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TCGs digitais: card games sem as cartas – parte 1

Izzy Nobre

Por

Especial
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Uma boa parte de vocês já deve ao menos ter tentado a transição de jogos eletrônicos para jogos, digamos, mais analógicos: os trading card games, ou TCG. E se você nunca tentou, talvez por não ter a oportunidade, pelo menos uma mínima curiosidade sobre o assunto você deve ter. Seja aquele primo nerd, um colega de faculdade ou um aleatório no Twitter, você certamente conhece alguém que te deixou curioso em relação a esses estranhos joguinhos de cartas coloridas.

Card games são, essencialmente, jogos de estratégia. Na maioria deles há algum tipo (ainda que rudimentar) de gerenciamento de recursos, que serão gastos para construir um ataque contra o oponente, e ao mesmo tempo erigir defesas contra o contra-ataque dele. Quem está acostumado com RTSs verá bastantes paralelos entre um estilo de jogo e o outro, com a diferença que card games tendem a ser baseados em turnos e não em tempo real.

Yu Gi Oh, Pokemon e Magic The Gathering são provavelmente os mais notáveis expoentes do fenômeno dos card games. Yu Gi Oh e Pokemon têm desenhos animados como a força por trás de sua popularização, enquanto Magic goza do título de primeiro trading card game, e por isso é o mais tradicional. Seja lá qual  for o TCG, uma coisa é constante em todos eles: card games requerem um considerável investimento de tempo e dinheiro.

Ao contrário da maioria dos jogos de mesa com os quais você está acostumado (Banco Imobiliário, Detetive, Imagem e Ação etc.), um card game não está limitado ao conteúdo da caixa. Expansões são lançadas frequentemente, com mais cartas e regras. Um jogador dedicado precisa gastar dinheiro frequentemente para ter sempre em mãos as cartas mais atuais (isso sem mencionar o esforço de estar constantemente tendo que aprender novas regras).

Eu, por exemplo, gasto aproximadamente cem dólares por mês em Magic. Tenho amigos que gastam o triplo disso. E algumas cartas mais raras, para o azar daqueles que precisam delas, chegam a preços difíceis de acreditar:

O que é atraente para uns – como essa natureza de constante modificação e renovação do jogo – se torna imprático ou até mesmo intimidante pra outros. Com tantas expansões, regras e dígitos após o sinal do cifrão, o neófito interessado não sabe por onde começar, ou se sequer deveria começar.

É justamente esse o público dos TCG eletrônicos – gente que se interessa pela temática e mecânicas de um  jogo de estratégia em cartas, mas que não está afim de adquirir mais um vício potencialmente caro. Há vários card games eletrônicos, para várias plataformas diferentes. Nos portáteis, por exemplo, há toda uma gama de jogos baseados em Yu Gi Oh, como o Yu-Gi-Oh! 5D’s Stardust Accelerator: World Championship 2009 (ufa!):

Y5SA:WC2k9, que mais parece uma senha gerada aleatoriamente do que sigla de jogo, foi considerado o melhor lançamento recente da franquia. Com um longo modo história, adições incomuns ao gameplay (em certos trechos do jogo, há uma corrida a la F-Zero. Não me pergunte por que), multiplayer online e até mesmo uma carta de brinde junto com a caixa, esta versão é excelente tanto para os fãs de longa data da série, quanto para aqueles interessados em aprender o jogo.

Além dos outras versões de Yu Gi Oh (há dúzias delas), os donos do PlayStation Portable também têm o Marvel Trading Card Game.

O MTCG tem algumas vantagens sobre Yu Gi Oh. Em primeiro lugar, ele não é Yu Gi Oh, um bônus bastante atraente pra você que tem mais de 13 anos de idade. Não quero julgar ninguém (como poderia? Eu coleciono action figures do Mario!), mas você aí que joga Yu Gi Oh, tenho certeza que esta não é a primeira coisa você conta para uma nova paquera.

Em segundo lugar, MTCG tem a temática do universo dos quadrinhos da Marvel, o que por si só já é suficiente para deixar os fãs dos HQs interessados. Infelizmente, o sistema “Vs. System” utilizado por este card game é um tanto complicado para aqueles que estão iniciando no gênero. E ele também tem modo online, caso o que você queira realmente é espancar um amigo com o baralho que você acabou de montar.

Para PC, há Magic Online.

Magic é o TCG que começou tudo, e Magic Online é a versão digital do jogo que cativou mais de seis milhões de jogadores ao redor do mundo. Como o nome deixa claro, Magic Online tem como objetivo principal o multiplayer. E como é mantido pela fabricante do jogo, há até mesmo torneios oficiais, que valem pontuação pros rankings no mundo real.

Magic Online é uma ótima forma de aprender o jogo e disputar contra jogadores de várias nacionalidades diferentes, mas tem um problema grave – para jogar, você precisa comprar cartas nele com dinheiro real. Uma cópia do jogo vem com um baralho já pronto para jogar e várias cartas que você pode usar para modificá-lo, mas para adquirir mais cartas você gastará quase o mesmo que desembolsaria se fosse adepto da versão física do jogo. Ou seja, é uma ótima alternativa se você quer aprender a jogar mas não tem amigos com a mesma disposição, mas uma péssima opção se você estava tentando evitar justamente os gastos com cartas extras.

Amanhã eu volto, para falar de mais alguns card games que merecem a sua atenção no Xbox, PS3 e no iPhone. =)