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Indústria brasileira doa álcool, máscaras e testes de COVID-19

Empresas do Brasil vão fabricar respiradores mecânicos, fornecer álcool 70% e doar testes para diagnosticar coronavírus

Felipe Ventura Por

Falamos por aqui sobre as iniciativas da Apple, Tesla, Facebook, Xiaomi e outras empresas de tecnologia para ajudar profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus. E no Brasil? Por aqui, a indústria se mobiliza para fabricar respiradores mecânicos, fornecer álcool 70% e doar testes para diagnóstico do COVID-19.

Máscara

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reuniu diversas iniciativas tomadas pelo empresariado brasileiro. Uma delas vem da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricante de Veículos Automotores): as montadoras estudam usar as 37 fábricas que estão paradas no Brasil para produzir respiradores mecânicos; esses ventiladores médicos ajudam pacientes com dificuldade de respiração. Nos EUA, Tesla, Ford e GM também vão fazer esses aparelhos.

Por sua vez, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) vem conversando com as fabricantes de componentes de respiradores mecânicos para organizar uma linha de produção. A associação prevê que será necessário fabricar 2 mil ventiladores médicos a mais que o normal para atender a demanda.

Empresas lideradas pela FIESC (Federação de Indústrias do Estado de Santa Catarina), em parceria com o governo do estado, importaram 200 respiradores mecânicos para doar ao SUS. E o grupo dono da MRV e Banco Inter vai comprar R$ 10 milhões em ventiladores médicos para hospitais de Minas Gerais em parceria com a FIEMG.

Empresas brasileiras doam álcool e testes

A Ambev prometeu doar 500 mil unidades de álcool gel para hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Ypióca entregou 100 mil frascos de álcool em gel para hospitais no Ceará. E a Marfrig planeja fabricar 10 toneladas de álcool gel por mês.

A Raízen, maior produtora de etanol a partir da cana, obteve autorização da Anvisa para produzir álcool etílico 70% e vai doar cerca de 4 mil litros para hospitais da rede pública da Grande São Paulo. Usinas sucroalcooleiras da Bahia e do Mato Grosso também estão produzindo álcool para doação.

A Petrobras adquiriu 600 mil testes para diagnóstico do novo coronavírus nos EUA, e vai doá-los ao ao SUS. Ela também oferece parte da capacidade de processamento de seus supercomputadores para apoiar pesquisas de universidades sobre o combate ao COVID-19.

Por sua vez, a Vale comprou 5 milhões de kits de testes rápidos: eles vêm da China e serão entregues ao governo brasileiro em abril. Ela também comprou equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e máscaras, para doar a médicos e enfermeiros.

A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) vem articulando com empresas do setor para que produzam luvas, máscaras e jalecos. Entre as participantes, temos a Malwee, My Basic, Bonfio, Grupo Lunelli, Sancris e Latina Têxtil.

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Gabriel Arruda
Não é indústria, mas os “bancões” Itaú, Bradesco e Santander também vão comprar 5 milhões de testes e equipamentos médicos.
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