Mastercard Contactless

Já aconteceu, mais de uma vez, de eu entrar em um ônibus da capital paulista e passar o cartão de crédito no validador em vez do Bilhete Único. Em breve, isso não será mais sinônimo de pagar mico: a Mastercard lançou, nesta semana, um programa piloto para testar o uso de cartão de crédito ou débito no transporte público do Brasil.

O procedimento é semelhante ao que eu descrevi: você entra no terminal de embarque ou no ônibus, aproxima o cartão do validador que tem o símbolo da Mastercard e faz o pagamento da tarifa no mesmo instante, sem digitação de senha.

Por conta desse modo de funcionamento, o sistema só aceitará cartões que têm contactless payment, isto é, tecnologia de pagamento por aproximação (NFC, para ser exato). Estes podem ser identificados com um pequeno símbolo de transmissão.

Esse tipo de cartão ainda é pouco conhecido no Brasil, mas a Mastercard vem fechando parcerias com bancos como a Caixa Econômica Federal e operadoras de cartões como a Acesso (especializada em cartões pré-pagos) para ampliar o número de unidades com tecnologia contactless no país.

Mastercard Contactless

Segundo a Mastercard, também será possível fazer o pagamento da tarifa via celular, mas, inicialmente, essa opção estará disponível apenas para quem tem conta no Samsung Pay.

Na primeira fase de testes, que começa já neste mês, o pagamento via cartão será aceito em São Paulo, na linha de ônibus Diadema — Brooklin, operada pela Metra. O Rio de Janeiro também foi incluído no programa com a linha de trem Deodoro — Central do Brasil, da SuperVia. Em novembro, a tecnologia começará a ser testada em Curitiba a partir dos ônibus associados ao sistema Metrocard.

A Mastercard tem planos ousados para a tecnologia. A expectativa da empresa é levar o pagamento via cartão de crédito ou débito aos sistemas de transporte das principais cidades do país — incluindo o metrô de São Paulo e o metrô do Rio de Janeiro — até o final de 2017.

Vários aspectos precisam ser avaliados e ajustados, como o tempo gasto entre cobrança e liberação da passagem (um único segundo a mais que a média é suficiente para causar atrasos, só para você ter ideia), a leitura correta do cartão e, claro, a segurança da tecnologia — para evitar problemas, o sistema só validará transações de até R$ 50.

Ônibus da Metra

Ônibus da Metra

Mas experiência no assunto a Mastercard tem e isso, certamente, fará diferença. A tecnologia de contactless payment da companhia já está em uso, por exemplo, em serviços de transporte público de Madrid, Londres e Singapura.

No Brasil, é fácil compreender o interesse da Mastercard: a companhia estima que os principais sistemas de transporte público do país movimentem, juntos, cerca de R$ 80 bilhões por ano, com 30% desse total sendo pago com dinheiro em espécie. A empresa já realiza experimentos por aqui. Em Jundiaí, interior de São Paulo, um sistema semelhante está em operação desde março, com a diferença de que ali é necessário digitar senha.

Se a ideia vingar, haverá pelo menos duas vantagens: redução do dinheiro “vivo” que circula nos sistemas de transportes, diminuindo o risco de assaltos; e comodidade ao usuário, que não precisará comprar bilhetes ou fazer recargas — em São Paulo, por exemplo, o Bilhete Único funciona bem, tanto nos ônibus quanto no transporte sobre trilhos, mas o número insuficiente de pontos de recarga faz filas grandes serem comuns nesses locais.

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Vítor Hugo
Por isso não passa mais de 50 reais
Vítor Hugo
Se o parcelamento for realmente sem juros vale a pena caso vc tenha dinheiro aplicado, pois vc ganha mais com os rendimentos da aplicação se retirar aos poucos invés de tirar tudo de uma vez
Eddy

Eu sou ainda mais extremista, se quero algo mas não tenho dinheiro, aguardo ter para cogitar a compra, mesmo que o parcelado seja o mesmo valor.
Mas se preciso de algo e não tenho a grana no momento, até poderia pensar no parcelamento, mas até o momento não precisei de nada assim tão urgente e caro para parcelar. Tem dado certo até aqui.

