Início » Brasil » Como Livraria Cultura e Saraiva mergulharam em uma crise profunda

Como Livraria Cultura e Saraiva mergulharam em uma crise profunda

Seriamente endividadas, Cultura e Saraiva lutam para sobreviver. Mas livrarias menores mostram que nem tudo está perdido.

Emerson Alecrim Por
Livraria Cultura

Lojas da Livraria Cultura e Saraiva são presença certa em shoppings e regiões comerciais de grandes cidades brasileiras. Algumas delas, como a Livraria Cultura da Avenida Paulista, em São Paulo, são tão visitadas que parecem até pontos turísticos. Mas, por trás da aparente bonança, essas empresas enfrentam uma crise capaz de levá-las à falência.

A Livraria Cultura foi a primeira a tomar decisões drásticas. A companhia assumiu o controle da Fnac no Brasil em 2017, mas, neste ano, fechou todas as unidades da rede, incluindo a loja virtual. Dias depois, a companhia fez um pedido de recuperação judicial. As dívidas da Livraria Cultura são estimadas em pelo menos R$ 285 milhões.

Cerca de um mês depois, a principal concorrente seguiu pelo mesmo caminho: com dívidas na casa dos R$ 675 milhões, a livraria Saraiva pediu recuperação judicial em 23 de novembro, ironicamente, no dia da realização da Black Friday, uma das datas mais importantes para o comércio.

Ninguém esperava por isso. Resta, então, a pergunta: o que levou as duas maiores livrarias do Brasil a mergulhar em uma crise tão profunda?

O primeiro sinal de alerta: a estranha aquisição da Fnac

Por razões culturais e econômicas, vender livros no Brasil nunca foi uma atividade fácil. Apesar disso, livrarias e editoras não só sobreviveram como expandiram as suas operações ao longo das últimas décadas. Elas aparentavam conhecer tão bem as peculiaridades do mercado brasileiro que conseguiam se desvencilhar com maestria das dificuldades do setor.

Mas, em 2017, o tapete que encobria os estragos começou a ficar pequeno. As duas maiores livrarias brasileiras adotaram a estratégia de "continuar sorrindo e acenando", mas as editoras, principalmente as pequenas, sentiram as consequências.

Reclamações sobre atrasos nos pagamentos às editoras começaram a ganhar força em 2016, mas tinham relação com livrarias de pequeno ou médio porte que, provavelmente, estavam sendo afetadas pela crise econômica do país.

Foto por Frederic Dinh/Flickr

Em 2017, ficou claro que as livrarias maiores também estavam enfrentando dificuldades. A Livraria Cultura, por exemplo, já estava há meses atrasando pagamentos aos fornecedores. No entanto, uma estranha manobra camuflou a situação: a Livraria Cultura adquiriu as 12 unidades brasileiras da Fnac, que meses antes já falava em sair do Brasil.

Na verdade, não foi bem uma aquisição. A família Hertz, dona da Livraria Cultura, topou assumir as operações da Fnac no Brasil em troca de € 36 milhões (na ocasião, algo em torno de R$ 130 milhões). Para a Fnac, repassar esse dinheiro pareceu ser um bom negócio, pois o simples encerramento de suas operações no país poderia custar muito mais.

Para a Livraria Cultura, o dinheiro poderia aliviar as contas. Só que uma mudança de mãos não faz os problemas sumirem magicamente. Além do caos dentro de casa, a Livraria Cultura agora tinha que desarmar a bomba deixada pelos franceses da Fnac.

Até hoje não está claro se a Livraria Cultura tinha mesmo intenção de reavivar as operações da Fnac ou se planejava fechar as lojas da rede gradativamente. O fato é que nenhuma das 12 unidades sobreviveu. A loja online também fechou. Olhando em retrocesso, a gente percebe que essa incomum negociação foi o preâmbulo de uma crise devastadora.

Livraria Laselva: a primeira gigante a cair

Em um passado não muito distante, o meu ritual consistia em fazer check-in e, logo em seguida, comprar revistas na Laselva para ler durante o voo. Apesar de ter tido lojas em shoppings e rodoviárias, a rede ficou conhecida por instalar unidades nos principais aeroportos do Brasil.

A Laselva chegou a ter mais de 80 lojas espalhadas pelo país. Sabe quantas restaram? Isso mesmo, nenhuma. Atolada em dívidas que somavam mais de R$ 120 milhões, a empresa entrou em recuperação judicial em 2013. Em março de 2018, a 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo decretou a falência da rede.

Foi um susto para o mercado editorial, mas não a ponto de causar pânico generalizado. Enquanto a Laselva seguia o seu plano de recuperação — ou, pelo menos, deveria seguir —, Cultura e Saraiva expandiam as suas operações auxiliadas com empréstimos de bancos, incluindo o BNDES.

O problema é que essa expansão foi pautada principalmente pela expectativa de crescimento, não pelo aumento da demanda. Em outras palavras, as duas empresas montaram mais lojas esperando que elas iam naturalmente atrair mais clientes, e não necessariamente porque a procura por livros e outros produtos relacionados estava aumentando.

