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Caixa Tem deve se tornar banco digital avaliado em R$ 100 bilhões

Banco do Caixa Tem terá abertura de capital e deverá se concentrar em clientes de baixa renda

Victor Hugo SilvaPor

A Caixa Econômica Federal planeja transformar o Caixa Tem em um serviço com estrutura e equipe próprias. Popularizado com o auxílio emergencial, o aplicativo passaria a operar como um banco digital com foco em clientes de baixa renda. O projeto passa pela abertura de capital que, pelas projeções da estatal, faria o novo banco ser avaliado em R$ 100 bilhões.

Caixa Tem (Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Caixa Tem (Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Segundo a Folha de S.Paulo, que divulgou a informação, o banco digital seria controlado pela Caixa, mas ganharia estrutura tecnológica e equipe independentes. Atualmente, os serviços do Caixa Tem dependem da tecnologia e de cerca de 100 funcionários da estatal. O plano é concretizar a separação até o final de 2020.

A criação do banco digital com serviços do Caixa Tem também depende do sinal verde do Conselho de Administração da Caixa, que permitiria reivindicar a autorização do Banco Central. A expectativa da empresa é de que a liberação do BC seja anunciada até o final do primeiro trimestre de 2021.

Ainda sem nome definido, o novo banco permitirá movimentação de até R$ 5 mil por mês nas contas e reunirá pagamentos de programas sociais do governo federal. Os beneficiários do Bolsa Família serão os primeiros a participarem do processo de migração. Previsto para acontecer em quatro etapas, ele começará em dezembro e deverá ser concluído em março de 2021.

Os clientes do banco digital terão outros serviços à disposição, como saques, pagamentos de contas e transferências. A plataforma também promoverá a venda de seguros e a oferta de microcrédito. A Caixa realizará o serviço de financiamento por meio de uma lista de análise prévia de crédito compartilhada pela Receita Federal.

Caixa Tem chega a 105 milhões de contas

Em outubro de 2019, quando foi lançado, o objetivo era de que o Caixa Tem chegasse a 35 milhões de usuários. Um ano depois e com a pandemia do novo coronavírus no caminho, a marca foi facilmente superada. O aplicativo fechou o terceiro trimestre de 2020 com 105 milhões de contas abertas.

A plataforma tinha 18,9 milhões de contas no primeiro trimestre e, após a criação do auxílio em abril, terminou o segundo trimestre com 91,6 milhões de contas. O Caixa Tem chegou a R$ 50 bilhões em movimentação no terceiro trimestre, valor quase R$ 20 bilhões acima do segundo trimestre.

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Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

No governo Lula, tentaram fazer isso e não deu certo! O Banco Popular do Brasil, que era uma subsidiária do Banco do Brasil, fechou as portas, poucos anos depois de inaugurada. Vamos ver se o banco para baixa renda da Caixa dará certo.

Lucas (@Lucas)

“o aplicativo passaria a operar como um banco digital com foco em clientes de baixa renda”

Isso não seria um pouco redundante já que a própria CEF trabalha com esse foco? Tanto que os programas sociais são tudo focado lá.

² (@centauro)

Pressupõe-se que eles iriam transferir os clientes de baixa renda já existentes para o Caixa Tem e iriam redirecionar novos clientes dessa faixa também.
Todos os programas sociais seriam transferidos também, como está escrito na matéria:

Tech Nerd 🤓 (@technerd)

O Banco do Brasil vale pouco mais de 100 bi e lucra mais de 15bi/ano, portanto acho uma avaliação um tanto quanto otimista como todas projeções feitas por esse governo.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Será que é uma manobra pra em breve encolher a estrutura física da caixa alegando poucos clientes?

Juliano Ferretti (@Ferretti)

Arrisco dizer que vai ser o mesmo paralelo entre Bradesco e Next.

No caso do Bradesco, um “novo banco”, mas para quem não quer pagar taxas ou pessoas com menos poder aquisitivo, enquanto mantém empresas e clientes Private, no “banco principal”.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Mas no texto se insinua a transferência de todos os clientes de baixa renda, isso é uma parte considerável do publico da Caixa, se com isso cortarem o atendimento pessoal também nas agencias, elas vão ficar ociosas.