Grooveshark compra briga com Google e Apple

Empresa afirma que streaming de música no iPhone e Android é legal.

Thássius Veloso
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Um produto perfeito. Podemos explicar o Grooveshark dessa maneira. O usuário escuta as músicas que quiser na hora que quiser, com direito a recomendar as canções para os amigos. É tão bom que despertou desconforto na Apple e no Google. Resultado: os apps oficiais do Grooveshark para iOS e Android foram expulsos das respectivas lojas.

Grooveshark no Android (divulgação)

O mais recente caso envolve o Google, que alega violação nos Termos de Serviço do Android Market para simplesmente remover o aplicativo da loja. Há quem diga que isso se deve a uma notificação da RIAA — a associação de gravadoras dos EUA —, documento que vale mais do que muito decreto presidencial por aí.

Essa remoção aconteceu em 1º de abril (não é mentira, ok?), mas o Grooveshark só tomou conhecimento da situação em 6 de abril. De acordo com a empresa, que publicou uma carta aberta no site Digital Music News, não há dúvidas de que o serviço é legal. Se tem licença das empresas fonográficas são outros quinhentos.

O Grooveshark explica que negocia com as gravadoras para oferecer suas músicas dentro do site. Além disso, está totalmente em consonância com o DMCA, lei que permite a um detentor de direito autoral que solicite a retirada de sua obra do ar. Quase 2 milhões de arquivos foram removidos do Grooveshark por conta do DMCA.

A empresa ainda diz que paga por todas as músicas que são escutadas pelos seus 25 milhões de usuários mensais. Isso só é possível porque o Grooveshark depende de publicidade, que lhe permite sobreviver.

“Nós solicitamos ao Google e à Apple que abracem o espírito da competição e façam a coisa certa para os usuários ao disponibilizar nossos aplicativos imediatamente”. Faz sentido. Enquanto a história não se resolve, o Grooveshark oferece seu aplicativo para download fora do Android Market. Claro que ele não pode fazer o mesmo com a App Store.