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Mercado de wearables cresce no Brasil, mas ainda é minúsculo

Relógios, pulseiras e óculos inteligentes não chegam a 100 mil unidades vendidas no primeiro trimestre, segundo IDC

Paulo Higa Por

As vendas de smartwatches e smartbands continuam ínfimas no Brasil, apesar de terem crescido bastante. De acordo com a consultoria IDC, no primeiro trimestre de 2019 foram comercializados 87.974 dispositivos vestíveis no país, um aumento de 51,6% em relação ao mesmo período de 2018.

Apple Watch Series 4

Segundo a IDC, os wearables estão “ganhando maior projeção no Brasil, com grandes fabricantes investindo no lançamento de produtos no mercado nacional e consumidores mais interessados em saber e ter um wearable”. Em 2018, foram vendidos 241,3 mil relógios, pulseiras, óculos e fones de ouvido inteligentes. Para 2019, a projeção é de 461,7 mil vestíveis, um crescimento de 91%.

Embora o aumento seja expressivo, o mercado brasileiro é pequeno. A própria IDC, em março, divulgou um relatório mostrando que, no mundo, foram vendidos 172,2 milhões de wearables em 2018. O Brasil, portanto, representa aproximadamente 0,14% do montante. Enquanto isso, no setor de smartphones, foram 1,4 bilhão de aparelhos vendidos no mundo, sendo 44,4 milhões (3,2%) no mercado brasileiro.

O problema pode estar no preço dos produtos — que são importados. A consultoria divide os wearables em dois: os simples, “basicamente voltados ao uso para fitness e saúde, com contagem de passos e monitoramento de sono”; e os mais inteligentes, “que oferecem funções como capacidade de baixar aplicativos de terceiros, notificação e realização de chamadas, recursos mais aprimorados como controle de glicemia e batimento cardíaco, e GPS mais preciso”.

Mesmo nos dispositivos simples, o gasto médio foi de R$ 1.069. Já entre os smartwatches mais inteligentes, o valor ficou em R$ 2.156. A maioria (55,2%) dos wearables vendidos no primeiro trimestre de 2019 no Brasil estava no segmento superior.

De acordo com a IDC, “com a consolidação do mercado e fabricantes investindo em produtos tanto para os segmentos de entrada como premium, a tendência é de uma gradual massificação e redução do ticket médio”.

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Kevin Silva

Já tive a a mi Band 1 e 2, e amazfit bip, comprei um gear S3 frontier a uma semana, e tô curtindo bastante, única coisa ruim é a bateria que dura em média 2 dias

Fabricio de Oliveira Silva

Tá serto!

Fabricio de Oliveira Silva

Tenho o Amazfit Bip, é realmente bem simples, mas melhor que a Mi Band pra visualizar as notificações. Antes dele tive um Moto 360 e não sinto tanta falta. Acho justo chamarem de smartwatch pelo tamanho do mostrador, seria estranho chamar algo nesse formato de "pulseira".

Fabricio de Oliveira Silva

Ia comentar isso. Acho que essas compras no Aliexpress/Gearbest/etc não devem devem ser contablilizadas. Até na cidade onde moro, no interior do Goiás, vejo Mi Band pra todo lado.

Fabio Santos

Dados oficiais se for contabilizar Santa Efigênia da vida entre outros o numero é bem maior, eu mesmo não entro nesta contagem afinal comprei os de casa no mercado paralelo.

Buldego

Ou envia pra eles ou pra NSA, aí cada um escolhe o seu espião predileto.

João Pedro

Quem usa Xiaomi, usa uma colera de monitoramente chinês, tudo que você fala, acessa, etc são enviados para eles.. Infelizmente o barato sai cara em relação a privacidade.

Abs

Cazalbé

Eu preferiria o Bit à Mi Band também, só não gosto que o chamem de "smart" rsrs

Buldego

Ah sim, eu comparei pois além de ter os dois, foram o mesmo preço.
O Stratos é bom, mas peca em dois pontos: A tela é bem ruim e ele é meio lento (pelo menos ficou depois de um tempo).
Eu tenho uma pancada de coisa da Xiaomi também e acho uma marca sensacional, um ecosistema incrível a preço justo, já tive o Bip e prefiro ele a MiBand que acho bem ruim.

Cazalbé

Pois é... tenho visto uma galera usando mi band pra todo lado, gente que mal sabe o que é um smartphone.

Cazalbé

Cara, eu gosto de xiaomi, tenho vários produtos dela, inclusive o Mi Note Air, tenho a MiBand 2 e mais uma porrada de besteirinhas. Mas é aquela coisa... Não dá pra comparar mesmo alguns produtos. Aquele tal de Amazfit Bit... aquilo pra mim não passa de uma MiBandzona, não se pode chamar de smart watch. O tal do Amazfit Stratos cobra muita grana pelo pouco que oferece... se a pegada é esporte, prefiro um Garmin Forerunner 235 (tenho um também) que é realmente voltado pra esporte e tem umas funções que a galera chama de smart, como recusar uma chamada, receber notificações do celular, "cuidar" do sono e o escambal a quatro.
Os smartwatch da samsung são bacanas e pra mim só perdem mesmo para o da apple, que por sua vez perde por se compatível apenas com apple.

Andre Kittler

Vivo reclamando quando vejo uma estatística sem noção tipo "mercado de XXX dispara com aumento de mais de 50% no ano..." sem número algum.
Portanto tenho de vir tb elogiar. 50%+ de quase-nada é quase-nada. Obrigado por uma matéria bem feita.

Eric Viana

Vendas oficiais contabilizadas... Porque o que vejo de gente com miband2/3 por aí... Essas miband ou vem por compra no exterior em importações que muitas vezes não são taxadas ou são compradas no mercado livre e cia.

Buldego

Comprei um Galaxy Active e estou gostando bastante dele. Saí de um Amazfit Stratos e a diferença é gritante. O único ponto que perde é a bateria mesmo (1 dia e meio no Active e 5 dias no Stratos), mas em compensação carrega bem rápido.