Início » Brasil » Polícia Federal investiga vazamento de 223 milhões de CPFs

Polícia Federal investiga vazamento de 223 milhões de CPFs

Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal (STF) abrem inquéritos para investigar megavazamento de 223 milhões de CPFs

Bruno Gall De Blasi Por

O vazamento de 223 milhões de CPFs tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal. A ação tem como finalidade apurar a exposição de dados que atingiu até mesmo brasileiros falecidos. O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento de dados de autoridades.

CPF (Imagem: Divulgação)

CPF (Imagem: Divulgação)

O inquérito da Polícia Federal (PF) dá a largada após um pedido feito pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em janeiro, segundo a TV Globo. A ação visa investigar os vazamentos de informações de cidadãos e autoridades revelados recentemente, como aquele que expôs dados de 223,47 milhões de brasileiros.

O STF ainda apresentou uma ação para apurar o vazamento. Nesta quarta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes determinou à Polícia Federal o início de uma investigação sobre a exposição de informações de membros da Corte e demais autoridades.

O anúncio ocorre após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, cobrar uma investigação do governo sobre o caso na segunda-feira (1). Em reação a uma notícia sobre a venda de dados de autoridades, Fux enviou ofícios ao ministro da Justiça, André Mendonça, e ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo providências.

No despacho, Moraes afirma que a comercialização de dados pessoais e sigilosos de membros do STF “atinge diretamente a intimidade, a privacidade e segurança pessoal de seus integrantes”. O caso está sendo analisado no âmbito do Inquérito (INQ) 4.781, que apura ofensas e ameaças aos membros da Corte, também relatado pelo ministro.

Vazamento expôs dados de 220 milhões de brasileiros

Vazamento expôs dados de 220 milhões de brasileiros (Imagem: Darwin Laganzon/Pixabay)

Vazamento expõe CPFs de 223 milhões de brasileiros

A exposição, conforme revelado pelo Tecnoblog no último dia 22, se concentra em dois casos relacionados, ambos com a mesma quantidade de vítimas: 223,47 milhões. No primeiro, é possível encontrar dados como nome completo, CPF e data de nascimento. O arquivo, que teria sido compilado em agosto de 2019, pesa 14 GB.

A segunda exposição é mais restrita pois requer pagamento em bitcoin para conseguir o acesso às informações completas. Neste caso, a variedade de dados é maior, pois o pacote é composto por mais de trinta categorias distintas, como RG, estado civil, lista de parentes, salário, renda, entre outras tipos de bases.

Após o megavazamento, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou no dia 27 que estava apurando tecnicamente informações sobre o caso. No dia seguinte, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou uma investigação da agência.


Com informações: G1 e Supremo Tribunal Federal

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
6 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

² (@centauro)

E a venda de dados pessoais e sigilosos de membros da sociedade brasileira como um todo não, né?

Não sei se ele está só olhando pro próprio umbigo mesmo ou se ele fala do “resto” da população brasileira no despacho, mas a intuição diz que é a primeira opção mesmo.

John Smith (@john)

No despacho, Moraes afirma que a comercialização de dados pessoais e sigilosos de membros do STF “atinge diretamente a intimidade, a privacidade e segurança pessoal de seus integrantes”.

Na boa, peço perdão à equipe do Tecnoblog antecipadamente.

Vão tomar no cu esse bando de filh- da put-.

Porque quase 210 milhões de brasileiros não podem ser diretamente atingidos em sua intimidade, privacidade, e segurança pessoal, não, né? Isso só vai acontecer com uma corja de meia dúzia de privilegiados, que precisa ser atingida pra que a coisa comece a tomar proporções maiores como deve.

Desculpem o desabafo.

EDIT: Vim tão puto que nem vi que o primeiro comentário é justamente sobre a mesmíssima coisa. Enfim… intensifico a indignação do @centauro .