Laselva (Foto: Folha de S.Paulo)

Como uma bola de neve, as dívidas começaram a se acumular. Mas não foram os bancos que sentiram o impacto. As editoras é que estavam na linha de frente. Como Saraiva e Cultura respondem por cerca de 35% das vendas do setor — esse número pode passar de 50% com relação às pequenas editoras —, muitas delas podem fechar as portas se uma solução não surgir em tempo hábil.

Isso porque o mercado editorial segue uma dinâmica própria. Em vez de comprar livros para revendê-los, geralmente, as livrarias recebem lotes das editoras para remunerá-las conforme as vendas vão sendo realizadas. Trata-se de um sistema conhecido como consignação.

Com a crise das livrarias, as editoras não têm recebido pelos livros que forneceram e que, em muitos casos, foram comercializados há tempos pelas livrarias. É um efeito dominó que atinge editoras de todos os portes.

Muitas diminuíram a produção ou o ritmo de lançamentos por falta de capital de giro ou por conta das incertezas que assombram o setor. Outras estão se negando a fornecer livros para Cultura e Saraiva ou apenas estão topando fechar negócio fora do sistema de consignação.

Por que livrarias grandes entraram em crise?

A decadência da Laselva aconteceu em um contexto diferente do atual. A companhia atribuiu o problema aos resquícios da crise internacional de 2008 e a mudanças no sistema de licitação da Infraero, por exemplo.

Já Livraria Cultura e Saraiva apontam para fatores como os preços praticados pela Amazon, a recente crise econômica do Brasil, a defasagem dos preços dos livros no país e a falta do hábito de leitura pelo brasileiro.

Esses argumentos podem fazer sentido, mas só até certo ponto. Nos três casos, a principal causa da crise parece ser uma só: falha de gestão. O caso da Livraria Cultura talvez seja o mais emblemático: se a Fnac estava pagando para que outra empresa assumisse as operações brasileiras, não estava visível que alguma coisa não ia bem ali?

Apontar o dedo para a Amazon é contraproducente. A gigante norte-americana tem crescido no Brasil por, entre outras estratégias, comprar lotes de livros em vez de consigná-los, o que eventualmente a permite negociar valores e, assim, baixar preços.

Foto: Humberto Souza/Saraiva

Mas, antes mesmo de a Amazon chegar ao Brasil, Saraiva e Cultura já praticavam descontos agressivos. Em muitos casos — muitos, mesmo —, os preços das lojas online eram mais convidativos do que os das lojas físicas. Certamente, esse é um dos fatores que afastaram os clientes das livrarias de tijolo e cimento.

Também não adianta colocar a culpa nos ebooks. A linha Kindle faz cada vez mais sucesso, mas os leitores brasileiros que estão preferindo livros digitais aos físicos representam uma minoria dos consumidores.

As livrarias também reclamam dos preços dos livros que, nos últimos anos, não acompanharam a inflação. O contrassenso desse argumento é que, apesar disso, os livros continuam sendo caros para a maioria dos consumidores.

Há alguma movimentação no sentido de negociar com o governo a desoneração do setor ou promover uma política de controle de preços, mas esses não parecem ser os melhores caminhos, pelo menos não isoladamente.

Já o argumento da falta de hábito de leitura retrata um cenário real, mas que tem pouco impacto sobre a atual crise das grandes livrarias, pois o problema existe há tempos e aparece como consequência da falta de políticas públicas voltadas à educação e cultura. Esse, sim, é um problema que o governo deveria priorizar.

Certa vez, no metrô, uma senhora me elogiou por eu estar lendo a Bíblia. Na verdade, o que eu lia era uma versão pocket de um dos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Não sou de responder com prepotência ou sarcasmo, então apenas agradeci. Mas essa situação me perturbou porque, naquele instante, eu me dei conta de que, provavelmente, a Bíblia é o único livro que um sem-número de brasileiros tem acesso.

Mudar essa realidade requer tempo e boa vontade política. Não dá para esperar que uma solução surja no curto prazo, muito menos que ela seja orientada pelos interesses das livrarias.

Há luz no fim do túnel para as livrarias?

Livraria Leitura

Recuperação judicial é coisa séria. Quando uma empresa chega a esse ponto, não há solução óbvia ou fácil para o problema. Mas, definitivamente, demonizar novas tecnologias ou insistir em modelos de negócios que funcionavam anos atrás não resolve.

Exemplos de que uma gestão mais realista dá resultados estão bem abaixo dos nossos narizes. Enquanto Cultura e Saraiva agonizam, a livraria mineira Leitura cresce apostando em lojas mais enxutas e localizadas em regiões que não recebiam muita atenção das grandes redes, a exemplo das cidades de Mogi das Cruzes (SP) e Sete Lagoas (MG).

Hoje, a Leitura tem cerca de 70 lojas e poderá ter mais se a Saraiva aceitar a proposta de vender cinco de suas unidades fechadas a ela. Cortar o mal pela raiz também é uma estratégia mandatória ali: se uma loja da Leitura dá prejuízo por mais de dois anos, ela é fechada sem dó. Foi o que aconteceu com a unidade que a companhia mantinha em um ponto mainstream: a Avenida Paulista.

