Programas criados para baixar arquivos em torrent em sua maioria, assim como os arquivos que são baixados pelo protocolo, são gratuitos. É possível contar nos dedos quantas empresas tentaram criar um programa pago com esse fim específico, variando bastante em termos de sucesso. A próxima a tentar isso será a BitTorrent Inc., criadora do uTorrent, o cliente de torrent mais usado na rede e que deve ganhar uma versão paga no futuro. Leia mais
O uTorrent, possivelmente um dos clientes de bittorrent mais usados no planeta, recebeu algumas novas características na sua versão beta, disponibilizada ontem. A principal delas é a capacidade de fazer streaming de certos arquivos, especificamente aqueles torrents que tenham músicas e vídeos. Usuários do programa também podem inserir comentários em torrents e avaliar o conteúdo baixado com estrelas, para que os demais usuários saibam da sua qualidade antes de iniciar o download. Leia mais
Pirataria sempre foi uma dor de cabeça para os engenheiros do Google. Vira e mexe tem algum réu em casos de pirataria dizendo que o maior responsável pela disseminação de conteúdo não oficial é o buscador – o Geohot fez isso. E realmente não há como negar: uma simples busca pode nos trazer aquela música que tanto queremos, sem pagar um centavo por isso.
Na tentativa de evitar ser acusado ainda mais por esse tipo de coisa, o Google atualizou sua lista negra de itens que não podem mais aparecer nas sugestões de busca. Não é que torrent está entre eles?
Apesar de ser usado em sua maioria para pirataria, o BitTorrent é um protocolo que tem outros usos, principalmente por não depender de um servidor central. Dentre eles, os usos legítimos mais conhecidos são a distribuição de versões do Linux e venda de conteúdo legal por meio do cliente oficial da BitTorrent Inc., empresa criadora do protocolo. Ela fechou vários acordos com estúdios de filmes e gravadoras para que isso acontecesse.
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Se você usa o uTorrent para fazer download de arquivos distribuídos por meio do protocolo BitTorrent de P2P, você pode se considerar pelo menos 16% mais rápido que as outras pessoas que usam aplicativos de Torrent diferentes. É o que revela um estudo produzido pela Universidade da Califórnia e a Telefonica Research (órgão de pesquisas relacionadas a problemas de conexão mantido pela Telefónica espanhola).
Para chegar a essa conclusão, a equipe do pesquisador Mario Iliofotou analisou nada menos que hábitos de 10 milhões de usuários de BitTorrent. No páreo estavam o próprio uTorrent e o Vuze (antigo Azureus). Os dois programas respondem por aproximadamente 75% do uso de Torrent no mundo (excluindo China).
Os 600 torrents mais populares do Pirate Bay foram usados como forma de testar as conexões. Depois de um mês registrando o comportamento dos downloads, escolheram uma semana e foram analisar os dados.
Temos como campeão o uTorrent. O aplicativo (de código aberto, por sinal) tem média de velocidade de download de 176 Kbps. Já o Vuze, coitado, dá uma de Barrichello e vai um pouco mais lentamente: tem velocidade média de 151 Kbps. Cabe notar que os mesmos torrents e os mesmos provedores foram usados na análise.
Um dos motivos do uTorrent ser mais rápido, de acordo com os pesquisadores, é a comunidade. Por ter mais usuários, o uTorrent acaba naturalmente tendo uma velocidade maior de upload. Em segundo colocado, o Vuze fica com menos capacidade de upload, e por isso é mais vagaroso.
Portanto, baixe logo o uTorrent e desfrute o progresso o máximo da velocidade nas músicas em domínio público e vídeos sem copyright que você vai baixar.
Usuários de banda larga que baixam torrents sabem que há uma grande possibilidade de seus provedores de internet estarem fazendo traffic shaping (priorizar alguns tipos de dados e desacelerar outros) nos pacotes com protocolo BitTorrent. Embora isso possa ser minimizado com a ativação da criptografia dos pacotes, os provedores podem perceber o grande volume de dados de um determinado usuário e diminuir a velocidade de todos os pacotes de sua conexão.
