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Que tal uma aula de bordado nesse fim de semana?

Gidsy promete experiências diferentes e curiosas.

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7 anos atrás

Eu vim até Berlim, entre outras coisas, para preencher uma vaga em uma startup cujas operações são focadas no mercado brasileiro. E vocês ficariam surpresos se soubessem a quantidade de empresas que, baseadas aqui, desenvolvem produtos para nosso mercado.

Ou fundar uma startup?

Há desvantagens, claro, nesse tipo de operação. Como Community Manager, meu primeiro problema é o fuso. Quando eu saio do escritório, a maioria de vocês aí está começando a trabalhar. Mas o baixo custo de vida e de contratação de funcionários por aqui, somados à qualidade de vida da cidade e à concentração de profissionais brilhantes dispostos a trabalhar por preços baixos (e até de graça) faz com que Berlim tenha esse ar permanente de Vale do Silício do leste.

O bairro de Kreuzberg, por exemplo, teve centenas de antigos galpões industriais transformados em incubadores de startups. Em Mitte, se você olha dentro dos cafés, vai ver jovens coworkers, que escolhem trabalhar fora de escritórios, ao lado de outros freelancers. Eles são adeptos do nomadismo digital, e muitos viajam o mundo e mantém o mesmo emprego, trabalhando de qualquer lugar.

É nessa Berlim que os holandeses Edial e Floris Dekker resolveram instalar o escritório do Gidsy, uma das ideias mais legais e simples que eu vi por aqui.

O Gidsy é uma plataforma em que pessoas como eu e você oferecem atividades de todo tipo, desde de aula de culinária até safari fotográfico, passando por dança, yoga e qualquer coisa que você imaginar que alguém possa querer fazer – e cobrar por elas.

A ideia é recente. O site foi lançado em novembro de 2011. O conceito não é legal só pra viajante, que chega em uma cidade nova e participar de atividades improváveis, quase sempre com pessoas do local, mas também pra quem está em casa afim de fazer algo diferente. É um jeito legal de descobrir um mundo novo em volta. E o Ashton Kutcher concorda comigo na empolgação em relação ao site: ele é um dos investidores da parada.

Pesquisa por São Paulo traz resultados de Buenos Aires; é que só agora o serviço permite adição de experiências vindas de outros cantos do mundo e nenhum brasileiro cadastrou

O que me atrai no Gidsy (e que me faz acreditar nele como uma ideia muito promissora) é que é uma plataforma que, através do virtual, faz as pessoas se aproximarem no mundo real. A última grande startup que fez isso, o AirBnB, está indo de vento em popa.

O Gidsy cobra 10% por negócio fechado, e você pode atribuir à atividade o preço que quiser. Eu, por exemplo, descobri um coral pop por causa deles (e falei no meu blog sobre isso). Quer ver alguns exemplos do que eu poderia fazer nos próximos dias em Berlim via Gidsy?

Rumo à conquista mundial, a startup berlinense abriu na semana passada operações no mundo todo. Isso é, já dá pra adicionar atividades aí, em qualquer cidade do Brasil. Se você estiver querendo ganhar uma grana e conhecer gente, é um bom jeito de começar. E confie em mim: todos nós ainda vamos ouvir falar, e muito, do Gidsy.

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