Livrarias Curitiba (Foto: Garten Shopping)

Outra rede que vem se sobressaindo é a Livrarias Curitiba, que completou 55 anos neste mês. A companhia também tem crescido seguindo a fórmula de olhar para locais que eram pouco visados pelas concorrentes maiores. Na capital paulista, por exemplo, a Curitiba tem lojas fora das áreas mais nobres: no Shopping Aricanduva (Zona Leste) e no Shopping Tucuruvi (Zona Norte).

É difícil saber se Livraria Cultura e Saraiva irão conseguir dissipar as nuvens carregadas que pairam sobre elas, mas os exemplos das livrarias menores mostram que, a despeito de todas as dificuldades, o mercado editorial brasileiro não está morto.

Reorganizar a casa, cortar excentricidades e negociar com as editoras com mais empatia — e não como se elas fossem um mal necessário, como tem acontecido — é um bom começo. Ou recomeço.

Com informações: Correio Brasiliense, Estadão, Veja, O Globo, Época, Valor, IstoÉ Dinheiro

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Josefino Agripino
Eu comprava muitos livros na Saraiva e já cheguei a comprar alguns na Cultura, principalmente importados, porém com o advento da Amazon e seus preços muito mais acessíveis... Nunca mais sequer visitei uma Saraiva e menos ainda uma Cultura! Pra mim o que importa é o preço: está mais barato eu compro, está mais caro eu não compro. E agora a SaraivaCultura vem falar de padronizar os preços??? Só porque estão vendendo mais barato do que elas? Podem falir, livro é cultura, educação e lazer (muito importante), mas não é comida, casa ou saúde, isso sim é prioridade. Mas no Brasil, livro é tratado como bem essencial quando se trata de preço.
Lenilson Moutinho
Eu concordo que os e-books são ótimos, tanto que li Mein Kampf neste formato por causa da dificuldade em achar nas livrarias, mas fora isso nada me tira o gosto pelo livro em papel, aquela sensação gostosa de ter algo pra ler num dia frio e chuvoso. Espero que existam ainda muitos como eu!
Giulliano Saldanha
Nunca comprei livros na livraria Leitura, além de não ter política de descontos, é difícil você encontrar livros clássicos. Só trabalham com leituras fúteis . Livros bons como os da fundação calouste gulbenkian e edições 70 são inexistente nesta livraria. Atualmente compro livros pela Amazon e pela Cultura, nessas duas, o cidadão ainda encontra livros bons com descontos. A livraria Martins Fontes também tem um bom acervo, mais é careira. Só compro livros físicos, além de gostar de cheiro de livro novo, você têm a posibilidade de doar ou revender depois do livro lido.
Tiago Celestino
Mas viraram lojas de departamentos, só ñ começaram vender itens de higenie.
Heisenberg2024
Bom artigo, comentário desnecessário sobre a pessoa que confundiu seu livro com a bíblia.
Lucia Winther
Achei interessante seus artigos recentes sobre livrarias e o mercado livreiro no Brasil. Dirijo uma editora pequena e exclusiva de só um autor. Um dos títulos é o Manual Básico de Estudo no qual uma metodologia inovadora de estudo é descrita. Achei que talvez você tivesse interesse em conhecer esta técnica que ajuda qualquer pessoa a obter mais compreensão do que lê ou estuda.Havendo interesse, entre em contato por e-mail: [email protected]
Eduardo Lemos
A questão é que as ''grandes'' expandiram com dinheiro Estatal e podiam se dar ao luxo de utilizar a política de descontos agressivos. Criaram lojas e mais lojas, pois o importante não era o lucro, mas crescer, inflar e conseguir o máximo de capital possível.No fim, os donos não perdem nada com isso, no máximo irão encolher ou retirar o máximo possível da empresa para incorporar o patrimônio pessoal e viver com os milhões que possuem em sua conta...Quem perde são os contribuintes, os acionistas(que foram enganados com números inflados) e principalmente as editoras.
Gesonel o Mestre dos Disfarces
Logo, o problema são o uso desse recurso, e não "mais ou menos impostos". Obrigado por deixar isso bem claro.
johndoe1981
Será que pioraram a plataforma?
johndoe1981
Bom são as pequenas redes de livrarias querendo que o governo eatebeleça um limite para desconto no preços dos livros oferecido pelas grandes!
Epic Mac Fadden - ODZ -
Fantástico comentário de comentário!
Azr
Excelente comentário !
SignaPoenae
Bom, livros são isentos de impostos, e as matérias primas que são usadas neles também para impedir a tributação cruzada.Já as livrarias, assim como qualquer empresa nesse país, não são livres de impostos. Mas como elas já estavam estabelecidas por aqui há vários anos, não serve como desculpa para justificar a recuperação judicial. Isso fica pela explicado pela má administração mesmo.
SignaPoenae
Se isso acontecer, faço questão de aprimorar meu inglês para nunca mais comprar um livro nesse país.
SignaPoenae
Que infelizmente, agora é da cultura =(
SignaPoenae
