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Banda larga ultrapassa número de telefones fixos no Brasil

Anatel registra 33 milhões de acessos de banda larga fixa em março de 2020, contra 32,7 milhões de telefones fixos

Lucas Braga Por

O serviço de banda larga ultrapassou a telefonia fixa no número de acessos: dados da Anatel apontam que o serviço de internet fixa chegou a 33 milhões de acessos em março de 2020, contra 32,7 milhões de linhas telefônicas tradicionais.

A banda larga ultrapassa a telefonia fixa desde fevereiro, com diferença de 400 mil acessos. Em janeiro, ainda existiam 33,1 milhões de linhas telefônicas contra 32,9 milhões de acessos de banda larga. Atualmente, são 47,4 acessos de banda larga para cada 100 domicílios.

Quem lidera a participação de mercado de banda larga são as prestadoras de pequeno porte, que somam 30,9% de todo o mercado. Entre as grandes, a Claro concentra 29,3% dos assinantes, seguido por Vivo (20,8%), Oi (15,3%), Algar (1,9%) e TIM (1,8%).

A principal tecnologia de acesso é a fibra óptica, presente em 34,3% dos acessos, seguida por cabo coaxial (29,2%), cabos metálicos (28,6%), rádio (6,3%) e satélite (0,8%).

Internet chega a 79,1% dos domicílios brasileiros

Dados da PNAD Contínua indicam que 79,1% dos domicílios brasileiros possuíam acesso à internet em 2018. A maior parte dos acessos é feita através de redes 3G ou 4G, que atingem 80,2% dos domicílios; a banda larga fixa mantém percentual de 75,9%.

Os celulares são os equipamentos mais utilizados para acessar a internet, presentes em 99,2% dos domicílios conectados. O computador fica em segundo lugar, com 52,4%, seguido pelos tablets, com 13,4%.

A pesquisa também aponta queda no número de linhas fixas: o percentual de residências com telefones fixos caiu de 31,6% em 2017 para 28,4% em 2018. Enquanto isso, as pessoas que utilizaram chamadas de voz pela internet subiram de 83,8% para 88,1%.

As conexões discadas (quem lembra?) ainda estão presentes em 0,2% dos domicílios. Em 2017, a tecnologia era usada por 0,4% dos domicílios.

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Diego Martins Viegas (@dviegas)

Só tenho telefone fixo (junto com a banda larga) ainda porque moro com os meus pais e eles acreditam fortemente na ideia de que é importante ter ele para uma eventual “necessidade”. Passam o dia inteiro recebendo ligação de telemarketing, mas mesmo assim ainda preferem continuar com essa tecnologia atrasada, que hoje em dia traz muito mais desvantagens do que vantagens.

Nas raras ocasiões em que preciso fazer chamadas por telefone prefiro usar o celular, que me oferece uma relação custo x benefício muito mais interessante, além da mobilidade. Hoje, em tempos de home office forçado para muitas pessoas, a internet prova mais uma vez que pode não apenas substituir o velho telefone fixo, mas também entregar muito mais.

Marcelo (@Marcelo3M)

Eu não moro mais com meus pais mas tenho fixo em casa justamente por causa deles, que acham mais fácil ligar de fixo para fixo.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Espero que, até 2030, o índice de casas conectadas chegue a 90% ou mais. Existe um projeto, que está em andamento, que vai direcionar os investimentos, em telefonia fixa, para a expansão em banda larga, em regiões pouco atrativa para as operadoras.

@ksio89

Eu não sei vocês, mas eu nunca usei tanto o telefone fixo, visto que o plano que vem com a Oi fibra é ilimitado pra fixos e móveis de todo o Brasil. Com isso economizo minutos preciosos do meu plano móvel, pois na oferta semanal do Tim Beta são 100 minguados. Minha mãe assina a oferta diária do Beta, pois ela é aposentada e não precisa de internet móvel, assim o fixo a atende quando precisa fazer chamada interurbana ou pra número de outra operadora.

Além disso, um dia precisei ligar para um número 0800 que não aceitava ligação de celular, dei graças a Deus de ter um fixo no momento. Enquanto o plano for ilimitado, não vou me desfazer de fixo tão cedo.

Renato Garcia (@Renato)

Depois de um ano (acho, talvez um pouco mais) desligado, já que ninguém usava, no mês passado cancelei - finalmente - o telefone fixo daqui de casa. Pagávamos a assinatura e não usávamos nunca. Bela economia!

imhotep (@imhotep)

O fixo da minha casa é aquele plano sem assinatura, paga só o que usar.

Depois de servir só pra receber ligação de telemarketing (na verdade nem isso, já que ninguém para em casa), há alguns meses eu desliguei o aparelho.
Nem sei quando foi a última vez que eu tinha utilizado.
Como meu plano de celular me dá ligações ilimitadas pra qualquer número, inclusive DDD, mantenho apenas o celular.
Como uso o celular para trabalho, uso bastante, em média uns 1500 a 2000 minutos por mês. Agora com a quarentena caiu bastante.