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Governo pode aprovar imposto zero para eletrônicos importados

A importação de produtos com similares na indústria nacional também poderá ter alíquota zero

Victor Hugo Silva Por

O governo federal poderá publicar em breve uma resolução que zera alíquotas de importação para bens de capital, informática e telecomunicações. A medida da Câmara de Comércio Exterior (Camex) está pronta e aguarda apenas o aval do ministro da economia, Paulo Guedes.

A informação é da Folha de S.Paulo, que aponta um receio da equipe do presidente Jair Bolsonaro em publicar a resolução antes que a reforma da Previdência seja aprovada. Segundo o jornal, a avaliação é de que a mudança pode levar a uma perda de votos de parlamentares ligados à indústria nacional.

Niekverlaan / homem com smartphone na mão (detalhe) / Pixabay / melhores celulares até 1.000

Isso porque a redução das tarifas sobre itens importados fortaleceria a concorrência internacional. O plano do governo é mudar o regime de ex-tarifário, válido no Mercosul. Atualmente, ele permite zerar por até dois anos as alíquotas de importação de itens sem similares no mercado interno.

Com a mudança, itens como máquinas, equipamentos e insumos de tecnologia poderão ter imposto zero na importação mesmo se tiverem similares na indústria local. O Brasil conseguirá mudar o regime do ex-tarifário por conta de uma regra de exceção válida até 2021 no Mercosul.

Ela permite que cada país mude regras do bloco em seus acordos sem consultar os demais integrantes. Depois desse período, o governo brasileiro ainda precisará convencer os demais países a adotarem a nova medida oficialmente.

Hoje, as alíquotas de importação de itens sem similares no mercado interno são de 14%, para bens de capital, e de 16%, para informática e telecomunicações. De acordo com a Folha, a transição para a redução gradativa das alíquotas levará 15 anos.

Os impactos da medida foram analisados em estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer. Em simulação com 57 setores da economia, concluiu-se que a abertura comercial terá seus prós e contras.

De acordo com o estudo, a medida levaria à redução de preços aos consumidores e tornaria as empresas brasileiras mais competitivas em exportações. Por outro lado, uma abertura generalizada causaria a perda de cerca de 3 milhões de empregos.

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D' Carvalho

A relação é:
Chile pode abrir mão (em parte) de fábricas em seu território e impostos, pois possui indústria de extração de cobre para cobrir os rombos.
Austrália pode cobrar menos imposto no consumo pq lá eles retiram os impostos da renda.

Cassio Neves

Extremamente neutra não, mas até a Globo.com e o Estadão conseguem ser mais isentos de viés político que a folha de São Paulo, pra você ver o nível ridículo de jornalismo praticado por este jornal.
Considerar qualquer informação dada por eles a respeito do governo como informação real e útil é ser no mínimo inocente, pra n dizer mal intencionado.

José Vieira

De novo:

Qual a parte do:

Com incentivos corretos, ou seja a desburocratização da nossa legislação, uma reforma tarifária decente, e uma visão mais ampla dos Estados sobre o processo de industrialização,

VOCÊ, e apenas VOCÊ... não consegue entender?

Antony

Amiguinho, sua "argumentação" é de que o jornal não é uma fonte confiável porque é abertamente contra o governo. Nesse caso, podemos assumir então que antagonista, record, sbt, tia do zap, também não são fontes confiáveis pois são abertamente a favor do governo. Não existe essa mídia neutra que vc está citando

Antony

https://politica.estadao.co...

Lembrando que ainda estamos em Julho

Qohen Leth

Filhote, não tenho culpa se teu argumento inicial foi falho.
Mas não precisa ficar brabinho...

Novamente:

Traduzindo: teu argumento foi de que as indústrias produziriam aqui porque todo o custo da logística de importação é alto.
Mas
não leva em conta todo o custo de PRODUÇÃO no Brasil (custo este que
também inclui parte do custo de logística de importação, assim como
demonstrei).

Ednei P. de Melo

Vocês se esqueceram da alta carga tributária para se manter o emprego de carteira assinada... &;-D

Fio da Navalha

É pra glorificar de pé!

johndoe1981

Mas qual a relação com meu comentário?

D' Carvalho

Chile: mais de 50% do PIB Chileno vem da extração de cobre realizada por uma ESTATAL.
Austrália: manda pra cadeia quem sonega um simples imposto de renda, aí tem espaço para tirar imposto sobre o consumo.

José Vieira

leia o que escrevi, rs...

Cassio Neves

sua ironia nada mais é que sua falta de argumentação plausivel sintetizada num comentário
Dá um pouco de dó, mas não muita.

Buldego

Faz sentido.

Jorge Luis

perceba que no exemplo que dei existe concorrência. Não existe empresário bonzinho. Veja: nas últimas 2 semanas a gasolina perto da minha casa passou de 4,99 para 4,69. Você acha que o dono do posto acordou de bom humor e foi lá baixar o preço? Não. Foi por causa da concorrência que aconteceu por causa da diminuição do preço do petróleo.

Já no seu exemplo não existe concorrência. Caso eu fosse dono de empresa de ônibus e pudesse dispensar o trocador, porque eu baixaria o preço da passagem se apenas eu tenho o direito de transporte coletivo?

José Vieira

OI? rs... Já percebi que discordas simplesmente por discordar, rs...

Qual a parte do:

Com incentivos corretos, ou seja a desburocratização da nossa legislação, uma reforma tarifária decente, e uma visão mais ampla dos Estados sobre o processo de industrialização,

não ficou suficientemente claro?

Mano, na boa... se for capaz de entender que produzindo localmente empresas usufruem de benefícios bem vantajosos, vais compreender o que estou dizendo... contudo, vejo que sozinho não conseguirá.

Produzir em um país qualquer custa caro (mesmo na China, lá é apenas menos caro, é que acostumou-se a dar de barato que lá tudo é a preço de banana). Em média produzir no Brasil custa 23% mais que produzir nos Estados Unidos, são muitas as variáveis para se chegar no custo da produção relativa a um outro país, mas o valor dos salários, a alta do dólar e a baixa produtividade do trabalhador brasileiro oneram o processo sem sombra de dúvidas,

No entanto, produzir aqui é estar mais perto de um mercado consumidor enorme, somos o que mais cresce no mundo, caminhamos para a 5ª posição já em 2030; ou seja, o momento de fincar pé por aqui é agora. Nosso deficit de produtividade pode ser corrigido, nossos custos de energia são mais baixos que o chinês, e uma reforma trabalhista que permita ao empregado escolher entre o excesso de proteção estatal (salvo as definidas constitucionalmente) ou a possibilidade de emprego formal diminuirá a distância para mercados mais maduros.

Decisões assim são estudadas com esmero e atenção... A Huawei é um exemplo claro disso. Com tantas restrições na América ela virá com força para cá, isso trará outras gigantes, ninguém vai deixar um mercado desse tamanho nas mãos de uma concorrente. Empresas precisam de clientes, temos muitos. rs...

Então, entenda, não é tão simples quanto você acha que é... é bobagem focar no meu argumento sem ter argumento nenhum a oferecer... parece criança, rs... Abraço!

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