Esse imposto retorna para a população na forma de um sistema educacional eficiente, que instiga o crescimento intelectual, profissional e cultural do cidadão. Aqui o imposto retorna para nós em forma de quê?
SignaPoenae
30/40 reais são edições especiais, capa dura ou de colecionador (isso falando de lojas online).Fui procurar um livro específico em um sebo na estante virtual e comprei 9 livros por 200 reais com frete grátis. Usados, claro, mas isso não é desculpa para quem realmente quer crescer intelectualmente.
SignaPoenae
Tive que dar uma freada na "Sindrome de Steam". Em janeiro desse ano me proibi de comprar livros novos durante um ano, e cá estou, lendo dois livros por mês e ainda não terminei minha bilioteca.
SignaPoenae
Para mim, deveriam ter falido há muito tempo, lá nos idos de 2013 quando a Amazon iniciou as operações no Brasil e Saraiva, Cultura e companhia fecharam cartel com as editoras para boicotar a nova loja.Mas desde minha primeira compra, em que tive um problema e fui extremamente bem atendido na Amazon, nunca mais comprei livros fora de lá, mesmo pagando mais caro.
Vinicius Estivalett
Se o problema principal fosse o perfil de habitos de leitura do público brasileiro, as livrarias deveriam ser as mais interessadas em se adaptar a tendencia. As duas tomaram decisões temerárias, como agregar ao seu portfolio itens como eletronicos, que necessitam de muito capital de giro, serem mais pereciveis, oferecerem margens reduzidas e players mais preparados no mercado. Infelizmente eram competidoras que não conseguiram resistir.
johndoe1981
Ahh cara, achar filme asiático com legendas realmente não é uma tarefa muito fácil. Fóruns de torrent como o Rutracker e o 7.org são bons locais pra encontrar filmes mais obscuros.
paulo yan
Excelente matéria, Alecrim. Foi perfeito. Acho que a arrogância e a certeza de que nunca cairiam levaram essas duas a ruína. Uma gestão péssima mesmo.
Cronisx
Achei magnífico o seu comentário. Penso da mesma forma. Muitos falam de questão ambiental, porem, hoje, a maioria das empresas trabalham com eucalipto plantados por elas mesmas. Lógico que ainda possui impactos, porem segurar um livro é algo mágico, é como se o livro começa-se a fazer parte do seu corpo e mente. É bom ressaltar que além da "Sindrome da Steam", ficar com os olhos fibrados na tela de um tablet ou um celular pode ser bem prejudicial a saúde. Eu guardo os meus livros e pretendo deixar pra minhas gerações futuras sendo o meu maior tesouro. Os livros que leio me tornam quem eu sou.
Edinaldo_Tapica
Matéria brilhantemente redigida sob todos os aspectos. O autor está de parabéns!
Arthur V.*
Tem o Google Play também.
ochateador
Problema é quando não tem.... e também não adianta querer ver um filme da ásia sem ter legendas :x
angelobio
Primeiro eu tento os sebos, Estante Virtual.
Pedro Henrique Saldanha
Livros de Youtuber
John Smith
No fim, foi só pela piadinha mesmo. Aff.
Victor Gustavo
Ora, se essas livrarias querem leitores que o façam. Vá as escolas, fazem parcerias com escolas, para transformar nossas atuais crianças em futuros leitores. Se não, a venda de livros continuará sendo um "nicho", onde só aqueles gatos pingados compram livros. Ficar esperando do governo é algo patético, que não irá mudar o cenário.
johndoe1981
Exigir política de controle de preços só pode ser sacanagem.
johndoe1981
Como assim enganada, poderia explicar melhor?
johndoe1981
Acho que você não tá procurando direito filme em torresmo. Qualquer filme de 2 horas em 1080p com boa bitrate passa facilmente dos 15 GB. Procura no Rutracker, Rarbg etc. lá tem muito mkv em boa qualidade.
Renan
Livro didático vai sempre ser caro, infelizmente.As editoras tem um monopólio (se o professor manda usar o livro X, você vai usar o livro X sem choro) e a margem de lucro delas é fabulosa, elas podem simplesmente lançar uma "nova edição" mudando as figurinhas e a ordem das questões.
Anderson Silva
Afinal, essas pessoas são altamente qualificadas e experientes, né... capazes de lidar com uma crise dessa :P
Anderson Silva
Foi só pela piada :P
Lairton Gomes
socialismo não funciona, só para lembrar
Douglas B
Mas eu não me referi estritamente aos livros digitais, mas a qualquer forma de leitura digital. Ler o Tecnoblog é uma leitura digital, que antes não existia. As únicas fontes de informação em forma de texto era o livro e o jornal impresso mesmo.
Gesonel o Mestre dos Disfarces
A carga tributária dos países escandinavos é maior que aqui, e as pessoas leem mais. seu argumento é...?
Gesonel o Mestre dos Disfarces
500 bolsas de cocô? eita...
Gesonel o Mestre dos Disfarces
Quem inova, inova. Apesar das dificuldades. Não vamos comparar gente que pode empreender ao trabalhador, que precisa se preocupar de mais com o dia seguinte pra poder pensar em inovação.
R0gério
O Alecrim tá de parabéns por essa matéria mesmo!
