Singapura encontrou uma boa maneira de facilitar a vida dos idosos na hora de atravessar a rua

Paulo Higa
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• Atualizado há 4 dias

Em ruas e avenidas de alto tráfego, é comum encontrarmos semáforos para pedestres, que param os carros por alguns segundos e permitem que as pessoas atravessem a via. O problema é que esse tempo normalmente é curto, e frequentemente vemos pessoas correndo para terminar de atravessar antes que os carros voltem a andar. Para os jovens, tudo bem. Para os idosos ou pessoas com necessidades especiais, nem tanto. É aí que entra o Green Man Plus, usado em Singapura.

Como explica a Quartz, o Green Man Plus começou a ser implantado em 2009 pela autoridade local de transporte de Singapura. Funciona assim: pessoas com mais de 60 anos ou alguma deficiência podem obter um cartão especial para andar nos ônibus e trens, similar ao nosso Bilhete Único. Esse mesmo cartão pode ser usado em leitores existentes em semáforos especiais para pedestres. Ao detectar o cartão como válido, o semáforo automaticamente estende o tempo por até 13 segundos.

O tempo adicional para atravessar a rua varia de 3 a 13 segundos, dependendo da largura da via. Até 2015, a previsão é que 500 cruzamentos de pedestres suportem o Green Man Plus. Isso é especialmente importante em Singapura porque a expectativa de vida é extremamente alta no país: chega a 82 anos para homens e 87 anos para mulheres (no Brasil, a média é de 76,2 anos).

Claro que, do ponto de vista técnico, seria muito mais fácil e prático simplesmente ampliar o tempo de espera de todos os semáforos, mas isso não é tão eficiente se pensarmos que, mesmo com tanta correria, nossas ruas já estão muito congestionadas. Em Singapura, os pedestres terão o tempo que merecem para atravessar a rua. Mas só quando precisarem.

Vai ter no Brasil também

Ainda como projeto piloto, a cidade de Curitiba está testando um sistema similar ao de Singapura. Após aproximar o cartão de transporte de idoso e pessoa com deficiência da Urbs, o semáforo ficará aberto por um tempo de 20% a 30% maior que o normal. Por enquanto, a novidade funciona apenas em um semáforo, no bairro Alto da Glória. Se o teste correr como o esperado, a prefeitura de Curitiba pretende estender o sistema a outros cruzamentos.

curitiba

Atualizado às 16h04 para incluir informações do teste piloto de Curitiba. Obrigado a todos que avisaram!

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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