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Japão começa a testar trem-bala que alcança 400 km/h

Chamado de Alfa-X, novo trem-bala japonês já faz viagens de testes, mas deverá entrar em operação somente em 2030

Emerson Alecrim Por

O Japão começou a testar uma nova geração de trens-bala. Com codinome Alfa-X, o protótipo chama atenção por atingir velocidades de até 400 km/h. Mas viagens regulares com esse modelo não começarão tão cedo: a previsão é a de que a operação comercial do novo trem tenha início somente em 2030.

Trem-bala Alfa-X

No visual, o Alfa-X chama atenção por trazer um "nariz" bastante alongado. Obviamente, essa é uma das características aerodinâmicas que permitem que o trem-bala alcance velocidades elevadas e, ao mesmo tempo, lide com a resistência do vento, principalmente dentro de túneis.

De todo modo, esse design poderá ser mudado: a frente atual tem 22 metros, mas uma variação com 16 metros de comprimento também deverá ser testada. A ideia é avaliar qual opção combina maior ganho aerodinâmico com o menor nível possível de ruído.

Trem-bala Alfa-X

A atual fase de testes começou na semana passada e deverá durar três anos. A previsão é a de que o Alfa-X faça pelo menos duas viagens semanais entre as cidades de Aomori e Sendai à noite, depois do término da operação comercial.

As características técnicas do Alfa-X incluem dez carros (ou vagões), sistemas de freio a ar no teto em complemento aos freios tradicionais, redução de velocidade auxiliada por placas magnéticas posicionadas perto dos trilhos, amortecedores e suspensão a ar para mais estabilidade e conforto, e dispositivos para diminuir o risco de danos em caso de terremoto.

Embora a velocidade máxima seja de 400 km/h, a velocidade padrão nas viagens abertas ao público deverá ficar na casa dos 360 km/h. Essa capacidade fará do Alfa-X o trem-bala "convencional" mais rápido do mundo. Se considerarmos a tecnologia de levitação magnética, o trem mais rápido atualmente é o maglev de Xangai, que pode chegar a 431 km/h.

O Japão pretende assumir esse título, mas não com o Alfa-X: em 2027, o país deverá abrir uma linha de maglev entre Tóquio e Nagoia cujo trem poderá bater 505 km/h.

Com informações: The Telegraph, Designboom.

Comentários

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johndoe1981

É rir pra não chorar :(

Caio

🤣 🤣 🤣 🤣 🤣

Mickão

Ta quase chegando no nível da CPTM, parabéns aos japoneses!

johndoe1981

Enquanto isso, li uma estatística recente que o Brasil possui praticamente a mesma malha ferroviária de 100 anos atrás :(

Fábio Valentim

Expectativa: Vamos ter trem-bala do RJ a SP
Realidade: "A vida é trem-bala, parceiro..."

Daniel R. Pinheiro

Esqueceu da França com seus TGV (que ainda mantém recorde sobre trilhos)?

Se você usou a expressão "sempre foi dominado" (indicando história), no mínimo a França deveria ser incluída -- arrisco dizer até na frente da China.

Keaton

Maluco acha que "falou pouco, mas falou bobagem" é meme. por isso. HueHueHue

João

Vc já foi melhor nos seus comentários, hein?

Clemerson Luiz Araujo

Que inveja =(

P. Herrera

O comentário original tá acima, meu caro. Coloquei o PS nesse comentário abaixo para explicar melhor a possível ''bobagem''. Não editei a primeira sentença.
Parece q vc só veio lacrar não é msm? Hahaha

Trovalds

Editar o comentário pra corrigir é feio... #ficaadica

P. Herrera

Qual a bobagem? Acho que esse seu link valida o que eu comentei, não?
Japão, China e países europeus estão no topo.

PS: Só se vc estiver falando do ''EU'' no comentário, pois dá a entender que é TODA a EU, quando claramente é apenas em alguns países os mais rápidos. Mas eu não quis especificar as linhas mais rápidas, só a disponibilidade comparando com o EUA.

Trovalds

Falou pouco mas falou bobagem.

http://www.brasilferroviari...

P. Herrera

Enquanto aqui um trem-bala simples nunca saiu do papel(aquele que iria interligar SP-RJ).

Mas esse negócio de trem-bala sempre foi dominado por Japão e China(países com as maiores malhas desse tipo); nem o EUA acompanha. Se bem que nem a EU o EUA acompanha, pois a situação por lá é precária.
No caso do EUA é puramente lobby das montadoras, companhias áreas e produtoras de combustível: Lá a cultura do carro próprio é MUITO FORTE.
Aí o Governo nunca se ''interessou''.