Essa batalha poderá acabar em breve com a atualização de um protocolo para a tecnologia BitTorrent: o uTP, também conhecido como µTP ou Micro Transport Protocol. Diferentente do TCP, protocolo usado atualmente em programas de BitTorrent, o objetivo do uTP (que foi criado há algum tempo e atualizado esse mês) é ser amigável à rede. Ele deverá detectar o tempo que um pacote demora para chegar de um ponto a outro e adaptar a velocidade de upload de acordo com esse tempo. Simon Morris, vice presidente de marketing da empresa BitTorrent, faz uma ótima metáfora para se referir aos protocolos: TCP é como dirigir com os olhos fechados, pois você só nota que há algo errado quando atingir algum obstáculo. O uTP é como dirigir com os olhos abertos.
Isso quer dizer que o traffic shaping será feito diretamente no computador do usuário rodando a versão 2.0 do uTorrent. E antes que alguém comente “Agora o traffic shaping vai ocorrer na MINHA máquina? QUERO NÃO, ABS.”, permita-me esclarecer o seguinte: com a adoção em massa do protocolo uTP, em teoria, a rede ficará menos congestionada com tráfego o que poderá levar, potencialmente, a uma maior velocidade de download para todos os usuários além de não afetar os demais pacotes que estão trafegando na rede como aqueles relacionados à navegação na web ou envio e recebimento de emails. E no final das contas esse é um bom resultado.
Morris afirma que já existem mais de 200 mil pessoas testando a versão beta do uTorrent 2.0, que já vem com a nova versão do protocolo uTP implementada, e nenhuma delas relatou problemas específicos com o protocolo. Não há datas certas para a liberação da versão final do programa, mas qualquer um pode baixar a versão beta para testar através desse link. [TorrentFreak]
O PortableApps é um site que disponibiliza programas que podem ser executados sem instalação. Ele é uma mão na roda para quem, por exemplo, usa o computador da empresa para acessar a internet e não pode instalar nada por causa das restrições. Nesse cenário, uma versão portátil do Firefox pode ser muito útil. O site, no entanto, só criava versões portáteis de programas que são de código aberto.
Nessa semana John Haller, CEO e principal desenvolvedor da empresa, anunciou os primeiros aplicativos portáteis de código fechado na suíte de programas, incluindo o navegador Google Chrome, o programa para chamadas VoIP Skype e o gerenciador de torrents uTorrent. Ele disse que “devido ao nosso sistema único de dupla licença, os donos dos programas podem integrar seus aplicativos freeware no nosso instalador de código aberto sem precisar mudar sueus programas ou licenças”.
Os programas portáteis liberados tem o mesmo número de versão dos atuais: uTorrent na versão 1.8.4, Skype na versão 4.1 e Google Chrome na versão 3.0. Todos eles só estão disponíveis para plataformas Windows. [DownloadSquad]
Não foi dessa vez que os donos de aparelhos com iPhone OS puderam desfrutar um aplicativo nativo para gerenciamento remoto dos downloads que estejam sendo feitos no computador. Depois de uma peregrinação durante quatro meses pela revisão da App Store, o desenvolvedor do aplicativo finalmente teve uma resposta: o uMonitor não foi autorizado porque o torrent “comumente é usado para o propósito de infringir direitos de terceiros”.
O aplicativo serviria para funcionamento em conjunto com o uTorrent instalado no computador (não temos informações sobre com quais sistemas operacionais o uMonitor seria compatível).
Em sua resposta, a equipe de revisão de apps da Apple escreveu:
Nós revisamos uMonitor e determinamos que não podemos publicar essa versão do seu aplicativo na App Store nesse momento porque essa categoria de aplicativos é comumente usada para o propósito de infringir direitos de terceiros. Nós optamos por não publicar esse tipo de aplicativo na App Store”.
Claro que a Apple não vai dizer que, além de muitos deles serem ilegais na maioria dos países, os downloads em torrent poderiam concorrer com a iTunes Store nos segmentos de música, séries e filmes.
Enquanto isso, já existe aplicativo para Android, o sistema de código aberto do Google, que não só baixa arquivos a partir de sites de compartilhamento (o que o iPhone OS não permite), como também usa a câmera do aparelho para ler o código de barras de embalagens para descobrir o nome do filme, CD ou DVD em questão e iniciar o download automagicamente. [Pocket-Lint]





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