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Mozilla demite 50 funcionários e desiste do Firefox OS

Paulo Higa
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O Firefox OS, sistema operacional da Mozilla que morreuressuscitou, mudou de foco e mesmo assim não obteve sucesso, parece ter sido enterrado definitivamente. A Mozilla anunciou nesta quinta-feira (2) a demissão de 50 funcionários que faziam parte da estratégia da organização para levar o Firefox para além dos computadores e dispositivos móveis.

A Mozilla, que tinha cerca de 1.000 funcionários no final de 2016, desligou executivos como Ari Jaaksi, vice-presidente sênior de dispositivos conectados, e Bertrand Neveux, diretor da mesma divisão, segundo o CNET. As demissões, segundo a organização sem fins lucrativos, foram resultado de uma mudança de foco, saindo da área de gadgets e investindo mais em internet das coisas.

A tentativa da Mozilla em criar um sistema operacional para dispositivos móveis não deu certo. O Firefox OS nasceu como uma plataforma voltada para smartphones de baixo custo, que no mercado brasileiro chegaram a ser lançados por menos de 200 reais. No entanto, a Mozilla não conseguiu competir com os Androids básicos, que continuaram crescendo e dominando o mercado.

O sistema foi reposicionado para se transformar em uma plataforma comercial para TVs, como uma alternativa ao Android, Tizen e WebOS. O Firefox OS até chegou a ser adotado por poucos modelos de televisores da Panasonic nos Estados Unidos, mas mesmo assim não obteve uma boa penetração de mercado.

O pior é que mesmo o produto mais conhecido da Mozilla, o Firefox, não anda bem. Nos desktops, ele perdeu mercado com a rápida ascensão do Chrome, que já domina mais de 60% dos PCs no mundo, enquanto o Firefox caiu para menos de 15%. Nos smartphones, dominados por Chrome e Safari, o navegador da Mozilla é tão pouco utilizado que nem possui fatia de mercado divulgada, sendo apresentado como “Outros”.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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