Lucas Pereira Da Rosa
Acredito que o discurso das livrarias que estão mal, é a prova de que o problema foi a má administração, acima de qualquer coisa. Afinal, falar "o problema é que o brasileiro não tem o hábito de ler", não é demonstrar uma visão desconhecida do país. O "brasileiro já não tinha o hábito de ler", quando elas investiram nas suas expansões.Ou seja: investiam na criação de mais lojas, esperando que um público que eles sabiam que não existia, aparecesse? Ou eles acham que o que cria leitores são livros em prateleiras, e não políticas educacionais que incentivam a leitura?E vale lembrar: na época em que essas grandes livrarias expandiam os seus negócios como se não houvesse amanhã, as pequenas livrarias pediam para o governo regulamentar os descontos agressivos que as grandes redes davam - e a pressão das gigantes impediu isso de acontecer. A ideia principal, se não me engano, era limitar o desconto de um livro em 10% no primeiro ano (se não era isso, era algo parecido), o que obviamente não passou e as estratégias de expansão de algumas das empresas que se encontram em recuperação judicial, acabou matando as pequenas. Essas, mesmo que fossem bem administradas, não tinham como competir.O engraçado é que, há um tempo, algumas das grandes redes que culpam a Amazon, pressionaram por leis que limitavam o percentual de descontos - no mesmo molde da lei que eles impediram que acontecesse, anos atrás.Acredito que veremos, aqui no Brasil, uma mudança que já iniciou: livrarias menores, como as citadas na matéria, que passarão a operar como a Amazon: comprando os livros, ao invés de fazer o consignado. E, ao mesmo tempo que isso pode ser um pouco negativo por um lado, já que impede que as lojas físicas ofereçam livros pouco conhecidos, ou de editoras iniciantes, essas publicações "menores", podem ter os seus próprios canais de distribuição online, reforçados pelos youtubers e blogueiros de literatura, que já são muitos.
renan
Se você reparar, a própria matéria comenta que o público que prefere livros digitais é uma quantidade muito pequena.Os e-readers de forma alguma tem uma influência sobre o acontecido. De muitas formas, o mercado de livros digitais fica sempre na mesma, nunca dando qualquer indicio de que vai afetar o de livros físicos...
wslemos
O problema da educação gera esses flagelos aí, um país mais educado vê livro com outros olhos, um outro problema é a carga tributária em cima do livro, esse governo corvo que não abre mão de nada, o certo seria desonerar completamente os livros e fiscalizar a margem de lucro das empresas para poder abaixar o preço, mas só podemos esperar um cenário pior mais adiante.
Carlos Gomez
Eu acho que são duas redes muito orgulhosas. A cultura mesmo tem lojas apenas pra manter as aparências. Fico imaginando o prejuízo que aquela loja no Iguatemi deve dar. A loja é enorme, por isso o aluguel deve ser muito caro. E todas as vezes que vou nessa loja, ela está vazia. E isso em fins de semana, onde teoricamente o movimento devia ser maior.Acho que começar a cortar luxos, poderia ser um bom começo.Outro ponto que parece ser bobo mas faz total diferença é o atendimento. A Cultura em muitos casos não é esse o problema dela. Mas a Saraiva tem um dos piores atendimentos de comércio que já pude constatar. E isso não é apenas em uma loja, mas em todas. Tanto que parei de frequentar a rede, e conheço varias pessoas que fizeram o mesmo.E sobre o que foi dito na matéria que essas livrarias tratam as editoras como mal necessário. Isso é a pura verdade. Trabalhei em uma editora, e essas livrarias nos tratavam como se estivessem fazendo um favor pra nós. E ouvi reclamações de varios colegas do setor. Pelo visto a mesa virou não é mesmo?!
leoleonardo85
Isso resume bem como era entrar nas lojas grandes das Livraria Cultura, lojas enormes, legais de se frequentar e passar um tempo ali, mas escondendo dividas milionárias.Se tivessem colocado a mão na consciência e diminuído o tamanho das lojas, talvez o problema não seria tão grande agora.
richardsonvix
“continuar sorrindo e acenando” resumiu a - falta de - atitude dos donos.Livraria que vende de tudo parece padaria que deixou de focar em vender pão.
Luzinha Born
fui enganada pela saraiva e por outras livrarias e editoras quanto ao meu livro, é bom saber que a saraiva decretou falência. aqui se faz, aqui se paga.
Rick
ICMS, IPI (operação), PIS, COFINS (receita bruta) e importação. Mas sobre os lucros continuam, além das trabalhistas. Sem falar nos que incidem na vida do consumidor.
João Roberto Cavallaro
Eu acredito que a medio e longo prazo, as livrarias ou vão virar lojas de departamento, agregando outras coisas, ou vão migrar para apenas online, porque aqui aonde eu moro a saraiva é a loja mais lotada do shopping porem, se você comprar um livro e for na fila do caixa raramente tem duas pessoas na fila, e a saraiva é enorme, imagino só de aluguel quanto eles não pagam ! é uma pena!
