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PayPal quer descobrir como vamos pagar contas lá no espaço

Iniciativa PayPal Galactic apresenta uma série de perguntas interessantes

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6 anos atrás

“Chegou o tempo para nós começarmos a planejar o futuro; um futuro em que nós não falamos mais somente sobre os pagamentos globais. Hoje, nós estamos ampliando nossa visão para além da Terra em direção ao espaço.” Sim, parece muito um discurso de uma empresa imaginária em um livro de ficção científica. Mas não, não é nada disso. Hoje o PayPal anunciou uma nova iniciativa de pagamentos interplanetários chamada PayPal Galactic. Visionário, huh?

É que a companhia percebeu a movimentação cada vez maior da iniciativa privada, em especial nos Estados Unidos, para mandar mais gente ao espaço sideral. Ora, estando por lá, em território internacional e intergalático, qual será a moeda a ser usada para pagar serviços, bens físicos e itens digitais? O próprio PayPal se propõe a isso.

Eles dizem sem a menor vergonha que são “a única empresa atualmente propensa a realizar pagamentos fora do nosso planeta”. Basicamente, o que entendi é que aquela campanha “vá de Visa” não se aplica ao espaço. Só eles são capazes e blá-blá-blá.

A parte legal é que o PayPal se associou a instituto de ciências SETI, especializado em pesquisas espaciais; à Sociedade de Turismo Espacial dos EUA; e ao Buzz Aldrin, do qual acho que não preciso apresentar as credenciais. São entidades ligadas diretamente à exploração. Eis que o PayPal foi lá e pediu para tentarem descobrir as respostas para perguntas interessantes:

  • Qual vai se parecer o nosso padrão de câmbio em uma sociedade interplanetária livre de papel moeda?
  • Como o sistema bancário terá que se adaptar?
  • Como os sistemas para evitar riscos e fraudes deverão evoluir?
  • Quais regulações nós teremos para delimitar o quê?
  • Como será a evolução do nosso atendimento ao consumidor?

Parece distante a realidade de passear pelo espaço e pagar seu McLanche Feliz em uma unidade interplanetária da rede de fast food, eu sei. Mas o PayPal já se propõe a pensar essa realidade. Pode até parecer bobo, mas na realidade é uma situação deveras importante. Assim como a do Google, que criou um laboratório livre para pensar e inventar coisas (cara, eles querem colocar Wi-Fi em balões ao redor do mundo!). Sair das repostas que o Capitão Óbvio poderia dar, manja?