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Apple analisa arquivos do iCloud para combater abuso infantil

A empresa compara arquivos enviados ao iCloud com banco de dados com materiais de casos anteriores

Victor Hugo Silva Por

A Apple foi acusada em mais de uma situação de não colaborar com investigações que envolvem dados que os usuários armazenam no iPhone. A empresa, no entanto, identifica e analisa o que é enviado ao iCloud para combater crimes como abuso infantil.

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É o que aponta a Forbes, que teve acesso ao depoimento de um funcionário da Apple que indica como os arquivos ilegais no iCloud são detectados. De acordo com o profissional, a identificação é feita a partir de um material extenso.

Os sistemas da Apple conseguem comparar os arquivos enviados pelos usuários com os de uma lista de fotos e vídeos de antigos casos de abuso infantil. Quando algo suspeito é identificado, o material é sinalizado e fica em uma espécie de quarentena.

Caso o arquivo faça parte de um e-mail, a Apple interrompe a entrega da mensagem. Em seguida, um funcionário da empresa analisa o material e aciona os órgãos como o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês), que acionam as autoridades. O NCMEC, aliás, é que mantém o banco de dados com materiais de casos antigos para combater a pornografia infantil. Além da Apple, a lista é utilizada por serviços como Tumblr e Telegram.

No caso relatado pelo funcionário, a Apple também revelou os dados do usuário que pretendia enviar os arquivos por e-mail. A empresa compartilhou com autoridades informações como o nome, o endereço e o número de celular em que os arquivos foram disparados.

As críticas pela suposta falta de contribuição da Apple voltaram à tona no início do ano pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A empresa afirmou, na ocasião, que não tinha acesso aos dados salvos no iPhone, mas destacou que o compartilhamento de backups que estavam armazenados no iCloud.

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Comentários da Comunidade

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Comentários com a maior pontuação

Gustavo

IOS tem privacidade, diziam…

Matheus Alexandre

Por conta de alguns, todos acabam pagando a conta.

Raphael Rios Chaia

Estão usando uma ferramenta muito similar ao PhotoDNA que o Google usa e que foi desenvolvida pela Microsoft. Não há violação de privacidade, uma vez que a análise é automatizada e não tem participação humana.

https://blogs.microsoft.com/on-the-issues/2012/03/19/microsoft-photodna-technology-to-help-law-enforcement-fight-child-pornography/

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