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Youtuber da polêmica do suicídio é punido pelo Google

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40 semanas atrás
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O youtuber norte-americano Logan Paul passou os últimos dias sendo severamente criticado por postar o vídeo de uma pessoa morta em Aokigahara, a “floresta dos suicídios” do Japão. O YouTube também, mas por não ter tomado medidas enérgicas sobre o caso. Tarde ou não, a reação está vindo agora: o serviço acaba de cancelar o filme que Paul faria para o YouTube Red e outros projetos.

Logan Paul

A polêmica filmagem foi publicada no último dia de 2017, mas o YouTube só veio a se manifestar publicamente sobre o vídeo no dia 9 deste mês. Até então, o serviço só tinha liberado um comunicado superficial, que deixava dúvidas se o vídeo tinha mesmo violado os termos de uso da plataforma (apesar de claramente violar).

Tamanha letargia criou a suspeita de que o YouTube fazia pouco caso do problema ou, pior, tentava proteger Logan Paul por causa da fama que ele tem: o canal do youtuber possui mais de 15 milhões de inscritos.

Na carta aberta, o YouTube reconhece a gravidade do assunto e a demora para agir, mas também informa que medidas a respeito iriam ser tomadas em breve. Um dia depois, elas foram anunciadas.

Para começar, o filme The Thinning: New World Order, protagonizado por Paul, foi cancelado. A produção iria fazer parte do acervo do YouTube Red e seria uma continuação de The Thinning, filme publicado em 2016. Além disso, o youtuber foi excluído de outros programas do serviço, como a quarta temporada de Foursome.

Não termina aí: Paul foi retirado do Google Preferred, plataforma de anúncios destinada apenas aos canais mais rentáveis do YouTube e que, como tal, costuma gerar receitas expressivas para os participantes.

O polêmico vídeo foi excluído do YouTube horas depois de sua publicação por iniciativa do próprio Paul, mas quando a filmagem já havia tido mais de seis milhões de visualizações. Em outra publicação, o youtuber se desculpou: “eu nunca deveria ter postado o vídeo, eu deveria ter baixado as câmeras; cometi um grande erro, e não espero ser perdoado”.

Com informações: Polygon.