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AliExpress cogita abrir armazém no Brasil para agilizar entregas

Brasil é quinto maior mercado do AliExpress em volume de negócios; empresa não planeja abrir lojas físicas no país

Felipe Ventura
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A varejista online AliExpress estuda abrir um centro de distribuição no Brasil para reduzir o tempo de entrega: ela acredita que a logística é um de seus principais desafios no país. No entanto, a empresa avisa que não há planos concretos de abrir lojas físicas por aqui.

AliExpress

Ken Huang, chefe do AliExpress para a América Latina, diz em entrevista ao Estadão: “não há nada confirmado, mas estudamos abrir um centro de distribuição com depósitos alugados, para onde despacharíamos os produtos”. O executivo avisa que se trata de algo “a médio prazo”.

Para Huang, a logística é um dos principais desafios para o AliExpress no Brasil. Os produtos têm que vir da China, passar pela alfândega e só então serem entregues. “Ainda temos uma diferença grande no tempo de entrega quando comparado a concorrentes locais”, ele afirma.

Este ano, o AliExpress lançou no Brasil uma opção de envio chamada Premium Shipping, que promete entrega entre 22 a 28 dias após confirmação do pagamento. Trata-se de uma parceria com a empresa de logística Cainiao, do Alibaba. No entanto, isso precisa ser oferecido pelo vendedor, o que raramente acontece.

AliExpress não pretende abrir lojas físicas no Brasil

O Brasil é o quinto maior mercado do AliExpress em volume de negócios, atrás da China, EUA, Rússia e Espanha. Os clientes no país estão comprando mais eletrônicos, segundo Huang, incluindo celulares e pulseiras conectadas: “estas últimas têm sido muito populares, estão entre as mais vendidas”.

Em agosto, o AliExpress inaugurou um showroom em Madri para exibir cerca de mil produtos; as vendas são feitas online. E no Brasil? Aqui, o executivo diz que “não há planos concretos para abrir lojas físicas”.

A Ebanx montou uma loja temporária do AliExpress em Curitiba para demonstrar alguns produtos, inclusive celulares da Xiaomi, e tirar o medo das pessoas ao comprar produtos da China pela internet. “Vimos alguma tração, mas não há certeza se foi um sucesso”, explica Huang.

A demanda por produtos vindos da China não para de crescer, e algumas varejistas vêm se adaptando. Este ano, a Gearbest ganhou uma seção com produtos enviados a partir de um depósito no Brasil, prometendo entrega em até 5 dias. Por sua vez, a Americanas lançou um serviço que permite importar eletrônicos chineses e parcelar em até 10 vezes.

Com informações: Estadão.

Felipe Ventura

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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