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WhatsApp vai liberar uso da mesma conta em até quatro dispositivos

Recurso que permite utilizar a mesma conta do WhatsApp em até quatro dispositivos simultaneamente chegará primeiro ao beta

Bruno Gall De Blasi
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A espera acabou: o WhatsApp vai começar a disponibilizar o acesso de uma conta em mais de um dispositivo. Nesta quarta-feira (14), o mensageiro anunciou o início dos testes do recurso que possibilitará o uso de uma mesma credencial em até quatro plataformas diferentes. A criptografia de ponta a ponta também será mantida.

WhatsApp (imagem: Anton/Pexels)

WhatsApp (imagem: Anton/Pexels)

O recurso vai começar a ser implementado depois que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, e o chefe do WhatsApp, Will Cathcart confirmaram a novidade. Em uma entrevista, os executivos afirmaram que a novidade seria liberada aos usuários da versão beta do app em até dois meses.

Pouco mais de um mês após a confirmação, a ferramenta está prestes a chegar ao WhatsApp Beta. Segundo o mensageiro, será possível utilizar uma conta em até quatro dispositivos diferentes ao mesmo tempo. Além disso, o histórico de mensagens será sincronizado entre todos os aparelhos autenticados.

WhatsApp poderá ser usado em até quatro dispositivos

A ferramenta vai promover uma grande alteração no funcionamento do mensageiro. Atualmente, os usuários precisam manter o celular ligado e conectado à internet para utilizar o aplicativo de mensagens através de outras plataformas. Caso contrário, as opções para acessar a conta pelo computador, como o WhatsApp Web, não funcionam.

Com o novo recurso, cada dispositivo passará a funcionar de maneira independente. Isto significa que, assim como o Telegram, não será mais preciso manter o celular por perto ou ligado, pois cada dispositivo terá a sua própria identificação. Ao todo, será possível conectar a conta em até quatro plataformas diferentes.

As conversas também estarão disponíveis em todos os aparelhos autenticados. Segundo o mensageiro, tanto o histórico de mensagens quanto os dados do estado do aplicativo serão sincronizados entre os dispositivos. “Todos esses dados são sincronizados e criptografados de ponta a ponta entre seus dispositivos”, afirmaram.

 

Criptografia do WhatsApp: antes (cima) e depois (baixo) (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Criptografia do WhatsApp: antes (cima) e depois (baixo) (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Criptografia de ponta a ponta será mantida

A tarefa, no entanto, não foi simples. O mensageiro afirmou que “o desafio foi manter a experiência segura do usuário entre vários dispositivos sem ter que armazenar as mensagens privadas das pessoas nos nossos servidores de novas maneiras”. Mesmo assim, a criptografia de ponta a ponta, um dos carros-chefes do serviço, permanecerá.

O mensageiro explica que, agora, cada dispositivo terá uma identificação própria. “O servidor do WhatsApp mantém um mapeamento entre a conta de cada pessoa e todas as suas identidades de dispositivo”, afirmaram. “Quando alguém quer enviar uma mensagem, recebe as chaves da lista de dispositivos do servidor”.

Os responsáveis pelo app ainda adotaram medidas para impedir que as conversas sejam espionadas por um servidor malicioso ou comprometido. “Também incluímos controle e proteções adicionais sobre quais dispositivos estão vinculados à conta”, afirmaram. Ou seja, além do QR Code, já conhecido por quem utiliza o WhatsApp Web, também será preciso utilizar a biometria para acessar a conta em outra plataforma.

Tela inicial do WhatsApp Web (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Tela inicial do WhatsApp Web (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Disponibilidade

Inicialmente, o recurso estará disponível para um “pequeno grupo de usuários” do WhatsApp Beta. “O WhatsApp continuará otimizando o desempenho e adicionando recursos antes de disponibilizar esta novidade de forma mais ampla”, afirmaram. “Os usuários que optarem por participar desse teste podem sempre optar por sair”.

Ainda não se sabe quando a novidade chegará à versão final do mensageiro.

Atualizado às 16h22: inicialmente, a matéria dizia que o acesso com a mesma conta poderia ser feito em dois celulares. O texto foi corrigido após esclarecimento do WhatsApp sobre dispositivos compatíveis.

Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Entrou para o Tecnoblog em 2020 e também escreveu para o TechTudo e iHelpBR.

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