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Mercado de wearables cresce no Brasil, mas ainda é minúsculo

Relógios, pulseiras e óculos inteligentes não chegam a 100 mil unidades vendidas no primeiro trimestre, segundo IDC

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08/07/2019 às 15h28

As vendas de smartwatches e smartbands continuam ínfimas no Brasil, apesar de terem crescido bastante. De acordo com a consultoria IDC, no primeiro trimestre de 2019 foram comercializados 87.974 dispositivos vestíveis no país, um aumento de 51,6% em relação ao mesmo período de 2018.

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Segundo a IDC, os wearables estão “ganhando maior projeção no Brasil, com grandes fabricantes investindo no lançamento de produtos no mercado nacional e consumidores mais interessados em saber e ter um wearable”. Em 2018, foram vendidos 241,3 mil relógios, pulseiras, óculos e fones de ouvido inteligentes. Para 2019, a projeção é de 461,7 mil vestíveis, um crescimento de 91%.

Embora o aumento seja expressivo, o mercado brasileiro é pequeno. A própria IDC, em março, divulgou um relatório mostrando que, no mundo, foram vendidos 172,2 milhões de wearables em 2018. O Brasil, portanto, representa aproximadamente 0,14% do montante. Enquanto isso, no setor de smartphones, foram 1,4 bilhão de aparelhos vendidos no mundo, sendo 44,4 milhões (3,2%) no mercado brasileiro.

O problema pode estar no preço dos produtos — que são importados. A consultoria divide os wearables em dois: os simples, “basicamente voltados ao uso para fitness e saúde, com contagem de passos e monitoramento de sono”; e os mais inteligentes, “que oferecem funções como capacidade de baixar aplicativos de terceiros, notificação e realização de chamadas, recursos mais aprimorados como controle de glicemia e batimento cardíaco, e GPS mais preciso”.

Mesmo nos dispositivos simples, o gasto médio foi de R$ 1.069. Já entre os smartwatches mais inteligentes, o valor ficou em R$ 2.156. A maioria (55,2%) dos wearables vendidos no primeiro trimestre de 2019 no Brasil estava no segmento superior.

De acordo com a IDC, “com a consolidação do mercado e fabricantes investindo em produtos tanto para os segmentos de entrada como premium, a tendência é de uma gradual massificação e redução do ticket médio”.

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