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Brasil fazendo escola: Austrália pode perder games na AppStore

Rafael Silva
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Alguns leitores vão lembrar que ao lançar a iTunes AppStore no Brasil a Apple não nos agraciou com a sessão de games na loja de aplicativos. Isso acontece por causa da nossa nada arcaica legislação que exige que todos os jogos vendidos no país passem por uma censura prévia do DJCTQ, que estabelece para qual idade ele é apropriado. Como a gigante da maçã não quis se dar ao trabalho de passar por essa burocracia, a área de Games nunca apareceu, obrigado os desenvolvedores a publicarem seus aplicativos em outras categorias e os usuários a criarem contas nas lojas de outros países.

A Apple – e consequentemente as demais donas de lojas de jogos móveis como a Nokia e o Google – pode ser obrigada a fazer o mesmo na Austrália, mas não pela burocracia e sim por causa da falta de jogos para vender. O governo federal do país está ponderando sobre a possibilidade de obrigar os produtores e distribuidores de jogos para plataformas móveis a enviarem seus games para aprovação do Classification Board (ou quadro de classificação em tradução livre) antes que eles sejam disponibilizados para o público. Atualmente, apenas os desenvolvedores de games para consoles e computadores precisam passar pela classificação.

Para que um jogo seja submetido à agência de classificação é preciso pagar entre 470 a 2040 dólares australianos, o que segundo os desenvolvedores, pode encarecer o preço de jogos de plataformas móveis ou até mesmo impossibilitar sua publicação. E isso fica ainda pior no caso de pequenos desenvolvedores que criam jogos no seu tempo livre e não têm tanta grana para o pagamento da taxa. Caso a legislação seja estabelecida, os criadores de games prometem parar de vender seus jogos no país e vão passar a se esforçar em outros mercados menos restritivos.

Com informações: Kotaku.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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