fibra-optica

Depois de meses de estudos, a FCC (Comissão Federal de Comunicações), entidade dos Estados Unidos equivalente à Anatel, estabeleceu as velocidades mínimas que uma conexão à internet deve ter para ser considerada banda larga: 25 Mb/s (megabits por segundo) no download e 3 Mb/s no upload.

Os limites mínimos anteriores de download e upload eram de 4 Mb/s e 1 Mb/s, respectivamente. O salto para as novas taxas causa algum espanto, mas tem explicação: a FCC estima que apenas 13,1% dos lares norte-americanos não têm acesso a conexões com velocidades iguais ou superiores às estabelecidas (a Net Index calcula que, hoje, a velocidade média do país é de 32,57 Mb/s). Sem a alteração, este número fica em 6,3%.

De qualquer forma, o chairman da FCC Tom Wheeler entende que a mudança de definição ajudará a diminuir o percentual atual, ou seja, fará com que mais pessoas tenham conexões com 25 Mb/s ou mais. Os provedores de internet não são obrigados a oferecer planos acima deste limite, por outro lado, não poderão promover velocidades inferiores como banda larga.

A tendência, portanto, é que novos assinantes passem a exigir conexões com mais velocidade ou, nos casos de planos já existentes, revisão de contratos.

Os novos limites beneficiam consumidores e, seguramente, empresas que atuam na internet. Não estranhe, portanto, o fato de a Netflix ter sido uma das companhias que apoiaram a mudança – 25 Mb/s é mais do que suficiente para streaming em 4K, resolução que a empresa quer oferecer para o máximo possível de usuários.

Também há a parte que ficou insatisfeita com esta história: provedores de internet, sem nenhuma surpresa. Nos Estados Unidos, há uma parcela de usuários que é atendida por planos DSL que, por causa de características técnicas, não alcançam o novo limite de download. A Verizon, que possui 9,2 milhões de clientes nesta modalidade, explica que, quando muito, suas assinaturas DSL chegam a 15 Mb/s.

Para escapar destas limitações não há outro caminho: investimentos em infraestrutura, principalmente no que diz respeito à expansão das redes de fibra óptica. É este ponto que incomoda as operadoras.

O cenário poderia ser pior para estas empresas: Jessica Rosenworcel, outra comissária da FCC, defende 100 Mb/s como limite mínimo de download. “Podemos fazer coisas audaciosas se estabelecermos objetivos grandes”, argumenta.

Convém ressaltar que a nova definição de banda larga da FCC vale apenas nos Estados Unidos. Organizações de todo o mundo trabalham com parâmetros diferentes. A Akamai, por exemplo, que anualmente elabora um relatório sobre o estado da internet, define como banda larga conexões com 4 Mb/s ou mais.

No Brasil, a Anatel não definiu limites até hoje, mas dá para supor que a referência (não oficial) é de 1 Mb/s – esta é a velocidade mínima estabelecida para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Com informações: The Verge

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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