Início » Telecomunicações » Vivo tem lucro de R$ 1,34 bilhão graças à internet por fibra e pós-pago

Vivo tem lucro de R$ 1,34 bilhão graças à internet por fibra e pós-pago

Vivo divulga resultados financeiros do 2° trimestre de 2021; operadora teve bom desempenho na telefonia móvel e cresce na banda larga Vivo Fibra

Lucas Braga Por

A Telefônica Brasil, dona da Vivo, divulgou o balanço financeiro do 2° trimestre de 2021. A empresa conseguiu reverter a queda do período anterior e teve alta de 20,9% no lucro líquido e comemora a marca de 97 milhões de clientes de linhas móveis, banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa.

Loja da Vivo em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Loja da Vivo em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura/Tecnoblog) (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Vivo – Resultados Financeiros do 2° trimestre de 2021

Confira os principais indicadores financeiros para o 2° trimestre de 2021 e o comparativo com o mesmo período do ano anterior:

Indicador 2° trimestre de 2021 2° trimestre de 2020 Diferença
Receita operacional líquida R$ 10,6 bilhões R$ 10,3 bilhões +3,2%
Lucro líquido R$ 1,34 bilhão R$ 1,11 bilhão +20,9%
Investimentos R$ 2,25 bilhões R$ 1,9 bilhão +17,9%
Número de clientes (total de acessos) 96,7 milhões 92 milhões +5,1%

Vivo cresce no pós-pago e no pré-pago no 2° trimestre

O serviço móvel é o carro-chefe da Vivo: sua receita cresceu 5,6% e atingiu a marca de R$ 6,9 bilhões. A operadora manteve sua participação no mercado brasileiro de telefonia celular em 33%, e teve alta de 8,8% no número de acessos.

No total, são 80,9 milhões de linhas celulares com chip da Vivo. A maior parte dos contratos são do pós-pago, que responde por 58,2% da base. Essa modalidade gera maior receita para operadora, uma vez que o gasto médio mensal do usuário é significativamente mais alto que no pré-pago.

Em um ano, a base do pós-pago da Vivo cresceu 9,2%. Por outro lado, o pré-pago também teve um bom desempenho com alta de 8,2% nos chips.

A tele também destaca que houve alta de 118,9% na base de clientes do Vivo Easy, mas não detalha quantas linhas foram ativadas no plano digital.

A Vivo encerrou o mês de junho com cobertura móvel para 4.869 cidades, das quais 3,9 mil possuem serviço em 4G e 4,7 mil com tecnologia 3G. O 2G está presente em 3,8 mil municípios, mas a tele planeja o desligamento do padrão graças a um acordo de compartilhamento com a TIM.

Expansão de fibra melhora receita de serviços fixos da Vivo

No segmento de serviços fixos, a Vivo trouxe avanços importantes: a cobertura da Vivo Fibra cresceu quase 30% em comparação com o ano anterior e chegou a 17,3 milhões de casas (home passed). Também houve adição de 17 novas cidades com a tecnologia FTTH, com o total de 293 municípios atendidos.

Em relação ao número de clientes, a Vivo atingiu 4 milhões de casas conectadas (home connected) com a banda larga Vivo Fibra. Além disso, há 919 mil contratos de TV por assinatura via IPTV e cerca de 1,2 milhão de acessos de internet com tecnologia FTTC, nomenclatura usada pela operadora para os acessos xDSL da antiga GVT.

Vivo Fibra (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Vivo Fibra tem crescimento no 2° trimestre de 2021 (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A base de clientes com tecnologias legadas (xDSL tradicional, voz fixa e TV por assinatura DTH) ainda tem representatividade relevante frente aos contratos de fibra e responde por 60,4% de todos os 15,7 milhões de clientes fixos da Vivo.

Mesmo assim, a receita líquida com serviços legados representa apenas 32,7% do faturamento do segmento fixo. A Vivo Fibra teve crescimento relevante, e o gasto médio mensal por usuário é maior em comparação com o cobre.

Para continuar crescendo, a Vivo aposta na sobreposição das redes de cobre e FTTC com a fibra óptica pura, mas apenas em regiões estratégicas que tragam resultados positivos. A operadora precisa correr com essa estratégia para não perder os clientes (sobretudo os da antiga GVT) para outras operadoras como a Oi e provedores regionais.

O plano de expansão de cobertura da Vivo Fibra aposta na rede neutra FiBrasil, sociedade entre a Telefônica e o fundo canadense CDPQ. Durante o segundo semestre, a nova empresa deve construir cobertura FTTH para 500 mil novos domicílios; até o final de 2024, serão 3,9 milhões de casas aptas para contratação.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
4 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

tropaR (@tropaR)

“mas apenas em regiões estratégicas que tragam resultados positivos.”
É essa mentalidade da Vivo, e Claro, que continua a condenar muitos dos seus clientes
a permancer usando par metálico ou cabo coaxial.

tropaR (@tropaR)

Você faz bem em respeitar o seu dinheiro e por continuar buscando o melhor para o seu bolso.

@ksio89

Pois é, melhor coisa que fiz foi assinar internet no meu nome, porque antes era no nome da minha mãe e era um saco quando queria cancelar ou reclamar do serviço, pois só o titular quem poderia fazer isso. Essas operadoras sabem que clientes mais idosos não querem aborrecimento e não vao atrás de uma oferta melhor, de conferir fatura, de medir velocidade etc. Eu só comprei uma antena interna pra ela assistir TV aberta, economia foi grande.

Pra você ter ideia, tava pagando quase 200 reais pra Vivo num combo de TV, apenas 25Mbps no jurássico VDSL2 e míseros 300 minutos de fixo local. Depois que passou pro meu nome, já assinei Claro HFC 120Mbps e agora Oi fibra, pagando muito menos em 200Mbps com fixo ilimitado. Mas quem sabe agora não voltarei pra Vivo, só que assinando uma internet muito mais rápida por um valor menor que pagava no xDSL.