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Islândia dá aula de democracia digital

População usa a internet para escrever a nova Constituição islandesa.

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8 anos atrás

Cá no Brasil, os políticos usaram as mídias sociais durante as eleições do ano passado e, depois disso, parecem ter esquecido que os eleitores continuam na rede. O modo errado de fazer democracia no século 21. Já na Islândia eles acertaram a mão: os internautas ajudam a escrever a nova Constituição daquele país.

Não pense que foi uma decisão espontânea. A Islândia passou por um processo de liquefação da própria economia. Na hora de se reerguer, as lideranças políticas partiram para uma atitude mais vanguardista de participação do povo em suas decisões.

Twitter do conselho constituinte islandês

O texto básico da futura Constituição foi escrito por um conselho designado especificamente para esse fim. Finda essa etapa, o governo convocou a população para sugerir mudanças e emendas à Carta Magna. A participação eletrônica se dá até o fim de junho, quando o projeto de Constituição retomará os trâmites tradicionais para aprovação.

Nessa história, o Facebook é o site mais usado para a redação da Constituição. Dos 320 mil habitantes da ilha nórdica, cerca de 2/3 têm acesso à rede social. Além de criticar e sugerir mudanças, os internautas ainda acompanham transmissões ao vivo que, semanalmente, discutem os pontos levantados por meio da internet.

Outros serviços usados pela constituinte islandesa são Twitter e Flickr. Na página oficial do projeto, eles inclusive mantêm um arquivo com todas as versões do rascunho colaborativo da Constituição.

Assim que o rascunho de Constituição estiver pronto, será enviado ao Parlamento para aprovação. Mais do que escrever a própria Lei, os islandeses estão escrevendo uma nova página na história da democracia moderna — e eletrônica.

Com informações: USA Today.