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Apple barra app Unjected, “Tinder” de quem não quer vacina contra COVID-19

Apple baniu Unjected da App Store por fake news sobre imunizantes contra o coronavírus; Google ameaçou bani-lo da Play Store se conteúdo não fosse removido

Pedro Knoth Por

As duas maiores lojas de apps do mundo, a App Store e a Google Play Store, fecharam o cerco sobre o app Unjected, que se propõe a ser uma rede de “pessoas de pensamentos parecidos que apoiam a liberdade médica e de expressão”, e funciona como um “Tinder” para quem não quer se vacinar contra a COVID-19. Na semana passada, a Apple baniu a plataforma, enquanto o Google enviou advertências às fundadoras.

App de encontros para quem se recusa a tomar vacina foi banido pela Apple (Imagem: GoToVan/Flickr)

Google ameaça banir Unjected da Play Store

O Unjected foi criado por duas norte-americanas em resposta a updates do próprio Tinder e do Bumble — app de encontros famoso nos EUA — que oferecem vantagens aos usuários que se vacinarem para dar “match”.

A princípio, o app promovia encontros entre os anti-vacina, mas um feed de notícias foi implementado na plataforma. Por ele, circulavam conteúdos que alegavam que vacinas de mRNA, como a da Pfizer, alteram o DNA. Outras postagens indicam que os imunizantes são armas biológicas e têm micro-chips usados para conectar os vacinados à tecnologia do 5G.

O Google realizou uma avaliação do conteúdo do feed do Unjected e concluiu que a rede não possuía políticas de moderação rígidas o suficiente para policiar fake news. Em um e-mail enviado no dia 16 de julho, a empresa alertou que o app deveria deletar as postagens que espalham desinformação, caso contrário, o app seria deletado em duas semanas.

Uma das fundadoras do Unjected resolveu acatar com as demandas do Google e derrubou por completo o feed de notícias do app, afirmando estar em uma “corda bamba de censura”. Mas, ela afirmou à Bloomberg que planeja restaurar o feed e os posts de novo, esperando ficar com a “barra limpa”.

Apple removeu plataforma da App Store por fake news

Já a Apple removeu o Unjected logo após o contato da reportagem da Bloomberg. Segundo o site, a empresa enviou um e-mail para a plataforma de encontros, no qual afirmou que o app “se refere de maneira inapropriada a temas e conceitos relacionados à COVID-19”.

A App Store exige que todos os aplicativos sobre a doença tenham informações de saúde e segurança verídicas; apenas instituições governamentais e da sociedade civil, como ONGs, focadas em medicina ou educação de reputação podem desenvolver esse tipo de plataforma.

Inicialmente, o Unjected foi rejeitado pela Apple em seu processo de avaliação, e foi aprovado apenas depois que passou a cumprir com as diretrizes relacionadas à COVID, disse um porta-voz da empresa à Bloomberg.

Mas o app voltou a ferir as regras, segundo a Apple. Usuários do Unjected deixaram de usar certos termos para fugir do monitoramento da App Store:

“Pronunciamentos externos feitos pela fundadora do aplicativo a usuários, assim como updates [do app] novamente o levam a entrar em conflito com as condições de uso. Essa é uma violação das nossas normas que deixam claro: se você tentar trapacear o sistema… será banido da App Store.”

Enquanto isso, a presença do Unjected nas redes sociais continua intacta. O app tem mais de 25 mil seguidores no Instagram; a pressão sobre redes sociais para combater a desinformação é cada vez maior. O presidente dos EUA, Joe Biden, chegou a criticar redes sociais — dentre elas o Facebook — por estarem “matando pessoas”. Ele se referia à falta de moderação de conteúdo em fake news sobre vacinas contra a COVID-19.

Com informações: Bloomberg

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André Leonardo Heidemann (@Andre_Leonardo_Heide)

Anti-vacina nem é gente

Sammy (@Sammy)

O quão triste e solitária a vida de uma pessoa tem que estar, e o quanto está desesperada a esse ponto, de querer pertencer a um grupo, que vai contra o mundo todo pra defender absurdos?

Eu não consigo nem assimilar direito que estou vivendo uma pandemia, ainda mais ter que tentar entender pessoas que estão contra VACINAS.