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Disney proíbe comerciais da Netflix em suas emissoras de TV

Decisão vale para quase todos os canais da Disney, incluindo ABC, FX e Freeform

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04/10/2019 às 16h16

A Disney já vem preparando o caminho para a estreia do Disney+, marcada para 12 de novembro. Os preparativos incluem evitar referências à concorrência: de acordo com o Wall Street Journal, a companhia está proibindo que comerciais da Netflix sejam veiculados em seus canais de TV.

Stranger Things

Trata-se de uma decisão extrema, pois envolve boa parte dos canais relacionados à Disney, incluindo emissoras como ABC, FX e Freeform. Por ora, os canais da ESPN são exceção: ao The Verge, a Disney confirmou que essa rede ainda poderá exibir comerciais da Netflix.

É bastante provável que o banimento dos comerciais da Netflix tenha relação com a iminente chegada do Disney+. Mas esse não deve ser o único motivo: aparentemente, as relações entre as duas companhias esfriaram consideravelmente nos últimos meses.

De acordo com fontes próximas à Disney, esse esfriamento é resultado de uma mudança estratégica. A companhia ainda está aberta a parcerias com serviços de streaming, mas agora busca acordos que incluam não só publicidade, mas também negociações mais amplas, que envolvam distribuição ou conteúdo.

Nesse sentido, seria interessante para a Disney se a Netflix pudesse promover alguns de seus novos filmes em sua plataforma, por exemplo. O problema é que a Netflix não exibe comerciais.

Na verdade, a Disney decidiu, no início do ano, não aceitar mais publicidade em seus canais de nenhum serviço rival de streaming, mas flexibilizou essa regra ao fechar acordos amplos com companhias como Apple e Comcast (que, adivinhe, vai lançar um serviço de streaming chamado Peacock). Pelo jeito, as negociações só não avançaram com a Netflix.

Disney+ na TV

Apesar de ser uma decisão bastante radical — afinal, a Netflix movimentou US$ 1,8 bilhão em publicidade só no ano passado —, a postura agora mais firme da Disney não surpreende.

Até pouco tempo atrás, plataformas de streaming serviam como importantes fontes de receita em licenciamento de conteúdo para a companhia. Mas, à medida que esses serviços crescem, a audiência dos canais de TV cai.

Se é para dar abertura ao streaming, é natural que a prioridade recaia sobre uma plataforma própria que, como tal, possa compensar as perdas das redes de TV.

Disney e Netflix foram procuradas, mas não comentaram o assunto.

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