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Uber cresce mas tem prejuízo de US$ 5,2 bilhões no trimestre

Uber atingiu 100 milhões de usuários ativos, incluindo passageiros de carro e clientes do Uber Eats

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09/08/2019 às 10h51

A Uber teve prejuízo de US$ 5,236 bilhões no segundo trimestre de 2019: o resultado financeiro foi puxado para baixo devido à remuneração em ações para os funcionários após a estreia na bolsa de valores. No entanto, mesmo descontando isso, a empresa ainda teve perdas superiores a US$ 1 bilhão. Claro, ela preferiu focar no lado positivo, notando que atingiu 100 milhões de usuários ativos na plataforma.

Uber na bolsa de valores

Este foi, de longe, o maior prejuízo trimestral da Uber. A maior parte corresponde à remuneração de funcionários após o IPO de maio: a empresa prefere pagar em ações, em vez de dinheiro, e teve um gasto de US$ 3,9 bilhões com isso. Ela avisa que isso vem sendo e continuará a ser “uma despesa recorrente significativa em nossos negócios e uma parte importante de nossa estratégia de remuneração”.

No entanto, mesmo sem levar esse gasto em consideração, a Uber ainda teve prejuízo de US$ 1,295 bilhão; é mais que as perdas no mesmo período do ano passado (US$ 878 milhões).

A receita da Uber está crescendo mais devagar: foram 14% em um ano. Considerando apenas as viagens de carro, o aumento foi de apenas 2% no período. O faturamento do Uber Eats, por sua vez, teve um desempenho bem melhor, registrando um crescimento de 72%.

A base de usuários do Uber Eats aumentou 140% em um ano, e a plataforma agora tem 320 mil restaurantes ao redor do mundo. A esperança da empresa é que o serviço de delivery cresça o bastante para compensar a desaceleração nas corridas de carro.

A Uber também comemorou seus 100 milhões de MAPCs em julho, ou consumidores mensais ativos na plataforma. Isso inclui as pessoas que fizeram uma viagem de carro, pediram delivery do Uber Eats, ou andaram de bicicleta ou patinete elétrico, pelo menos uma vez no mês.

Uber Eats

Uber aposta em carros autônomos e tenta reduzir prejuízo

A empresa está tentando cortar custos para reduzir o prejuízo: ela demitiu 400 pessoas de seu departamento de marketing, que agora conta com 800 funcionários. Ela também aposta em veículos autônomos, apresentando uma versão personalizada do Volvo XC90 em junho. Com essa tecnologia, a Uber não precisará dividir o valor das corridas com os motoristas, aumentando o faturamento.

O mercado de ações já esperava por um prejuízo enorme. Ainda assim, as ações fecharam em queda de 6% na quinta-feira (8). A empresa estreou na bolsa de valores a US$ 45 por ação.

Além disso, alguns executivos saíram da Uber nos últimos meses: Ryan Graves, primeiro funcionário e primeiro CEO, deixou a diretoria em maio. Outros dois membros do conselho, Arianna Huffington e Matt Cohler, renunciaram ao cargo em julho.

Com informações: Uber, TechCrunch.