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Yellow e Grin encerram aluguel de patinete em 14 cidades e retiram bicicletas

Patinetes elétricos da Grin, Yellow e Rappi circularão só em São Paulo, Rio e Curitiba; bicicletas foram retiradas temporariamente

Felipe Ventura Por

Os patinetes elétricos da Grin e Yellow deixarão de circular nas ruas de 14 cidades brasileiras; os veículos poderão ser encontrados apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Isso vale inclusive para patinetes que adotaram a marca Rappi. Enquanto isso, todas as bicicletas foram retiradas de circulação temporariamente para um "ajuste operacional".

Patinete Yellow / como funciona yellow bike

Não será possível alugar patinetes da Grin, Yellow ou Rappi nas seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Guarapari (ES), Porto Alegre (RS), Santos (SP), São Vicente (SP), São José dos Campos (SP), São José (SC), Torres (RS), Vitória (ES) e Vila Velha (ES).

A Grow, que cuida das marcas Grin e Yellow, vai transferir os patinetes dessas cidades para São Paulo, Rio e Curitiba, onde esses veículos elétricos continuarão operando normalmente.

Se você mora em uma das cidades afetadas e tem créditos na carteira Grin, pode usá-los para fazer pagamentos de contas ou recarga de celular. Caso prefira, é possível solicitar reembolso através deste formulário. Os patinetes da Yellow precisam ser alugados pelo app da Rappi, que só aceita cartão de crédito ou débito.

Neste final de semana, a Grin enviou um comunicado aos clientes de Santos avisando que o aluguel de patinetes seria encerrado. Em dezembro, a Uber estreou seus patinetes na mesma cidade.

Bicicletas da Yellow saem de circulação em todas as cidades

Bicicleta Yellow

Enquanto isso, as bicicletas amarelas foram retiradas de circulação em todas as cidades. Em comunicado, a Grow diz que elas foram recolhidas das ruas para "um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança". A empresa está em busca de parcerias públicas e privadas para continuar a oferecer bikes.

Com a redução das atividades, a Grow teve que realizar demissões: a empresa não revela quantos funcionários foram desligados, mas afirma que está buscando a recolocação deles com ajuda de uma consultoria de RH. "É importante ressaltar que todos terão resguardados os seus direitos trabalhistas", diz Jonathan Lewy, CEO da Grow, em comunicado.

"Planejar essa reestruturação nos colocou diante de decisões difíceis, porém necessárias para aperfeiçoar a oferta de nossos serviços e consolidar a nossa atuação na América Latina", explica Lewy. A Grow tem sede no México e atua em sete países.

A americana Lime também fez uma reestruturação e encerrou o aluguel de patinetes em São Paulo e Rio. Além disso, ela saiu de mais dez cidades em outros países e demitiu 100 funcionários.

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@imhotep
Particularmente, sempre achei caro.
E em muitas dessas cidades onde está sendo cancelado o serviço, as prefeituras criaram muitos problemas (como houve em São Paulo tb).
Vai acabar minguando e sumindo.
Vinicius Fukner
Era evidente que esse tipo de transporte iria morrer logo, não é lucrativo. Irá continuar em grandes centros só para manter a marca e quem sabe encontrar outra solução para micro transporte, pois acredito que mesmo nessas metrópoles não irão ter lucro.
Daniel Neves
aqui em fortaleza chegaram várias bicis da yellow, mas nunca rolou deles operarem aqui. Eu pessoalmente acho caro. As bikes nem tanto, mas os patinetes…
Lucas Blassioli
Como paulistano que usava as bicicletas: Triste
Como odiador de tudo que tem dedinho da 99: Que morra
André Cardoso
Que pena, eu utilizava as bikes aqui em Florianópolis, achava um preço justo. Agora os patinetes sim eram bem caros, uma vez utilizei um para de ir de casa a faculdade e gastei quase 2x o preço do Uber no mesmo trajeto, aí não tem condições de manter mesmo.
@ksio89
Não lembro com exatidão, mas numa matéria do TB que informava as tarifas, eu achei bem caro o aluguel desses patinetes.
Sandir Costa
Achei até que demorou para passar a febre… Some o fato de ser caro (patinetes) com as regulações (exageradas por vezes) das prefeituras e o resultado não poderia ser diferente.
Guilherme da Silva Manso
Devem concentrar todos os patines em SP e Rio para competir de igual para igual com a Uber. Uma pena.
@guipolonca
A Yellow foi uma grande decepção pra mim sou ciclista e tava adorando ver tanta bicicleta por São Paulo e ter a oportunidade de pegar uma mesmo quando não estava com a minha. Mas o serviço foi minguando aos poucos, infelizmente.
@Banana_Phone
Eu utilizava muito as bicicletas, mas ultimamente estava cada vez mais difícil de ver elas, eu geralmente abria o app e não encontrava nenhuma perto de casa.
Ainda bem que ainda existem as do Itaú, que são bem melhores e acabam saindo mais baratas pra quem usa quase todo dia, único problema é que elas não podem ser deixadas em “qualquer” lugar.
Renan Rufino
No Rio aqui eu nunca entendi bem o proposito do patinete. É um meio muito legal mas a cidade não tem nenhuma infra pra gente utilizar eles a não ser em regiões turísticas e como se fosse só um brinquedo
Marks Duarte
Utilizei um patinete da Yellow uma única vez, e o valor cobrado pelo trajeto percorrido ficou mais caro do que o cobrado pelo Uber.
Nunca mais quis saber desse tipo de modal, que aliás, já nasceu fadada ao fracasso.
Alessandro Maia
Foi igual paleta mexicana, chegou, cobrou caro por algo normal e morreu…
A
E choca um total de zero pessoas. O preço era alto e não valia a pena. Demais, a própria proposta não atraía muitas pessoas. Aluguer de bicicletas até faz sentido, mas quem é que quer alugar uma scooter, especialmente quando é cara?
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