Startup resolve alugar guarda-chuvas (e perde quase todos em três meses)

Paulo Higa
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• Atualizado há 1 mês

Você está na rua e, de repente, começa uma chuva forte. O guarda-chuva ficou em casa. O que fazer? Uma startup chinesa resolveu lançar um serviço de compartilhamento de guarda-chuvas: você chega em um ponto, retira um guarda-chuva, devolve em outro ponto e pega pelo tempo utilizado. Mas tem um problema: as pessoas não estavam devolvendo os guarda-chuvas.

A E Umbrella comprou 300 mil guarda-chuvas para abastecer seu serviço e perdeu quase todos em menos de três meses, segundo o The Verge. A startup entrou em operação em abril e contou com investimento de 10 milhões de yuans chineses (aproximadamente R$ 4,8 milhões).

Os pontos de aluguel da E Umbrella estão presentes em 11 cidades da China e são localizados perto de estações de ônibus e trem. Para pegar um guarda-chuva, basta fazer o pagamento por meio de um aplicativo, que então libera um código de desbloqueio. O preço é de 19 yuans na retirada (R$ 9,17) e meio yuan (R$ 0,24) a cada 30 minutos de aluguel.

Você pode argumentar que os custos já embutiam as despesas da startup com guarda-chuvas não devolvidos (um vendedor ambulante em São Paulo sempre aparece na sua frente quando começa a chover e normalmente cobra R$ 10), mas parece que essa não é a realidade da E Umbrella: o fundador diz que o custo total para substituir um único guarda-chuva é de 60 yuans (R$ 28,95).

Mesmo com esse prejuízo, a E Umbrella ainda não cobra taxa dos usuários que não devolvem os guarda-chuvas. E não vai desistir da ideia: o plano é adicionar 30 milhões de guarda-chuvas ao serviço até o final do ano.

¯\_(ツ)_/¯

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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