Plano mais barato da API do Twitter deve começar em US$ 42 mil

Twitter pode dividir serviços da API para empresas em três planos; assinatura mais cara dá acesso a 200 milhões de tweets por mês

Felipe Freitas
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• Atualizado há 8 meses
Twitter
Twitter (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Parece que o Twitter está cada vez mais próximo de iniciar a cobrança da sua API. O jornal digital Wired divulgou os possíveis planos do serviço. De acordo com as imagens, que aparentam ser de uma apresentação de slides, o Twitter terá três opções da API empresarial.

O serviço mais barato, batizado de Small Package, custará US$ 42 mil (quase R$ 220.000). Ele dará acesso a apenas 0,3% de dados do Twitter (50 milhões de tweets). Para pesquisadores, é um preço extremamente alto para uma pequena quantidade de informações — e não se trata de dados pessoais. Esses acessos podem ser usados para análises de discussões de temas na internet e outras funções, como o bot que avisa quando um político apagou um tweet.

API são caras, mas o Twitter precisa se tornar lucrativo

Os preços da API é caro até mesmo para empresas grandes, mas a sua assinatura é uma maneira de tornar o Twitter lucrativo. Ao comprar a plataforma, Elon Musk colocou essa ideia como ponto chave da sua gestão. E SaaS é um meio fácil e popular de gerar receita para tudo — desde um Game Pass até o Microsoft 365.

Possível assinatura Small Package da API do Twitter, a mais barata (Imagem: Reprodução/Chris Stokel)
Possível assinatura Small Package da API do Twitter, a mais barata (Imagem: Reprodução/Chris Stokel)

A assinatura do Small Package custa US$ 504 mil por ano, enquanto o pacote Medium (100 milhões de tweets) tem assinatura anual de US$ 1,5 milhões, ou US$ 125 mil por mês. O plano mais caro, o Large Package, é assinado por US$ 210 mil por mês — um total de US$ 2,5 milhões no ano (mais de R$ 13 milhões).

Possível assinatura Large Package da API do Twitter, plano mais caro do serviço para empresas (Imagem: Reprodução/Chris Stokel)
Possível assinatura Large Package da API do Twitter, plano mais caro do serviço para empresas (Imagem: Reprodução/Chris Stokel)

O jornalista Chris Stokel, autor da reportagem do Wired, entrou em contato com pesquisadores que usam a API gratuita. Para um desses profissionais, Jeremy Blackburn, o preço é inviável para acadêmicos. No caso, restará às universidades pesquisas que envolvem o acompanhamento do debate virtual.

Todos os planos contam com os mesmo recursos, mas as quantidades de acessos, dados e uso mensal se altera. Por exemplo, o plano mais barato permite o gerenciamento de 5 mil contas. A assinatura Large, a mais cara, eleva esse limite para 10 mil contas.

Stokel confirmou os valores com analistas contratados pelo Twitter para avaliar o modelo de serviço.

APIs são usadas em diferentes cenários

Bots não necessariamente são coisas ruim no Twitter. Existem bots divertidos e úteis, como o Pépito the Cat e o Science Pulse. O primeiro exemplo publica uma imagem da entrada ou saída do gato Pépito de sua casa através de uma portinha. O bot foi criado pelo tutor do bichinho para monitorá-lo.

A conta do pet é tão famosa que o Twitter ficou assustado quando o Pépito saiu de casa e ficou dias sem “retornar”. O tutor do animal revelou que nos últimos dias ele estava usando outras portas da casa.

O Science Pulse publica tweets informando sobre threads em que os usuários estão debatendo ou falando (sozinhos) sobre temas científicos. Se você é um nerd, provavelmente gostará desse perfil.

Em fevereiro, a API foi usada por turcos imigrantes em outros países e seus descendentes para encontrar vítimas do terremoto que atingiu a Turquia e na Síria. Resta saber como (e se) funcionará a prometida versão gratuita da API.

Com informações: Wired

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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