ochateador
Conseguiram prever que a gestão estava afundando e ainda mergulharam mais fundo.Atitude padrão de gestores/diretores imcompetentes...
ochateador
Eu compro. Só esse ano comprei uns blu-ray e nenhum custou mais que 20 reais.Tem horas que você quer ver online (netflix, amazon prime, etc) e não acha a merda do filme.Aí vai no torresmo, tem 500 lançamentos da mesma coisa e cada um com qualidade pior que a outra (já cheguei ao cúmulo de ver filme de 2 horas em 4K com 500 MB de tamanho).Toca a ir para tracker privado, mas por vaga******ce os tracker brasileiros exigem que o arquivo tenham áudio em pt-br e com isso perdemos muito na parte sonora dos filmes... tracker gringo ou não tem o torresmo ou está sem seeder.
ochateador
Livros já não são isentos de impostos ?
Douglas
Cara, que reportagem bem feita. Parabéns!
Ccracing Preparações
A Livrarias Curitiba , também tem filial na zona sul , shopping Taboão da Serra, porém , seus preços também são altos , encontrei somente lá um livro de inglês que não tinha em nenhuma outra livraria ( caríssimo ) ,comparando preços de outros produtos tambem como celulares , vídeo game entre outras coisas , seus valores são bem mais elevados de que qualquer loja do próprio setor !
Felipe Liʍa
fora as MEGASTORES longe dos shoppings
Felipe Liʍa
so os colecionadores msm
Felipe Liʍa
FNAC so era um lugar aonde vc "testar os smartphones" pra depois comprar num site mais barato q da loja!
Felipe Liʍa
ou simplesmente nao sabiam nadar ¯\_(ツ)_/¯
Michael dos Santos
Alguém aí compra mídia física de filmes e séries? Acho que poucas pessoas ou colecionadores. As pessoas mal sabem a diferença entre blu-ray e DVD.
Gabriel Lopes
"Políticas públicas" ali se refere, eu acho, a justamente isso. É desonerar o setor de tributos e burocracias, bem como estimular a leitura nas escolas públicas. Afinal, não podemos negar que a qualidade do ensino influencia nisso.
Joseph Arimateias Diniz
Livros "academicos" e profissionais são absurdos de caros e ainda estão subindo. Um livro que usei na faculdade (usei o da biblioteca mesmo) custava 200,00 naros, o volume atual está beirando os 500,00 naros!!Estudante nenhum vai ter condições de arcar com isso.Se fosse comprar os livros da graduação, iam ser, por baixo, uns 3.000,00 contos por semestre só em livros.
Anakin
Aqui na minha cidade tem 3 saraivas, 1 em casa shopping, e na cidade ao lado tem mais 1. Será que realmente é necessário? Deram um passo maior que a perna. Agora é recuar e tentar recuperar.
Rafael™
Ok sua preferência pelo livro digital e legal "pensar no meio ambiente", só que, sobre a questão de árvores derrubadas é bom se informar melhor . https://twosides.org.br/Pro...
Vitor
Excelente texto. Parabéns!
Diogo
Eu interpretei das duas formas. Parece que elas mergulharam de cabeça e com gosto, pois problemas de gestão poderiam ser previstos e quem sabe evitados.
gustavo_ventura
Concordo. Má gestão, e se recusar a acompanhar mudanças.Outra que deve partir em breve é a editora Abril
Thiago Moraes
Eu prefiro livro digital pela comodidade e também penso muito no meio ambiente. Quanto menos árvores para nós derrubarmos melhor.
Vegeta humilde
Não teve um livro q usei da faculdade comprado. Pagando facu com salário de estagiário não rola. Recorri à pirataria pq era mais fácil e menos burocrático que a biblioteca, esta usada só quando o PDF não existia msm
Lajaques
A melhor reportagem sobre o assunto, não só ilustrou bem o problema, como apresentou soluções críveis. Lembrei bem da TAG e Amazon que criaram clube de leitores, inserindo um modelo de assinatura mensal.
Gustavo Rezende
"...negociar com as editoras com mais empatia — e não como se elas fossem um mal necessário..."Que bela traulitada, hein?
johndoe1981
Meu irmão quando estava na faculdade de Medicina que o diga. Os livros são absurdamente caros, mesmo um livro básico como o de Anatomia do Sobotta. Livros de Engenharia também não ficam para trás, não vou mentir que peguei muitos livros do 1º ano como o de Física e Cálculo em PDF em inglês baixados via torresmo, porque as edições atuais em português eram caríssimas.Um ou outro livro eu comprei usado de amigos que se formaram antes ou em sebos virtuais. Essas editoras abusam do preço de livros didáticos universitários, caro demais. Embora acho que eram caros mesmo na Amazon dos EUA.
Epic Mac Fadden - ODZ -
Vou me render este final de ano......me sinto um pária....
Epic Mac Fadden - ODZ -
