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Além do Gmail, China está restringindo acesso ao buscador do Google

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5 anos atrás

google beijing

Depois de impedir o acesso ao Gmail, o regime chinês está restringindo o acesso ao serviço de pesquisas do Google.

Consultando o Google Transparency Report, vemos que o tráfego de dados do buscador na China, que já diminuiu drasticamente no final de maio, está significativamente abaixo do normal desde sexta-feira (26).

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Earl Zmijewski, vice-presidente da empresa de análise de dados New Hampshire Dyn, afirma que as alterações não são resultado de algum erro de configuração ou engano de algum engenheiro, mas de uma ação deliberada. Para ele, o Google foi "empurrado para fora do país de uma vez só".

O Google e o governo chinês estão em uma batalha que fez a empresa chegar a optar por parar suas operações na China em 2009. Na época, o Google preferiu oferecer serviços para o público chinês usando servidores localizados em Hong Kong. Os novos bloqueios indicam que a China atualizou o seu grande firewall para cortar o contato entre o povo chinês e os serviços do Google em Hong Kong.

Pequim começou a restringir o acesso aos servidores do Google em Hong Kong entre maio e junho, próximo ao 25º aniversário dos grandes protestos por democracia na Praça de Tiananmen. Mas a movimentação dos últimos dias indica uma interrupção quase total desses serviços. Ou seja, a maioria dos internautas chineses não consegue usar o Gmail ou o Google.

Não por coincidência, os novos ataques à liberdade na internet chinesa chegam no final de um ano difícil para o regime. Em Hong Kong, considerado território chinês, mas gerido com outro sistema, centenas de milhares de jovens protagonizaram a chamada “Revolução dos Guarda-Chuvas”, construindo passeatas e barricadas exigindo eleições diretas e independência da ditadura chinesa. Depois de um refluxo, o movimento está se reorganizando para retomar as manifestações. E, é claro, a internet está sendo fundamental para isso.

Manifestantes conectados

Com informações: The Washington Post

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