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Rumor do dia: Apple quer comprar Beats por US$ 3,2 bilhões

Empresa estaria interessada nos fones de ouvido e tecnologia de streaming

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Esta sexta-feira amanheceu com informações atípicas sobre o mundo da maçã. A Apple estaria finalizando um acordo para comprar a Beats, companhia que produz itens de áudio. O valor do negócio seria de 3,2 bilhões de dólares, segundo apuração do Financial Times, o primeiro jornal a publicar a respeito deste assunto. A Apple, claro, não se pronunciou.

Este pode ser o movimento mais graúdo e custoso desde que Tim Cook assumiu como CEO da companhia. Faz pouco mais de dois anos que ele está no posto, e desde então, a Apple fez aquisições de empresas – em especial startups –, mas por cifras que não ultrapassavam as centenas de milhões de dólares. Desembolsar 3 bilhões logo de uma vez? Parecia-nos improvável.

Ao adquirir a Beats, a Apple teria acesso imediato a dois mercados nos quais ainda não atua. O primeiro e mais óbvio dele: fones de ouvido premium, voltados para um público disposto a gastar mais neste tipo de item. Tem tudo a ver com a empresa.

Fone da linha Sudio custa quase 300 dólares nos EUA

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Talvez menos evidente é o interesse da Apple no segmento de streaming de música. A loja do iTunes se tornou a mais importante varejista de canções do planeta, mas as vendas estagnaram em anos recentes. O iTunes Radio foi lançado há poucos meses, mas ainda não tem a pegada que muitos de nós esperávamos. O que pouco gente sabe: a Beats recentemente deu início a um serviço para ouvir músicas pagando uma assinatura mensal por isso. Nos mesmos moldes de Spotify e Rdio, o Beats Music oferece um acervo com mais de 20 milhões de músicas. O serviço funciona em iOS, Android, Windows e no navegador tradicional de PC.

Eu ainda não o conhecia. A página do serviço bate nas teclas da qualidade da seleção musical e na ausência de anúncios. Parece que o assinante pode informar ao sistema onde ele está, como está se sentindo e quem está junto. A partir daí, a magia da tecnologia faz o resto: escolhe as músicas ideais para aquele momento específico. No concorrente Spotify existem as playlists de humor, para o assinante escutar músicas alegres ou melancólicas, mas para por aí. Assim como os principais serviços de música, o Beats Audio oferece modo offline, para quando o consumidor está sem acesso 3G/4G/Wi-Fi.

A Beats cobra 9,99 dólares por mês de seus assinantes. O serviço dá direito a cadastrar 3 dispositivos. Uma oferta especial em parceria com a operadora AT&T permite que até 5 membros de uma mesma família acessem as canções por 14,99 dólares mensais.

Beats Audio: presente no iOS, Android e Windows

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A Apple tem dinheiro para fazer aquisições maiores? Sim, muito! A companhia fechou 2013 com 133 bilhões de dólares em caixa. Com tanto dinheiro no banco, eles ainda poderiam comprar muitas outras empresas sem sentir cócegas em suas finanças. Ao mesmo tempo, as movimentações de aquisição têm sido bastante modestas ao longo das décadas. De acordo com o Wall Street Journal, a compra mais vistosa da Apple aconteceu em 1997, quando a empresa pagou 400 milhões de dólares pela NeXT. Nós já sabemos onde essa história deu.

Algumas agências indicam que o negócio deve ser anunciado na semana que vem. Caso não ocorra desta forma, vale lembrar que a conferência anual da Apple para desenvolvedores, a WWDC, terá início em 2 de junho. Seria um bom momento para anunciar o negócio ou revelar as motivações por trás desta possível aquisição.

O grupo francês Vivendi pode levar uma grana com o negócio. Por meio da Universal, ele detém 14% da Beats.

Se você está procurando um bom serviço para ouvir suas músicas, saiba o Tecnoblog tem um guia com 7 empresas que vendem assinaturas de streaming de canções. Material muito bem compilado para auxiliar na sua decisão.

Atualizado às 08:53.

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Leandro Nascimento
Thássius Veloso então como explicado pelo Thales, logo abaixo, a Monster cedeu o nome para se tornar a Beats. Note que ainda há o logo "M" da Monster nos fones Beats.
Thales Eduardo Nazatto
A Monster fabricava antes os fones Beats, mas essa "parceria" já acabou: http://gizmodo.uol.com.br/as-batidas-de-dre-a-historia-exclusiva-de-como-a-monster-perdeu-o-mundo/
Thássius Veloso
Felipe Cavalcante Opa, bom saber que curtiu! =D
Thiago Oliveira
Faz bastante sentido. As duas marcas, apesar de terem qualidade, vendem principalmente por status. Casamento perfeito.
Felipe Cavalcante
Thássius, devo ter interpretado com o meu cansaço matinal :D De qualquer forma, gostei bastante dos detalhes das informações da matéria e do panorama geral das empresas envolvidas.
Thássius Veloso
Felipe, muito pelo contrário! Acho que você devia reler a frase.
Thássius Veloso
Leandro, as informações são de que a Apple quer comprar a Beats Electronics LLC. Eu desconheço essa empresa "Monster".
Thássius Veloso
Oi Igor, você tem razão. Eu troquei a redação para fazer referência a fones de ouvido premium. Obrigado pelo toque :)
Felipe Cavalcante
"quando a empresa pagou 400 milhões de dólares pela NeXT. Nós já sabemos onde essa história deu"... Essa frase faz parecer que a compra da NeXT foi algo ruim para a Apple, quando na verdade a trouxe de volta a vida.
Andrew Kuhn
"beats" "altissima qualidade" "conhecida dos audiófilos". Para cara, só... para...
Leandro Nascimento
Thássius, tá errado isso aí! Beats não é a empresa, a empresa é a Monster! A Apple vai comprar a Monster então?!
Igor Camilo
Nunca usei os fones da Beats e não sou especialista em audio, mas eu sempre li na internet que eles não chegam nem perto de uma "altíssima qualidade".