Time-lapse Mining

Se uma única foto pode contar a história de um lugar, imagine milhares de imagens juntas. Em parceria com pesquisadores da Universidade de Washington, o Google levou essa ideia a sério. O resultado são as time-lapses que você vê no vídeo abaixo.

Time-lapses geralmente são criadas com sequências de imagens obtidas da mesma câmera. Aqui, os pesquisadores utilizaram fotos com licenças livres disponíveis em serviços como Flickr (principalmente) e Wikimedia. Ao todo, 86 milhões de imagens foram usadas. Fascinante, não?

No primeiro passo, os pesquisadores definiram os lugares a serem mostrados na time-lapse. O foco esteve em pontos bem conhecidos porque, em geral, a oferta de fotos desses locais é muito generosa.

Na sequência, o algoritmo desenvolvido classificou as imagens por data e fez ajustes de ângulos para todas terem o mesmo ponto de vista. A etapa final consistiu na compensação dos parâmetros de iluminação, na eliminação de ruídos e na redução da cintilação.

O resultado é tão incrível que, se o Google não tivesse explicado, teríamos a impressão de que cada sequência foi criada a partir de uma única câmera posicionada no mesmo lugar durante muito tempo.

A parte mais interessante é que as time-lapses foram montadas com fotos tiradas em datas diferentes, com os intervalos correspondendo a meses ou mesmo anos. Assim, é possível ter uma noção bastante clara da modificação que os lugares mostrados sofreram ao longo do tempo – a construção de um prédio em Las Vegas, por exemplo.

De modo geral, o trabalho teve apenas finalidades acadêmicas. Mas a ideia pode ser aproveitada em app móveis, por exemplo, e não só pelo Google: os pesquisadores prometem liberar o algoritmo criado em breve. Por enquanto, dá para obter mais detalhes neste paper.

Com informações: The Next Web

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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