Uma olhada de perto no Galaxy TabPro S, o tablet da Samsung com Windows 10

Galaxy TabPro S tem processador Core M, teclado físico e tela AMOLED de 12 polegadas

Paulo Higa
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Uma olhada de perto no Galaxy TabPro S, o tablet da Samsung com Windows 10

Direto de Las Vegas — Durante a CES 2016, o grande lançamento da Samsung na área de dispositivos móveis foi o Galaxy TabPro S, um tablet que roda Windows 10 e possui teclado físico para funcionar como um notebook completo. Com tela de 12 polegadas, ele pretende ser a solução para quem precisa de mobilidade para trabalhar e quer consumir conteúdo no mesmo dispositivo.

Mas será que ele é interessante mesmo? Eu fui dar uma olhada de perto no tablet.

Tanto no visual quanto na proposta de uso, o Galaxy TabPro S é parecido com o Surface Pro. A capa com teclado físico e trackpad está inclusa no pacote, e você também pode adquirir uma caneta separadamente, caso trabalhe com ilustração, por exemplo. Além disso, o processador dual-core Intel Core M de 2,2 GHz e os 4 GB de RAM rodam (quase) qualquer aplicativo de desktop para Windows.

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Eu tenho ressalvas quanto a tablets grandes. Embora o Galaxy TabPro S esteja dentro do esperado para um gigante de 12 polegadas (6,3 mm de espessura e 693 gramas), ele é pesado quando o comparamos com outros modelos da própria casa. O Galaxy Tab S2 de 8 polegadas é extremamente confortável de se usar por horas a fio, principalmente por causa do corpo levíssimo de 265 gramas. Com quase o triplo disso, os braços cansam rápido se você estiver segurando o tablet para assistir a um filme ou navegar na web, por exemplo.

Por isso, acredito que o Galaxy TabPro S seja mais interessante como notebook ultraportátil do que como tablet. No entanto, o hardware pode ser um entrave. Os novos Core M estão rendendo bem em termos de CPU (espere por um desempenho bruto semelhante a um Core i3 de ultrabook da geração passada, o que é bem decente), mas os 4 GB de RAM talvez não atendam os usuários um pouquinho mais avançados (ou que usam Chrome, sei lá). No Surface Pro 4, que pode ser equipado até com Core i7 e 16 GB de RAM, isso não é um problema.

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Falando do produto em si, o Galaxy TabPro S segue as ideias de design e acabamento que a Samsung tem adotado nos últimos tempos: nada de economizar em materiais, socando plástico nos produtos mais caros. O tablet possui moldura de alumínio, com botões bem encaixados, e o teclado passa uma sensação de firmeza e é bastante confortável de digitar, mesmo sendo bem fininho.

O teclado é preso ao tablet magneticamente e conectado por meio de pogo pins. Existem apenas duas posições. A tela pode ficar quase em pé, como você normalmente usaria seu notebook convencional:

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Ou mais rente à mesa. Assim os comandos de toque ficam mais confortáveis e você não precisa deixar o bração esticado:

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Infelizmente, há apenas uma solitária porta USB-C na lateral do Galaxy TabPro S, que é usada para conectar algum acessório ou recarregar a bateria — a Samsung promete autonomia de até 10,5 horas (o que não deve ser tão difícil de alcançar com um processador de apenas 4,5 watts) e carga completa em apenas 2,5 horas. Há um adaptador que adiciona uma porta USB e saída HDMI, mas ele será vendido separadamente.

Nas especificações de hardware, o tablet da Samsung com Windows 10 tem painel Super AMOLED de 2160×1440 pixels, 128 GB ou 256 GB de memória flash, bateria de 5.200 mAh e câmeras de 5 megapixels (frontal e traseira). Ele possui NFC e terá versões Wi-Fi e 4G quando começar a ser vendido, em fevereiro. O preço ainda não foi divulgado, mas é provável que custe menos que o Surface Pro 4, vendido a partir de US$ 899.

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Para quem é o Galaxy TabPro S? O custo provavelmente será um limitador no Brasil, mas este é um tablet que eu usaria na faculdade (para tomar notas de aula, inclusive fazendo anotações à mão) e no trabalho (o hardware é suficiente para manter múltiplas abas abertas no navegador, um processador de texto e um editor de fotos, por exemplo). Mas ele deve ser uma opção interessante para qualquer um que goste da ideia de ter uma máquina ultracompacta e não trabalhe em aplicações pesadas, como edição de vídeo ou jogos.

Paulo Higa viajou para Las Vegas a convite da Samsung.