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Netflix vai apostar em “cérebro artificial” para acertar nas recomendações de filmes e séries

Emerson Alecrim
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Se você já ficou inconformado ao se deparar com recomendações como Saga Crepúsculo em sua conta na Netflix (supondo que você não goste de produções como esta, é claro), saiba que situações do tipo poderão ficar no passado: nesta semana, a empresa revelou a intenção de criar um “cérebro virtual” para fazer sugestões mais adequadas a cada perfil.

No sistema atual, a Netflix faz recomendações com base na identificação de determinados parâmetros de produções já assistidas. Por exemplo, se você viu um filme de ação até o final, provavelmente gosta da categoria, portanto, outros títulos classificados como tal podem surgir nas recomendações.

Geralmente dá certo. Mas, quando o serviço recomenda filmes com base na participação de um ator de uma produção que você assistiu ou na popularidade desta, poderá entrar em conflito com as suas preferências.

Este problema é especialmente comum na versão norte-americana da Netflix, dado o tamanho do seu acervo. Para dar um basta nisso, a empresa explicou em seu blog técnico o plano de utilizar um sistema de redes neurais distribuídas cujo processamento será feito por GPUs.

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Explicando rapidamente, redes neurais são sistemas que fazem os computadores processarem dados de uma maneira que lembra a forma como o cérebro trabalha. No caso específico da Netflix, a ideia é implementar uma técnica algorítmica chamada “Deep Learning” (Aprendizagem Profunda), utilizada para problemas mais complexos.

Na prática, o que este novo método fará é analisar em níveis uma série de dados referentes ao comportamento do usuário no serviço para, com o tempo, aprender a distinguir suas preferências.

Estas informações já estão lá e aparecem sob diversas formas: buscas que o usuário faz, tempo que ele passa vasculhando determinada categoria, quando tempo a pessoa permanece na página de descrição de um vídeo, entre outros.

A proposta deste novo algoritmo é considerar toda este enormidade de dados até então subutilizados para extrair um padrão e, enfim, acertar nas recomendações personalizadas.

Se bem implementados, sistemas do tipo levam a resultados bastante satisfatórios – Google que o diga. Mas, como a Netflix não tem uma infraestrutura tão sofisticada assim para este fim, a empresa decidiu desde já alocar recursos na Amazon Web Services.

Só não dá para esperar nada muito imediato, afinal, o “cérebro artificial” ainda está em desenvolvimento e precisará de algum tempo para gerar os primeiros resultados. Enquanto isso, o negócio é manter a calma se Crepúsculo aparecer nas recomendações.

Com informações: Wired

Emerson Alecrim

Autor / repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado InfoWester.

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