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Chefe de relações com devs da App Store se aposenta antes de embate com Epic

Ron Okamoto estava na Apple há 20 anos e foi um dos responsáveis pela criação da App Store, alvo de ação da Epic Games

Victor Hugo Silva Por

A Apple teve uma mudança em seu quadro antes de levar ao tribunal a disputa com a Epic Games. O vice-presidente de relações com desenvolvedores, Ron Okamoto, que estava na empresa desde 2001, se aposentou e não é mais responsável pelo cargo. Ainda assim, ele deverá ser uma das testemunhas da companhia no julgamento.

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

App Store no iPhone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Okamoto foi contratado por Steve Jobs após atuar como chefe de marketing para produtos gráficos da Adobe. Na Apple, o executivo foi responsável por definir políticas de revisão da App Store, distribuir recursos para criação de apps, oferecer suporte a desenvolvedores e realizar eventos como a WWDC (Worldwide Developers Conference).

Segundo a Bloomberg, ele foi substituído por Susan Prescott, executiva de marketing que também trabalhava na Adobe antes de ingressar na Apple, em 2003. A App Store, um dos projetos que Okamoto ajudou a criar em 2008, continua sob a responsabilidade de Phil Schiller e Matt Fischer.

Aposentadoria revelada em lista de testemunhas da Apple

A informação sobre a mudança na Apple apareceu na lista de testemunhas que a empresa pretende ouvir no embate contra a Epic Games. O documento publicado na sexta-feira (19) apresenta Okamoto como ex-vice presidente da companhia. A aposentadoria foi confirmada pela Bloomberg.

Na relação de testemunhas, a Apple indica que a participação de Okamoto contribuirá com informações sobre as políticas e o modelo de negócios da App Store. Ele também poderá falar sobre os recursos oferecidos pela empresa aos desenvolvedores e as mudanças no mercado de aplicativos.

O julgamento da ação da Epic Games contra a Apple está previsto para acontecer em 3 de maio. No processo, a produtora pede que Fortnite volte a ficar disponível na App Store após proibição. A acusação também questiona as taxas de até 30% para desenvolvedores e a impossibilidade de usar uma loja alternativa no iOS.

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