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Hackers usam extensões de navegadores para acessar mensagens privadas no Facebook

Os hackers afirmam ter acesso às mensagens enviadas por 120 milhões de contas do Facebook

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02/11/2018 às 17h26
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O ano de 2018 não tem sido fácil para o Facebook, que já foi obrigado a tratar de questões envolvendo a Cambridge Analytica e um ataque que afetou 90 milhões de contas. E os problemas têm aparecido mesmo quando a culpa parece não ser da rede social.

Desta vez, extensões maliciosas de navegadores foram usadas para comprometer diversas contas na rede social. De acordo com a BBC, um grupo de hackers está vendendo o acesso a mensagens privadas de contas no Facebook por apenas 10 centávos de dólar.

Facebook

Os responsáveis fizeram a oferta pela primeira vez em setembro. Na ocasião, o usuário FBSaler publicou a seguinte mensagem em um fórum: “Vendemos informações pessoais de usuários do Facebook. Nosso banco de dados inclui 120 milhões de contas”.

Para comprovar a veracidade da informação, os hackers oferecem uma amostra com informações de 81 mil perfis. A BBC entrou em contato com cinco usuários presentes na lista, que confirmaram que as mensagens são reais.

Segundo a reportagem, a maior parcela das contas comprometidas é de usuários na Ucrânia e na Rússia. Mas algumas são de pessoas no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Brasil.

Um dos domínios usados para publicar as informações foi registrado na cidade de São Petersburgo, na Rússia. O Facebook afirma que não há registros de que sua segurança tenha sido comprometida e aponta a responsabilidade para os navegadores.

“Entramos em contato com os criadores dos navegadores para garantir que extensões maliciosas conhecidas não estejam mais disponíveis para download em suas lojas”, afirmou o vice-presidente do Facebook, Guy Rosen.

Segundo ele, a empresa também entrou em contato com a polícia e trabalha com autoridades locais para tirar do ar o site que exibia informações privadas dos usuários.

O Facebook não revela quais extensões maliciosas poderiam estar envolvidas no caso. No entanto, a empresa afirma que elas monitoraram a atividade dos usuários na internet e enviou dados pessoais e mensagens privadas para os hackers.

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