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Nubank contrata 78 funcionários; startups fazem demissões no Brasil

Nubank promete mais contratações; C6 Bank, Gympass e MaxMilhas fazem demissões durante pandemia do coronavírus (COVID-19)

Felipe Ventura Por

O Nubank anunciou a contratação de 78 funcionários esta semana, todos admitidos por videoconferência e trabalhando em home office. Isso vai na contramão do que diversas startups vêm fazendo durante a pandemia do coronavírus (COVID-19): com um futuro mais incerto, C6 Bank, Gympass e MaxMilhas realizaram demissões.

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Os 78 novos colaboradores do Nubank vêm de cinco estados brasileiros e de seis nacionalidades diferentes para os escritórios de São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires (Argentina) e Berlim (Alemanha).

Os funcionários do Nubank recebem equipamentos para trabalhar em casa, como notebook, mouse e adaptador; além disso, foram distribuídas 500 cadeiras ergonômicas para os Nubankers. 100% da força de trabalho está fazendo home office.

O Nubank diz em comunicado que, desde o início da crise do COVID-19 em março, decidiu não realizar demissões em massa. A fintech afirma ainda que mais contratações estão previstas para os próximos meses.

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Kit de boas-vindas do Nubank para novos funcionários

Startups fazem demissões

Não é o caso de outras startups, que são mais afetadas pela pandemia. A MaxMilhas, por exemplo, fez 167 demissões: a empresa trabalha com venda de pontos e milhas para viagens aéreas, setor que sofreu queda de até 90% na demanda.

O C6 Bank demitiu cerca de 60 pessoas de seu total de 1 mil funcionários: a fintech explica ao Estadão que fez “ajustes em áreas por conta da parada na economia” em setores como marketing e comercial. No entanto, ela contratou 11 funcionários nas áreas de tecnologia e operações.

O Gympass não revela o número de demissões, mas afirma que “precisou de mudanças para cortar custos”. A empresa vende assinaturas que dão acesso a milhares de academias em todo o Brasil; elas estão fechadas em diversas cidades para achatar a curva de contágio do coronavírus. Por isso, a startup passou a oferecer treinos online.

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Diego Duarte (@Diego_Duarte)

Orra marketingzinho fuleiro heim? Tem um monte de startup contratanto mesmo com o COVID e os kras mandam um editorial como se eles fossem os unicos.

Diego Duarte (@Diego_Duarte)

Eu cliquei p assistir, ae vi q e do Akita.

Fechei o video e ignorei…

@D4nTeH

É bem estranho esse fenômeno de empresas que não dão lucro e continuam existindo. Eu não reclamo pois sou usuário de algumas, mas economicamente não faz sentido

Fernando Palho Ribeiro (@Fernandopalho)

Povo …escutei isso de um economista
Investidores não aplica dinheiro numa empresa pra dar lucro e sim pra eles terem lucro , se o valor investido + juros + prejuízos , for menor do que o valor atual das ações…que se dane prejuízo da empresa… Mas aí vem a pergunta …se um empresa da prejuízo como as ações sobem aí digo a magia do capitalismo, um forte abraços

Sérgio (@trovalds)

Sei…

Algumas empresas ainda estão contratando porque ainda tem caixa da última rodada de investimentos e estão tentando disfarçar pro mercado que o negócio de fato vai ser lucrativo no futuro próximo. Só que agora com a quase depressão que a pandemia está causando ninguém em sã consciência vai fazer apostas.

Léo (@leo_oliveira)

É o que eles fazem de melhor

Vítor Gomes (@vctgomes)

Isso ai vai depender um pouco. Só dar uma olhada na história da Amazon e verá q essas grandes empresas nem sempre são formadas 100% de lucro.

No caso da Amazon, por exemplo: A empresa entrou no mercado de livros simplesmente “botando pra quebrar” e queimando dinheiro mesmo. Ela comprava todos os estoques de livros recém lançados, o que pode parecer loucura e gerar um prejuízo além da conta. Isso aconteceu até que as livrarias, sem produtos, foram a falência, restando somente a Amazon de grande competidora.

Hj a Amazon é tem quase um monopólio no setor de livros no mundo e como é o maior player, é ela que determina o preço dos livros que as editoras vão lançar (lá nos EUA) - um cliente determinando o preço que ele quer comprar o item.

Eu mesmo não vejo empresas como, por exemplo, o iFood indo a falência. São milhões de restaurantes cadastrados e pagando taxas altíssimas!

Joleno Dos Bítus (@Joleno)

Então, uma hora a conta chega!

Leo (@leonardoroese)

Acho que as empresas com operações totalmente digitais, de ponta a ponta, são as que sofrerão menos com o isolamento. Empresas que já possuem cultura de home-office, atendimento remoto e são provedoras de serviços digitais, serão mais procuradas agora do que antes. Algumas podem até expandir operações, mas tem que ter nascido com a linha de pensamento moderna, as que são baseadas em modelos de negócio mais antigos irão sofrer. A Amazon está expandindo, é outro exemplo. Ifood é mais usado que nunca.

ochateador (@ochateador)

Se formos acreditar no que é divulgado, o Nubank tem 20 milhões de clientes.
Não deve ser todo mundo que está com as contas positivas, então eles sempre estarão recebendo dinheiro de juros/atrasos (e cobrando 14% de juros é fácil de ganhar dinheiro).

Ao menos a curto prazo (1 ano), acho que quebrar o Nubank não quebra.
Talvez tenha uma menor receita, pois oferece pequenos serviços e não um pacote completo de serviços como os bancos.