Difícil também é a saturação.... hoje é muito mais fácil algum ebook "entrar na fila" e ficar por lá.... como "A Síndrome de Steam", um trilhão de jogos e nunca ter nada pra jogar (ou tempo).E quanto à informação, o que nos falta é filtro (bons parâmetros) pra discernir as informações... por isso que temos tanto antivaxxers e terraplanistas por aí...Ler um livro pra mim é um ritual - idem pros vinis - O cheiro, textura, me pendurar de cabeça pra baixo no armário (ok, esse não), faz parte de um ritual que hoje chamamos de pífio, porém era, é, e sempre será mágico.
Rick
Falou tudo: mercado seguiu em diante. Quem dera nossos empreendedores brasileiros fossem valorizados. Essa inovação poderia surgir aqui.
Cazalbé
Concordo com isso "não somos uma livraria pra qualquer um".Já vi pessoas não querendo entrar em uma dessas duas porque dizia que ali era muito mais caro do que na livraria pequena da esquina, o que na verdade nem sempre era uma verdade.
Cazalbé
Lembro que um dia eu desisti de uma compra no site da Leitura porque me pareceu pouco confiável. Parecia algo bem amador mesmo.
Anderson Antonio Santos Costa
O problema no mercado editorial tem sido sério no Brasil, um país onde a leitura tem sido colocada a último plano. Os livros tem sido caros tanto na mídia física como em ebooks, apesar de descontos agressivos em ebooks. Para piorar a situação, os livros que usamos na faculdade ou em cursos de pós-graduação são mais caros ainda mesmo em ebook, o que faz muitos recorrerem à pirataria ou a sites gratuitos como a Wikipédia ou o YouTube. Por isso, o mercado editorial vai mal das pernas.
Cazalbé
Você conseguiu resumir bem o meu pensamento.
Heisenberg
"quem sabe o consumidor não investiria uma parte do que sobra pra comprar um livro e se aprimorar?"Cara, um livro custa R$ 30, o povo gasta mais do que isso em cerveja e em um X-Salada.Realmente temos um ensino/cultura falho em nosso país. Situação que demora tempo para ser solucionada. Temos que começar com as crianças agora, para que os futuros filhos tenham o exemplo/apoio em casa. Vide fake news dessa eleição, galera citava facismo, socialismo e comunismo, sem realmente saber o significado dessas palavras, não apenas no dicionário, mas o conteúdo que elas adquiriam durante nossa história.
John Smith
Tem algum real significado em postar a imagem ou foi só pela piadinha, mesmo?
Ricardo - Vaz Lobo
Quando de diz "culpa do Governo", deveríamos dizer GovernoS. Afinal a quanto séculos se reclama da carga tributária, da falta de incentivos, da burocracia.Assim, quando se vai tocar um negócio, esse sócio indesejado (fdp do c!)vem no pacote. Não tem jeito.O que sobra pro empresário: inovação, redução de custos, sangue e suor.Se um dia o Kindle soltar cheirinho de Papel Pólen, eu mudo pra ele. Enquanto isso...Parafraseando Miguel Falabela: "Empresa é igual submarino. Até boia, mas foi feita pra afundar."
betacaroteno
Cheirinho de livro é incomparável.Mas em tempos de e-books, tenho comprado cada vez menos livros físicos.E olha q demorei a aceitar os e-books...Acho muito legais as lojas da Saraiva e Cultura - vc fica ali folheando livros, revistas.Mas isso não se converte sempre em vendas.No caso delas é má gestão mesmo.
Douglas B
Claro mano, eu sei que tem gente que prefere hehehe.. mas pelo que vejo, a grande maioria só comprava físico pq era única opção, mas acham o Kindle ou smartphone ou computador muito mais prático, barato e ambientalmente mais justo...
Yago Oliveira
Cara, eu não sou entusiasta e prefiro livro físico. Tem gente que simplesmente quer ter o produto físico ao invés de algo digital, simples assim!
Paquiderme
Eu tentei ouvir um trecho em inglês, mas com a quantidade de neologismos do texto do Isaac Asimov ficava confuso com o que era palavra que não sabia e o que era "novo".No texto em português fica mais tranquilo, por isso estava procurando.
DeadPull
Na boa, eu sei quando uma empresa sucumbe porque inventou algo que fez muito sucesso mas depois caiu no esquecimento. Não é o caso do mercado editorial. O mundo da leitura não é algo que simplesmente vai desaparecer. O que aconteceu com essas duas empresas foi má gestão mesmo. O mundo muda, e se as empresas não mudarem com o mundo, uma hora serão engolidas. Lamento pela Cultura e pela Saraiva, mas o mercado da leitura seguirá o seu caminho, e outras empresas seguirão em frente com modelos de negócios adequados aos novos tempos.
Douglas B
Há alguns anos, livro físico era algo necessário. Era isso ou nada.Hoje, vc tem as tecnologias que permitem ler com mais conforto (eu particularmente acho muito mais confortável meu Kindle do que ficar tentando manter um livro aberto na mão, amassando as folhas etc); tem também aquelas pessoas com consciência ambiental, que são contra o uso do papel; tem o PDF gratuito da internet, que não adianta fingir que não existe; tem Wikipédia... Enfim, não há mais necessidade do papel físico, só os que são realmente entusiastas que ainda querem tê-los.Já com relação a um possível emburrecimento da população, bom, não sei opinar... Algum dia nós já fomos altamente intelectuais? Acho que não... Na verdade às vezes acho que hoje as pessoas estão mais informadas, com a internet, e quem era intelectual ontem continua intelectual hoje. Mas não sei rs
