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WhatsApp diz que não vai quebrar criptografia para monitorar fake news

A empresa foi questionada pela Índia, mas disse que solução criaria um "potencial de uso inadequado"

Victor Hugo Silva

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O governo da Índia tenta reduzir os casos de violência ligados a fake news espalhadas, principalmente, pelo WhatsApp. Recentemente, o ministro indiano de TI, Ravi Shakar Prasad, questionou a empresa sobre a possibilidade de criar uma forma de rastrear o autor original de uma mensagem.

A proposta do governo seria usar a solução em casos que envolvam mensagens de circulação em massa que incitam a violência e o crime. O WhatsApp, no entanto, adiantou que não irá contribuir com uma ferramenta do tipo.

Foto por Álvaro Ibáñez/Flickr

Ao Press Trust of India, um porta-voz do aplicativo disse que a solução “enfraqueceria a criptografia de ponta a ponta e a natureza privada do WhatsApp, criando um potencial de uso inadequado”. A empresa declarou que não mudará as proteções de privacidade que oferece.

Segundo o WhatsApp, muitas pessoas usam o aplicativo para ter “conversas sensíveis” de todos os tipos. Uma solução como a proposta pelo governo poderia restringir a liberdade dos mais de 200 milhões de usuários na Índia, que se posiciona como o maior mercado do app no mundo.

A empresa defende outras formas de reduzir o impacto das fake news. Recentemente, o app limitou o encaminhamento de mensagens. Em vez de 250 pessoas ou grupos, é possível enviar o mesmo conteúdo para somente 20 chats por vez.

Além disso, o mensageiro passou a destacar quando a mensagem foi encaminhada de outra conversa – e não escrita pela pessoa que a enviou. O objetivo das duas medidas é dificultar a disseminação de mensagens por meio do serviço.

O ministro indiano se encontrou nesta semana com o CEO do WhatsApp, Chris Daniels, e pediu para a empresa instalar um escritório próprio no país. Daniels confirmou que a empresa está criando uma equipe local e destacou que ela terá um chefe voltado especialmente para a Índia.

O representante do governo também pediu a criação de uma espécie de central de reclamações, que seria usada para receber denúncias sobre notícias falsas que circulam no WhatsApp. O app seria obrigado a dar algum retorno aos usuários em questão de horas. Porém, ainda não há confirmação de que esse pedido será atendido.

Em ano eleitoral, a Índia também deve adotar medidas em relação a serviços como Facebook e Twitter. O governo pretende criar diretrizes semelhantes às propostas ao WhatsApp para as demais plataformas, que seriam obrigadas a agilizar o atendimento aos usuários.

Com informações: The Next Web.