_KJ
Eu sou ainda mais extremista, se quero algo mas não tenho dinheiro, aguardo ter para cogitar a compra, mesmo que o parcelado seja o mesmo valor. Mas se preciso de algo e não tenho a grana no momento, até poderia pensar no parcelamento, mas até o momento não precisei de nada assim tão urgente e caro para parcelar. Tem dado certo até aqui.
Bruno

É que parcelar já faz parte da cultura brasileira e sempre será mais "Vantajoso" mesmo tendo dinheiro em caixa.
Parcelar só é melhor quando vc realmente precisa de algo e não tem dinheiro para pagar à vista, ou se realmente for sem juros (mesmo valor de pagar no boleto, por exemplo) e mesmo assim tenho minhas dúvidas. kkk

Bruno
É que parcelar já faz parte da cultura brasileira e sempre será mais "Vantajoso" mesmo tendo dinheiro em caixa. Parcelar só é melhor quando vc realmente precisa de algo e não tem dinheiro para pagar à vista, ou se realmente for sem juros (mesmo valor de pagar no boleto, por exemplo) e mesmo assim tenho minhas dúvidas. kkk
Eddy

Pois é.
Semanas atrás fiquem discutindo por uns 40min com 3 colegas do trabalho, mas eles insistem que parcelar melhor... Isso porque são instruídos e sabem o que estão fazendo, ou deveriam.
Enfim, tenho pena de quem parcela uma compra de míseros R$70 (ou R$2K que seja) com o dinheiro em caixa, simplesmente porque "não estão" pagando juros ou podem adquirir mais em menos tempo.
Hilário!

Por isso vejo tanta gente enforcada mesmo com uma boa receita.

_KJ
Pois é. Semanas atrás fiquem discutindo por uns 40min com 3 colegas do trabalho, mas eles insistem que parcelar melhor... Isso porque são instruídos e sabem o que estão fazendo, ou deveriam. Enfim, tenho pena de quem parcela uma compra de míseros R$70 (ou R$2K que seja) com o dinheiro em caixa, simplesmente porque "não estão" pagando juros ou podem adquirir mais em menos tempo. Hilário! Por isso vejo tanta gente enforcada mesmo com uma boa receita.
Marcos Drawer

A compra de passagem deveria ser somente fora do ônibus, pelos motivos citados: menos assalto ao "caixa" do cobrador e sem necessidade de manuseio de dinheiro (troco, no caso). Assim ganha-se em agilidade.

Marcos Drawer
A compra de passagem deveria ser somente fora do ônibus, pelos motivos citados: menos assalto ao "caixa" do cobrador e sem necessidade de manuseio de dinheiro (troco, no caso). Assim ganha-se em agilidade.
Keaton

Meu eu pessimista me diz que isso não vai prestar... realiza um copiador de cartão de crédito instalado numa catraca e o caos que seria.... =p

Keaton
Meu eu pessimista me diz que isso não vai prestar... realiza um copiador de cartão de crédito instalado numa catraca e o caos que seria.... =p
Tiago Celestino
Provavelmente será usado para cartões pré-pagos.
Edson Paulo Motta Lacerda
- A minha dúvida é quanto a segurança. Pagamentos com o NFC é uma facilidade mas na hora de pagar é exigida a minha senha. E nos ônibus/trens/metrô/VLT (RJ) vai "aberta" assim sem senha? E se o meu cartão for roubado , como o validador identifica que é você mesmo que esta usando o cartão? Gostaria mesmo de saber com mais detalhes como isso funciona.
eumermo

não entendo é o motivo de ter que tirar o cartão da carteira pra usar. nfc exige proximidade, mas não é tanta assim. os leitores nos ônibus aqui na minha cidade leem através da carteira mesmo, e até através de bolsas

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