YouTube passa a exigir aviso em vídeos realísticos feitos com IA

Vídeos que alteram gravações reais ou colocam pessoas dizendo algo que não disseram terão rótulo sobre uso de inteligência artificial

Giovanni Santa Rosa
Por
YouTube
Políticas para vídeos com IA foram divulgadas em novembro (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O YouTube começou a exigir que criadores de conteúdo avisem o público quando vídeos realísticos forem feitos usando inteligência artificial. O alerta é feito por meio de uma pergunta no Creator Studio, que aparece durante o upload de um conteúdo. Materiais animados ou que claramente não são realísticos não precisam da advertência.

Segundo o YouTube, o aviso ficará na descrição expandida do vídeo. Quando for um assunto mais sensível, como notícias e saúde, o rótulo aparecerá de maneira mais proeminente. Os alertas começarão nas próximas semanas, inicialmente nos apps para celular, chegando posteriormente a computadores e TVs.

Tela de upload de vídeo com critérios para adicionar rótulo informado que vídeo foi feito usando IA
YouTube coloca três critérios para definir se vídeo precisa de rótulo (Imagem: Reprodução / YouTube)

O Creator Studio pergunta se o vídeo se enquadra em algum destes critérios:

  • Coloca uma pessoa real aparentemente fazendo ou dizendo algo que ela não fez ou disse.
  • Altera gravações de eventos ou lugares reais.
  • Gera uma cena que parece realística, mas que não aconteceu de verdade.

Cenas não realísticas e animações não necessitam do aviso. Também não é necessário colocar este rótulo se a IA foi usada apenas para ajudar na produção, como ferramenta para legendas, melhorias de imagem ou roteiros.

O YouTube tem planos de penalizar criadores que consistentemente deixam de incluir o rótulo em vídeos feitos usando IA. Além disso, a própria empresa poderá colocar o aviso, se considerar que o conteúdo pode confundir ou enganar as pessoas.

YouTube se prepara para vídeos com IA

Esta política foi anunciada em novembro de 2023, como parte de um pacote de medidas relacionadas à IA generativa e entra em vigor agora. Na ocasião, o YouTube também definiu que gravadoras e distribuidoras podem pedir para remover vídeos com imitações de artistas.

No caso dos deepfakes, a questão é mais complexa. Pessoas que aparecem nos vídeos poderão pedir a exclusão, mas ela será avaliada pela empresa. A plataforma de vídeos permitirá sátira e paródia, mas conteúdos difamatórios podem ser deletados.

Com informações: YouTube, CNN, TechCrunch

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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