Store apps que mineram criptomoedas

Além de mineração de criptomoedas, nova política da Play Store proíbe apps para venda de armas de fogo ou que atraem crianças, mas contêm temas adultos

Emerson Alecrim
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• Atualizado há 1 ano
Criptomoeda

A mais recente atualização das políticas para desenvolvedores da Google Play Store fechou o cerco contra aplicativos de mineração de criptomoedas: a partir de agora, apps criados especificamente para esse fim ou que incluem alguma função do tipo estão terminantemente proibidos no serviço.

Não é de hoje que o Google vem tomando cuidado com serviços de criptomoedas. Em março, a companhia proibiu anúncios relacionados a moedas digitais na rede do AdWords (atualmente, Google Ads). Pouco tempo depois, a empresa baniu extensões para mineração de moedas da Chrome Web Store.

O Google não deu detalhes sobre a proibição na Play Store, mas, quando adotou medidas na Chrome Web Store, explicou que o objetivo é proteger o usuário de ferramentas que fazem mineração em segundo plano ou prejudicam o desempenho do dispositivo. Provavelmente, o intuito aqui é o mesmo.

Note, porém, que o Google não proíbe aplicativos ligados a carteiras, ao acompanhamento do mercado de criptomoedas ou que controlam remotamente atividades de mineração.

As novas políticas também proíbem apps que facilitam a venda de explosivos, armas de fogo e munição, ou fornecem instruções para que o usuário possa montar esses itens.

Além disso, a Google Play Store agora proíbe, explicitamente, aplicativos voltados ao público infantil, mas que contêm temas adultos (provavelmente, uma continuação da limpeza feita no YouTube), bem como apps que são muito semelhantes a outros ou cuja finalidade principal é exibir anúncios.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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