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Facebook lança app Study que paga pelos seus dados no Android

Aplicativo Study from Facebook vai coletar dados do Android para pesquisa de mercado em troca de remuneração aos usuários

Lucas Lima Por

O Facebook anunciou nesta terça-feira (11) seu novo aplicativo para coleta de dados de usuários, o Study from Facebook. Disponível inicialmente para Android nos Estados Unidos e na Índia, o app vai obter informações do celular para “pesquisas de mercado” em troca de remuneração aos participantes.

Em comunicado, o Facebook faz questão de dizer várias vezes como esses dados estarão protegidos com a rede social, e quanto os usuários serão informados sobre as informações coletadas e a participação na pesquisa: dentro do site do app, na descrição da Play Store e periodicamente pelo aplicativo — com a possibilidade de revisar as informações enviadas à rede social.

De acordo com o Facebook, os seguintes dados serão coletados:

  • Os aplicativos instalados no dispositivo;
  • Tempo gasto em cada um desses aplicativos;
  • Nome dos recursos usado dentro dos aplicativos;
  • País, modelo do dispositivo e tipo de conexão do participante.

A plataforma também declarou que não serão coletados dados de login, senhas, fotos, vídeos ou mensagens, e que essas informações não serão vendidas para terceiros ou utilizadas para direcionar anúncios. O propósito é entender que apps têm valor para as pessoas e como são usados para aprimorar os produtos do Facebook.

A participação é restrita a candidatos maiores de 18 anos. Pessoas dos Estados Unidos e Índia poderão ver um anúncio dentro ou fora do Facebook os convidando para participar do programa. Ao se inscrever, o participante poderá baixar o app na Play Store, contanto que esteja qualificado.

O Facebook não informou como as pessoas serão remuneradas em troca dos dados, nem o valor. A logística de pagamentos, suporte ao cliente e registro dos candidatos será feita pela empresa Applause.

Escândalo envolveu coleta de dados de adolescentes

O novo Study faz lembrar o caso do Facebook Research, aplicativo de VPN que coletava dados em troca de pagamentos que podiam chegar a até 20 dólares por mês. Em alguns casos, o projeto era divulgado em anúncios que miravam em usuários com idade entre 13 e 17 anos.

A história é semelhante: o Facebook solicitava informações como histórico de navegação, lista de apps instalados, padrões de uso de serviços online e conteúdo de outros aplicativos. Às vezes, a rede social também pedia capturas de tela com históricos de compra da Amazon.

O Ovano Protect foi outro app de VPN que o Facebook tentou manter para coletar informações dos usuários. Com a proposta de ser um serviço gratuito, ele acumulou 33 milhões de downloads até ser removido da App Store e Play Store.

Ambos não resistiram, mas parece que o Facebook ainda reluta em conseguir esses dados…

Comentários

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Cristiano Silveira

Consegue usar o valor pra abater no google One?... interessante.

Capa Careca

Quem usa smartphone é assim. Muitos aplicativos tem acesso a várias informações do aparelho. Logo, tudo fica na mão de empresas como Facebook e Google. Só Nokia tijolo para, talvez, ter privacidade real. TALVEZ... não é certeza ainda. kkkkk.

José Vieira

Kadug, até meus 30 anos pensava exatamente como você... uma década a mais me fez rever meus conceitos... nos últimos 10 anos (parafraseando), vi as atrocidades mais absurdas serem cometidas e sendo chamadas de "políticas de proteção à privacidade". Acredite em mim, sei do que tô falando. A propósito, VPNs são a pior maneira de manter a privacidade na internet. rs...

Orochimaru

Finalmente vão pagar por algo que já era feito de graça.

Daniel R. Pinheiro

Oras, mas já não é assim que acontece com toda gigante: você recebe alguns "dinheiros" como empregado, enquanto a empresa lucra horrores?

Renan Barbosa (RenanTurrm)

'eles' já acessam os dados de graça, pagando bem que mal tem?

Rodrigo T.

*Onavo

kadu

Algumas ferramentas ajudam a subverter essa lógica, embora seja mais fácil ficar no senso comum de "já somos vigiados mesmo" e "o produto é você".

Não conseguimos escapar totalmente da vigilância, mas é possível reduzi-la bastante. Citei alguns exemplos bem simples abaixo, como usar um navegador com bloqueador de rastreadores, como o Firefox, ativar plugins como FB Container, Disconnect ou uBlock Origin e desativar o histórico de dados do Google. Há ainda outras soluções mais avançadas, como usar serviço de email criptografado (ex.: Tutanota) e VPN.

Portanto, privacidade na internet não é uma utopia e o caminho da vigilância total e do monitoramento constante não é um caminho sem volta, como alguns acreditam.

Navegar na internet não pressupoe ser totalmente rastreado e entregar todos os seus dados, embora Google, Facebook e Amazon queiram que você acredite que sim.

José Vieira

Né?

José Vieira

Salvaguarda legal, e bem baratinha, apenas isso! rs

José Vieira

"U QUê! NUm AcrIDiTu"

José Vieira

Não conte pra eles, rs... Eles têm o direito de sonhar com privacidade, rs... E se não se venderem por isso, tudo estará na mais perfeita ordem; mesmo que saibamos todos que: NA INTERNET O PRODUTO É VOCÊ.

José Vieira

Você já fornece de graça, rs... Melhor ganhar alguns centavos por isso, rs...

Buldego

Na realidade, mesmo que não tem conta no Facebook, teve os dados coletados.

kadu

Se eles já coletassem esses dados que pretendem coletar com esse spyware de qualquer maneira, não estariam propondo pagar aos usuários por isso. O que parece é que a coleta de dados por meio desse aplicativo vai a um nível ainda mais profundo do que o Facebook já faz hoje.

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