Andre Kittler
em EN.US é simples, google audio book bay reddit (ali mostra os mirros, pois as vezes uma url fica dificil de acessar).
Will
E no brasil falta concorrência em audiobooks, tem o ubook e só (praticamente), teve boatos da amazon, mas até agora não se concretizou.e cheguei a usar bastante audiobook, mas o aplicativo do ubook é péssimo.
Paquiderme
Eu não leio um livro há mais de ano, só audiobooks. Sei que não é bom, mas na minha rotina só consigo encaixar o livro enquanto estou no trânsito. Se tento ler no final do dia não chego na quarta página e já estou dormindo.Eu uso bastante o Google Livros, gosto da simplicidade do sistema e da facilidade de continuar de outro aparelho do mesmo local, assim como de reduzir os tempos vazios.Alguém tem uma dica de onde consigo os livros do Isaac Asimov em audiobook?
Igor
"O problema é que essa expansão foi pautada principalmente pela expectativa de crescimento, não pelo aumento da demanda.""Já Livraria Cultura e Saraiva apontam para fatores como os preços praticados pela Amazon, a recente crise econômica do Brasil, a defasagem dos preços dos livros no país e a falta do hábito de leitura pelo brasileiro."Encontre o erro.
X-Tudãoᴳᴼᵀ
Basicamente má gestão aliada a atual crise.
Fábio
Cartel, consultores financeiros incompetentes, soberba, país difícil, mercado afunilado, oferta de preços horríveis e legislação tributária e trabalhista complexa. Enfim, no mundo empresarial, quem bobeia perde a vaga.
Andre Kittler
Olhando para o meu umbigo vejo em um problema grande e sem solução, se eu for padrão: eu lia. Muito. Sempre tinha um livro em andamento.Eu simplesmente não dedico mais o tempo necessário para isso. Tem muita coisa hoje que concorre com o meu tempo, e ter internet no bolso, no ônibus, é um fator muito importante nessa escolha. Não estou falando que é certo, apenas é fato.Tenho hoje qualquer musica do mundo (praticamente...) disponivel, já fornecendo aquilo que eu prefiro pois "meu radinho conhece meu gosto musical". Tenho podcast. Tenho rede sociais que requerem minha atenção (não uso na real, mas faz de conta). E em casa tenho tudo isso mas mais rápido e em tela melhor. Como bonus tenho podcasts e audiobooks (mas aqui aceito que sou exceção demais).Simplesmente não leio livro, e eu costumava ler. Não é realmente o custo. CAIU a leitura, mas o custo não subiu.PS: Outro mercado (e com +/- 1900x mais opções...), nos USA audiobook existe: “26% of the US population has listened to an audiobook in the last 12 months.Moderniza ou morre, infelizmente ou não é o fato. Para quem entende recomendo: é muito bom e prático escutar um audiobook na academia. Novamente: questão de tempo, nessa hora eu tenho. Com livro eu não conseguiria.
Jairo ☠️
Custo Brasil como um todo foi em grande parte a responsável pela quebradeira , somada a má gestão , deveriam ter "encolhido" mais cedo .
Rick
"Como consequência da falta de políticas públicas voltadas à educação e cultura. Esse, sim, é um problema que o governo deveria priorizar."Vamos levar a respostabilidade pro Estado?O problema não é falta de política pública, é que há intervenção demais em todo o mercado. Se os impostos não fossem tão altos (tanto pra empregados quanto empresas) e o empreendedorismo tão dificultado, quem sabe o consumidor não investiria uma parte do que sobra pra comprar um livro e se aprimorar?Hoje em dia a maioria só tá preocupada em sobreviver mesmo. Mais "políticas públicas" e mais Estado não mudariam isso em nada.Chega de esperar uma atitude do Estado pra magicamente resolver nossos problemas. Menos Estado e mais liberdade pra gente fazer o que quiser com o nosso dinheiro, e quem quiser salvar o mercado de livros físicos que comece comprando o seu e não exigindo uma intervenção do governo pra isso.
Carlin
Acredito que o mau sempre foram os preços altos demais, a Cultura e a Saraiva até certo ponto passavam uma mensagem de "não somos uma livraria pra qualquer um", assim como a Fnac também transparecia dizer!O posicionamento a tempos deveria ter sido revisto, não adianta culpar o mercado, governo ou o habito do consumidor (claro, é preciso lhe dar com eles, e traçar estrategias que consigam beneficiar o negocio), quando o problema esta na gestão não da pra culpar os outros!
Frederico
É interessante observar que a Leitura tinha um ecommerce (o site era horrível) que foi fechado há alguns anos. Passaram a focar só na loja física, mas agora há planos de retomada dele.Fico curioso em relação a Travessa, que me parecia uma alternativa à Cultura em termos de lojas grandes e luxuosas: será que anda bem de saúde?
Exibir mais comentários